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  • O que é Compliance? Entenda, veja os tipos e como aplicá-lo

    O que é Compliance? Entenda, veja os tipos e como aplicá-lo

    Compliance é o conjunto de práticas e boas práticas adotadas por uma organização para garantir que suas operações, políticas e comportamentos estejam em conformidade com a regulamentação vigente. 

    Nos últimos anos, o termo compliance tem ganhado destaque no ambiente corporativo, sendo reconhecido como um fator essencial para o sucesso sustentável das organizações.

    Afinal, em um cenário globalizado, onde regras e exigências mudam rapidamente, estar em conformidade é crucial para evitar problemas legais e éticos.

    Mais do que isso, novos riscos que vão além da simples conformidade se tornam cada vez mais evidentes, e o compliance pode atuar como um agente essencial na gestão desses riscos.

    Mas, então, o que realmente significa compliance, e por que ele é tão importante para as empresas?

    Continue a leitura e tenha uma visão completa sobre o compliance, sua importância e como ele pode ser o alicerce de uma cultura organizacional íntegra e de uma gestão de riscos eficaz.

    Imagem de uma reunião em um ambiente de trabalho, com cinco profissionais em torno de uma mesa discutindo. No centro, uma mulher gesticula e fala enquanto os outros escutam atentamente. Um ícone digital de cadeado com círculos ao redor, simbolizando segurança e proteção de dados, está sobreposto à imagem.
    Compliance Team

    O que é compliance

    O termo “compliance” vem do verbo em inglês “to comply”, que significa “cumprir” ou “estar em conformidade”.

    Mas o que é o compliance no contexto empresarial?

    O compliance refere-se à conformidade com normas e regulamentos aplicáveis à atividade de uma empresa, seja no âmbito interno (como políticas e códigos de conduta) ou externo (como leis e regulamentações governamentais).

    Em outras palavras, compliance é o compromisso de agir corretamente e dentro dos parâmetros legais e éticos estabelecidos.

    Nesse sentido, é possível imaginar o compliance como uma espécie de “guardião” , responsável por garantir que todos os processos estejam em ordem e que seus públicos sigam padrões éticos e legais.

    Qual a importância e papel do compliance

    Entendemos o papel do compliance. Mas por que ele é importante para sua empresa?

    Existem três razões principais. Vamos conferir:

    Redução de Penalidades

    Em primeiro lugar, ao garantir a integridade da organização, o compliance evita que sua empresa sofra penalidades que podem comprometer tanto sua reputação quanto sua continuidade no mercado.

    📖 Leia também: Sanções administrativas: o que são e quais os tipos

    Diferencial Competitivo

    Em um mundo globalizado, a conformidade não é apenas uma questão de cumprir regras; é também um diferencial. Empresas que seguem padrões éticos ganham mais credibilidade e conquistam a confiança do público e do mercado, reduzindo riscos reputacionais.

    Prevenção de Fraudes e Golpes

    Por último, o compliance exige constante vigilância sobre possíveis vulnerabilidades que possam comprometer a integridade da organização. Dessa forma, o time de conformidade ajuda a prevenir fraudes, práticas corruptas e outros problemas que podem surgir na operação.

    Quais são os tipos de compliance?

    Como vimos, o compliance não se resume apenas ao cumprimento de regras e regulamentos. Ele abrange diversas áreas, cada uma com foco específico para garantir que a empresa opere de forma ética, segura e em conformidade com leis e padrões de mercado e gerencie riscos da maneira correta. Então, vamos conferir alguns dos principais tipos de compliance?


    Compliance focado em conformidade regulatória

    Como o próprio nome diz, é o compliance que busca assegurar que está em conformidade com todas as leis e normas aplicáveis ao seu setor.

    Compliance trabalhista 

    Se concentra em garantir que uma empresa esteja em conformidade com normas e regulamentações relacionadas aos direitos dos trabalhadores e às relações de trabalho.

    👉 Veja também: Compliance trabalhista: o que é e como implementar na sua empresa

    Compliance consumerista

    É a área de compliance focada em regulamentações de proteção ao consumidor. Nesse sentido, coloca a organização para respeitar os direitos do consumidor, promover transparência nas informações, assegurar a qualidade e segurança dos produtos e, acima de tudo, tratar o cliente com ética e respeito.

    Compliance em compras 

    Cuida da adoção de práticas e controles que garantem que os processos de compras e aquisições dentro de uma organização.

    Compliance concorrencial

    Esse tipo de compliance tem como objetivo evitar práticas anticoncorrenciais, como formação de cartel, abuso de posição dominante e outras condutas que possam prejudicar o mercado e os consumidores.

    ➡️ Você pode saber mais em Compliance concorrencial: o que é e quais seus benefícios

    Compliance em hotelaria

    Assegura que um hotel opere dentro dos padrões legais e regulatórios, ao mesmo tempo em que protege seus hóspedes.

    Principais legislações e compliance

    No campo do compliance, conhecer e estar atualizado sobre as principais legislações é essencial para que empresas e profissionais sigam diretrizes legais e éticas em suas operações. Por isso, separamos as principais legislações para você conhecer!

    Lei Anticorrupção

    A Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013) é uma das legislações mais significativas. Ela estabelece a responsabilidade objetiva das empresas envolvidas em atos de corrupção contra a administração pública, nacional ou estrangeira.

    Lei Geral de Proteção de Dados

    A LGPD é uma legislação recente que regula o tratamento de dados pessoais no Brasil. Ela exige que empresas adotem práticas de proteção e privacidade de dados, incluindo o consentimento do titular dos dados e medidas de segurança contra vazamentos e acessos indevidos.

    Confira mais sobre Veja como funciona a LGPD no mercado financeiro

    Código de Defesa do Consumidor

    O Código de Defesa do Consumidor (CDC I Lei nº 8.078/1990) é uma legislação para as práticas de compliance nas relações de consumo. Ele exige que empresas tratem os consumidores com transparência, ética e respeito.

    Lei das Sociedades por Ações

    A Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976) regula as empresas de capital aberto e define diretrizes para a governança corporativa, transparência e responsabilidade dos administradores.

     Compliance e governança corporativa

    Compliance e governança corporativa são pilares fundamentais para a sustentabilidade e reputação das organizações. Juntas, essas áreas garantem que as empresas operem em conformidade com leis, regulamentações e princípios éticos, alinhando seus objetivos com o interesse de stakeholders e a proteção do mercado.

    Governança corporativa: A governança corporativa estabelece a estrutura de liderança e os mecanismos de controle que guiam as decisões empresariais, visando transparência, responsabilidade e equidade. 

    Compliance: Já o compliance atua como um sistema de controle interno, assegurando que todas as práticas organizacionais estejam em conformidade com as legislações vigentes e regulamentos específicos do setor. 

    Nesse sentido, uma governança corporativa eficiente facilita a aplicação das políticas de compliance, pois cria uma cultura organizacional pautada pela ética e pela responsabilidade. 

    Ou seja, juntas, elas aprimoram a confiança de investidores e clientes, além de reduzir riscos legais e operacionais.

    Compliance e ESG 

    Outra área que se relaciona com o Compliance é a parte responsável pelas práticas ESG (Environmental, Social, and Governance) que fortalece o compromisso das empresas com práticas éticas e sustentáveis..

    Essa relação acontece porque, juntos, o compliance e ESG alinham a organização com as demandas de um mercado consciente. Desse modo, ao se integrarem, a empresa consegue mitigar riscos, fortalecer a ética organizacional e agregar valor à marca.

    Quer entender mais sobre? Leia em ESG e Compliance: Entenda a relação e benefícios para sua empresa.

    Os Know Yours de compliance 

    Os “Know Yours” de compliance são práticas fundamentais que ajudam a mitigar riscos e promover integridade nos negócios.

    Esses Know Yours englobam processos como Know Your Customer (KYC), Know Your Supplier (KYS), Know Your Employee (KYE), Know Your Partner (KYP) e Know Your Business (KYB), cada um voltado para um grupo específico de stakeholders.

    • Know Your Customer (KYC): Focado na verificação de identidade dos clientes, o KYC combate fraudes e lavagem de dinheiro, garantindo conformidade com leis anticorrupção e de segurança financeira.
    • Know Your Supplier (KYS): Avalia fornecedores para evitar associações com práticas ilegais ou antiéticas, incluindo a verificação de antecedentes, certificações e práticas de sustentabilidade e compliance.
    • Know Your Employee (KYE): Previne conflitos de interesse e assegura conformidade interna ao identificar e monitorar potenciais riscos com colaboradores, desde a contratação até o acompanhamento contínuo.
    • Know Your Partner (KYP): Avalia e monitora parceiros de negócios, garantindo que estejam alinhados com os padrões éticos e legais da empresa, minimizando o risco de associação com práticas corruptas ou inidôneas.
    • Know Your Business (KYB): Focado em verificar e entender as entidades empresariais com as quais a organização se relaciona, o KYB visa confirmar a legitimidade e regularidade dessas entidades, especialmente em contextos de fusões, aquisições e investimentos.

    Compliance como protagonista na gestão de riscos

    Apesar do compliance atuar focado em manter a conformidade, ele é uma peça fundamental para o gerenciamento de riscos e pode ajudar a empresa a mitigar vulnerabilidades que vão além da conformidade. 

    Veja bem, hoje, com a dinamicidade do mercado, as vulnerabilidades que podem afetar as empresas são diversas. Nesse sentido, é necessário estar preparado para trabalhar com todos os tipos de riscos envolvidos na cadeia de valor. 

    Por isso, o compliance deve atuar como agente protagonista na gestão de riscos, ajudando a identificar e mitigar ocorrências que possam prejudicar a empresa. 

    ➡️ Quer saber como? Fale com um de nossos especialistas.

    Indicadores de compliance

    Além de exercer o papel de garantir conformidade, o compliance deve mensurar e avaliar esse trabalho. Mas como fazer isso? Por meio dos indicadores de compliance.

    Os indicadores de compliance são métricas essenciais para avaliar a eficiência das práticas de conformidade nas organizações, ajudando a identificar áreas de melhoria e a garantir alinhamento com regulamentações e normas éticas. 

    Como os principais indicadores, temos taxas de grau de risco de integridade, conformidade em treinamentos, número de denúncias e eficácia das políticas de prevenção à fraude. 

    Esses dados não apenas monitoram o cumprimento de compromissos legais, mas também facilitam a comunicação com stakeholders sobre governança e responsabilidade social.

    Vamos conferir mais sobre? Visite nosso artigo 5 Indicadores de Compliance para Avaliar a Efetividade do seu Programa

    Como implementar programa de compliance 

    Para criar um programa de compliance eficaz, comece com uma avaliação de riscos para identificar áreas vulneráveis da organização.

    Desenvolva um código de conduta claro e implemente treinamentos regulares para garantir que todos compreendam as políticas. Estabeleça canais de comunicação seguros, como linhas de denúncia, para relatar preocupações.

    Além disso, crie um sistema de monitoramento e auditoria para avaliar a eficácia do programa, promovendo ajustes conforme necessário e assegurando um compromisso contínuo com a conformidade e a ética.

    Vantagens do Compliance para Sua Empresa

    Implementar um bom compliance em sua empresa pode trazer para ela diversos benefícios. Veja os principais!

    • Mitigação de riscos: Reduz riscos legais e financeiros.
    • Cultura de conformidade: Promove integridade e ética organizacional.
    • Fortalecimento da reputação: Melhora a imagem da empresa no mercado.
    • Redução de custos : Reduz os riscos e por consequência custos.
    • Conformidade: Garante adesão a regulamentações e normas.
    • Benefícios competitivos: Facilita o acesso a novos mercados.
    • Ambiente seguro: Contribui para um ambiente de trabalho mais seguro e engajado.

    Gostaria de se especializar nessa área? Conheça alguns cursos de compliance!

    O que um analista de compliance faz?

    Um analista de compliance é responsável por garantir que uma empresa esteja em conformidade com leis, regulamentações e normas internas. Ele atua monitorando, analisando e implementando políticas e procedimentos que asseguram que todas as operações estejam dentro dos padrões exigidos.

    Qual a lei do compliance?

    No Brasil, a principal legislação que fundamenta o compliance é a Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013), que responsabiliza empresas por atos de corrupção contra a administração pública. Ela incentiva a implementação de programas de integridade para prevenir e detectar irregularidades. Além disso, o compliance também é apoiado por normas como a LGPD e regulamentações específicas de setores.

    Quais são as 3 fases do compliance?

    As três fases do compliance são prevenção, detecção e resposta.

    Como somar o compliance à gestão de riscos?

    Para somar o compliance à gestão de riscos, é essencial integrar práticas de conformidade nas avaliações de riscos, garantindo que os requisitos legais e regulatórios sejam considerados nas análises. Além disso, utilizar ferramentas e processos que alinhem as duas áreas pode otimizar a eficácia das estratégias de gestão de riscos.

  • Due Diligence: Entenda o que é e como  implementar

    Due Diligence: Entenda o que é e como implementar

    Due Diligence ou diligência prévia é o nome dado ao processo de análise de informações sobre uma pessoa ou empresa realizado previamente. Isto é, um processo  importante para realizar antes de concretizar novas parcerias. 

    No cenário atual, onde a dinâmica das empresas é marcada por alta competitividade  e as regulamentações estão cada vez mais rigorosas, investir em processos que te ajudem a mitigar problemas é fundamental.

    Nesse sentido, surge a due diligence. Essa uma estratégia interessante para você que deseja identificar e antecipar riscos relacionados a empresas. 

    Continue sua leitura para entender o que é esse processo e como implementá-lo em sua empresa.

    O que é due diligence

    Também conhecida como diligência devida ou prévia, a due diligence refere-se ao processo cuidadoso de identificar e antecipar riscos antes de concretizar novas parcerias. 

    Ou seja, quando há a possibilidade de surgir uma nova parceria comercial, a due diligence te ajuda a entender os riscos envolvidos nessa negociação.

    Nesse sentido, é possível dizer que a due diligence faz parte de um processo de gestão de riscos e compliance e, tem como etapas, auditorias, análises e previsões e, também, identificação de oportunidades.

    Equipe de profissionais analisando documentos e gráficos durante um processo de due diligence para avaliar a viabilidade de uma parceria estratégica.
    Due Diligence em processo

    Qual o objetivo da due diligence?

    A due diligence deve acontecer antes de uma negociação sobre parceria efetivamente ser concretizada.

    Sob essa visão, podemos dizer que esse processo tem como objetivo avaliar terceiros. Isto é, entender os riscos relacionados a parceiros, fornecedores, colaboradores e ativos. 

    Um exemplo prático do uso da due diligence é a situação de fusão ou aquisição. Nesse caso, a devida diligência ajuda a entender os pontos e riscos deste processo.

    Quais os principais tipos de diligência prévia

    A due diligence pode ser classificada em diferentes tipos, dependendo do foco e do objetivo da análise. Veja os principais tipos!

    Due diligence trabalhista

    Esse tipo de due diligence visa identificar possíveis passivos e riscos relacionados às relações de trabalho, incluindo a conformidade com a legislação trabalhista, contratos de trabalho, políticas internas e obrigações previdenciárias.

    Due diligence jurídico

    Durante essa análise, são examinados documentos e contratos relevantes, como estatutos sociais, acordos comerciais, licenças, autorizações e registros de propriedade intelectual.

    Due diligence financeiro

    O principal objetivo dessa prática é avaliar a saúde financeira da organização, assegurando que os dados apresentados nas demonstrações financeiras sejam precisos, completos e estejam em conformidade com as normas contábeis vigentes.

    Due diligence imobiliário

    Esse tipo busca garantir que todas as informações relevantes sobre o imóvel estejam claras e corretas, minimizando riscos e protegendo o comprador ou investidor de problemas futuros.

    Due diligence e antifraude

    Refere-se ao processo de investigação detalhada e avaliação de uma empresa, transação ou indivíduo para identificar e mitigar riscos de fraude.

    Leia também: Conheça 5 métodos de Prevenção à Lavagem de Dinheiro

    Devida diligência e compliance

    Para o compliance, a due diligence exerce um papel fundamental. Isso porque, ao realizar investigações detalhadas sobre novos parceiros, a empresa assegura que todas as suas relações comerciais estão em conformidade com as normas legais e éticas. 

    Além disso, a devida diligência garante que as decisões empresariais sejam baseadas em dados precisos e análises criteriosas, reduzindo a exposição a riscos que possam comprometer a sustentabilidade e a reputação da empresa

    Como realizar a due diligence? 

    Realizar uma due diligence eficiente é fundamental para garantir a segurança em transações comerciais, como fusões, aquisições e parcerias estratégicas.

    Esse processo envolve a análise minuciosa de aspectos financeiros, legais, operacionais e até reputacionais de uma empresa ou ativo, com o objetivo de identificar riscos ocultos e assegurar que todas as informações relevantes sejam conhecidas antes de uma tomada de decisão.

    A seguir, explicaremos os principais passos para conduzir uma due diligence de forma eficaz, minimizando riscos e protegendo os interesses do seu negócio.

    Passo 1: Ter um código de ética e políticas de integridade

    Para iniciar a implementação da due diligence, é importante ter em sua empresa uma política e normas bem estabelecidas sobre processo de gestão de riscos.

    Passo 2: Criar e desenvolver um programa de integridade

    Baseada nas normas e políticas, o próximo passo é estruturar um programa de integridade. Nele, todas as normas da política serão colocadas em prática.

    Passo 3: Investir em tecnologias e processos de análise de riscos

    Para realizar a due diligence é importante utilizar tecnologias e ferramentas que otimizem o processo e minimizem erros.

    Passo 4: Realizar a avaliação de terceiros

    Como vimos anteriormente, é essencial realizar a due diligence de terceiros. Isto é, antecipar riscos que parcerias, fornecedores, colaboradores e ativos podem representar para sua empresa.

    Veja também: Know Your Employee (KYE): qual a importância para o seu negócio

    Passo 5: Realizar monitoramento contínuo e auditorias

    Mesmo realizando a antecipação dos riscos, você pode e deve manter o monitoramento das parcerias, mapeando riscos que possam surgir.

    Por que KYC e os outros “Know Your” estão relacionados a devida diligência?

    O conceito de KYC, junto com outros processos “Know Your” (Know Your Partner, Know Your Employer, Know Your Suplier e Know Your Business) está diretamente relacionado à due diligence porque ambos visam garantir que as partes envolvidas em uma transação ou relação comercial sejam confiáveis e estejam em conformidade com as normas legais e regulatórias.

    No caso do KYC, o objetivo é conhecer profundamente seus clientes, verificando sua identidade e histórico, a fim de prevenir problemas como lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e fraudes. Processos como Know Your Partner e Know Your Supplier seguem a mesma lógica, mas são aplicados a parceiros comerciais e fornecedores, assegurando que essas relações sejam transparentes e éticas.

    Esses mecanismos fazem parte da due diligence, pois ajudam a realizar uma análise criteriosa das partes envolvidas antes de fechar qualquer acordo. Assim, ao coletar e validar informações precisas, as empresas conseguem identificar riscos ocultos e evitar problemas futuros, protegendo sua reputação e evitando sanções legais.

    Qual a diferença da due diligence e investigação?

    A principal diferença entre due diligence e investigação está no foco e no propósito de cada processo. 

    A due diligence é uma análise preventiva, realizada antes de transações comerciais. Já a investigação é uma análise reativa, geralmente conduzida quando já há suspeitas de irregularidades, fraudes ou má conduta.

    Ou seja, enquanto a due diligence busca prevenir problemas, a investigação visa descobrir e solucionar questões que já ocorreram.

    Vantagens da due diligence para sua empresa

    As vantagens do processo de due diligence são inúmeras e fundamentais para a segurança e sucesso de transações comerciais. Algumas das principais são:

    1. Identificação de riscos ocultos: O processo permite detectar problemas financeiros, legais, operacionais e reputacionais que poderiam comprometer o negócio ou a parceria.
    2. Tomada de decisão mais informada: Com uma análise detalhada de todos os aspectos da empresa ou ativo, é possível tomar decisões baseadas em dados concretos, minimizando incertezas.
    3. Prevenção de fraudes e irregularidades: A due diligence ajuda a verificar a legitimidade das partes envolvidas, evitando fraudes, corrupção ou inconsistências documentais.
    4. Segurança jurídica: O processo assegura que a transação está em conformidade com a legislação, reduzindo riscos de litígios futuros.
    5. Valorização do investimento: Ao conhecer detalhadamente o ativo ou a empresa, o comprador pode negociar melhor os termos e garantir um retorno mais seguro sobre o investimento.
    6. Proteção da reputação: Evitar parcerias com empresas ou indivíduos envolvidos em práticas antiéticas preserva a imagem e a credibilidade da sua organização no mercado

    Background check e antecipação de riscos

    Com nossa tecnologia de background check você consegue identificar de forma prévia potenciais riscos associados a novas parcerias comerciais.

    Em poucos minutos e em tempo real, nossa plataforma gera um relatório completo e detalhado com a indicação de possíveis ocorrências e a classificação dos riscos, de acordo com seus critérios.

    Assim, você consegue tomar decisões mais assertivas e mitigar problemas legais e financeiros.

    Quer saber mais? Visite nosso site e conheça nossa plataforma.

     

  • Como evitar roubo de carga durante seu processo de logística?

    Como evitar roubo de carga durante seu processo de logística?

    O roubo de carga é uma das principais preocupações nas atividades de transporte rodoviário no Brasil.

    Em 2023, um relatório da Overhaul mostrou que o aumento dos roubos aumentou em 4,8% de 2022 para 2023, e isso prova que as empresas precisam se preocupar cada vez mais com este tipo de risco para evitar prejuízos financeiros e logísticos.

    Neste post mostraremos de que maneira o compliance pode auxiliar na diminuição da recorrência deste problema.

    Entenda o panorama atual brasileiro

    Roubo de carga

    Para termos uma noção da gravidade do problema de roubos de carga no Brasil, podemos trazer dados: uma pesquisa do Fórum dos Gerenciadores de Risco aponta que em 2022, o prejuízo gerado por este tipo de crime gerou um prejuízo de mais de R$1,2 bilhões.

    Para as empresas, além dos gastos financeiros gerados por conta da perda de mercadorias, o preço logístico aumenta também pelo crescimento no valor do seguro, por exemplo. Isto afeta o preço final do produto, que chega aos clientes com um valor elevado graças ao gasto gerado pela alta frequência dos crimes.

    Entre os produtos mais roubados por criminosos, estão: cigarros, farmacêuticos, peças automobilísticas e alimentos. Ou seja, produtos de consumo imediato.

    Problemas gerados pelos roubos

    Entre os diversos problemas causados pelo roubo de carga, podemos mencionar:

    Perdas financeiras

    Como já mencionamos, as perdas financeiras causadas pelos roubos de carga podem estar relacionadas à diversos fatores, como o aumento no custo de seguros, gastos na substituição de mercadorias e aumentos relacionados à prevenção de futuros desvios.

    Interrupções na cadeia de suprimentos

    Com a perda das suas mercadorias, sua empresa pode atrasar significativamente as entregas e ter que lidar com penalidades contratuais.

    Problemas reputacionais

    Quanto mais o seu negócio for vítima deste tipo de crime, mais risco sua empresa corre de perder a confiança dos clientes, gerando a perda de consumidores e afetando a percepção pública da sua organização.

    Desafios na mitigação de riscos

    A necessidade de implementar medidas de prevenção pode exigir soluções de gestão de riscos mais complexas.

    Veja também: “Cursos de Gestão de Riscos: Conheça e melhore seu desempenho na área

    A importância do compliance na logística de transporte contra o roubo de carga

    Caso a frequência dos roubos aumente demasiadamente, pode ser que o problema esteja vindo de dentro da sua empresa. É importante não descartar a possibilidade de medidas fraudulentas e corruptas por parte de pessoas envolvidas com os processos internos do seu negócio.

    Com a adoção de medidas que garantam a conformidade com leis e regulamentos de todos os envolvidos na sua empresa, a chance de lidar com atitudes fraudulentas e riscos regulatórios diminui significativamente. 

    Medidas para evitar o roubo de carga

    Entre as medidas a serem adotadas para diminuir a decorrência dos roubos de carga, podemos mencionar:

    Planejamento e monitoramento de rotas

    Um planejamento logístico com o fim de encontrar rotas mais seguras e movimentadas pode garantir a segurança das suas mercadorias.

    Treinamento de motoristas

    Manter os motoristas cientes de medidas de detecção de perseguições, perigos de falsas blitz e rapidez no contato com policiais rodoviários pode diminuir a probabilidade de roubos de carga.

    Processos de esclarecimentos acerca das regras da empresa

    Ao utilizar processos que deixem claro para os colaboradores as punições relativas à concessão de informações confidenciais da sua organização para terceiros, sua empresa pode evitar que dados importantes fujam do controle do seu negócio.

    Adoção de soluções de checagem de terceiros

    A implementação do processo de background check oferecerá um panorama completo sobre os antecedentes criminais de possíveis colaboradores, clientes e parceiros, possibilitando, assim, um maior conhecimento acerca do histórico dos envolvidos com o seu negócio. Isso te dará o poder de escolher, com base em seus critérios, os riscos antes de consolidar vínculos.

    Clique aqui e saiba mais sobre soluções de Background Check.

  • Gestão de ativos: o que é e quais são as vantagens ao implementar na sua empresa?

    Gestão de ativos: o que é e quais são as vantagens ao implementar na sua empresa?

    Com a necessidade crescente da otimização de processos nas empresas, a gestão de ativos surge como um conjunto de práticas essenciais para garantir sustentabilidade e administrar gastos e riscos do seu negócio.

    Neste post vamos entender melhor a definição e importância deste processo.

    O que são ativos?

    Os ativos são todos os recursos, bens e direitos que uma empresa possui e controla. Independente do seu tipo, eles se caracterizam como posses que possuem valor econômico e que têm a capacidade de gerar benefícios financeiros.

    Essenciais no processo de crescimento de uma empresa, os ativos são uma representação de onde os recursos de uma organização foram aplicados ao longo do tempo.

    Alguns exemplos de ativos são: computadores, materiais de escritório, móveis, imóveis, recursos disponíveis em conta bancária, softwares, etc.

    O que é gestão de ativos?

    A gestão de ativos é todo o processo de desenvolvimento, operação, manutenção e descarte dos bens. Envolve, por exemplo, o trabalho de identificação de valores dos ativos, como custos de manutenção, possibilidades de venda e riscos.

    A principal função deste processo é maximizar o valor dos ativos e garantir que eles contribuam para o sucesso estratégico da empresa.

    Qual é a importância de gerir os ativos?

    A gestão de ativos, além de cumprir a função de mapear os bens de uma empresa, pode garantir que despesas operacionais sejam evitadas e ainda assegurar a operação dos ativos em boas condições.

    Com uma gestão eficiente, os bens de uma empresa podem ter sua vida útil prolongada e causar menos riscos associados ao mau funcionamento de equipamentos ou a problemas de conformidade regulatória.

    Quais são as vantagens na gestão de ativos?

    Entre as vantagens adquiridas ao implementar o processo de gestão de ativos em uma empresa, podemos mencionar:

    Aumento da eficiência operacional

    Com a implementação de um bom processo de gestão de ativos, sua empresa pode acelerar consideravelmente os métodos de trabalho, facilitando o acesso e controle dos estoques de produtos, por exemplo. Desta maneira, processos manuais ganham agilidade e eficiência.

    Melhora no retorno financeiro dos ativos

    Aderindo ao processo de gestão de ativos, as empresas podem encontrar maneiras de se certificar que o investimento nos bens traga o retorno esperado. Além disso, o procedimento possibilita que os ativos mantenham ou aumentem seus valores.

    Responsabilidade ambiental

    Práticas de descarte responsável e reciclagem de materiais que perderam a utilidade para a sua empresa se tornam possíveis graças à implementação da gestão de ativos.

    Garantia de segurança dos ativos

    O mapeamento de todos os ativos da empresa possibilita um monitoramento mais eficaz dos bens materiais, por exemplo. Desta forma sua empresa pode evitar furtos.

    Leia também: Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR): O que é e como implementá-lo em sua empresa

    Tipos de ativos

    Existem diversas maneiras de classificar os ativos, porém a classificação mais comum é a seguinte:

    Ativos circulantes

    Este tipo de ativo costuma ser classificado como um bem de alta liquidez, ou seja, possuem uma alta taxa de conversão em dinheiro. Isto significa que eles podem ser convertidos em menos de um ano. Podemos citar como exemplo bens imobiliários destinados à venda, investimentos a curto prazo, matérias-primas, reservas financeiras, etc.

    Ativos não circulantes

    A principal característica dos ativos não circulantes é o grande prazo — aproximadamente um ano — para a conversão em bens financeiros. Isso significa que eles possuem menor liquidez e costumam permanecer em posse das empresas durante um longo tempo. Alguns exemplos são imóveis com fins de uso para as organizações, máquinas operacionais, veículos, móveis, direitos autorais, softwares, etc.

    Estratégias para a gestão dos ativos

    Adotar o processo de gestão de ativos na sua empresa trará grandes benefícios, mas exigirá um planejamento bem definido para garantir eficácia. Algumas dicas indicadas para garantir o funcionamento do procedimento são:

    Monitoramento constante

    Para que a gestão dos ativos seja bem sucedida, sua empresa deve supervisionar constantemente a situação dos ativos, identificando os momentos em que uma manutenção ou venda se faz necessária. Dessa maneira, você evitará perdas financeiras e desvalorização dos bens da sua organização.

    Seguro de ativos

    Para cobrir riscos de perdas e danos inesperados aos seus bens, considere que seus ativos estejam devidamente segurados.

    Busque colaboradores qualificados

    A contratação de profissionais que possuam prática e conhecimentos teóricos em gestão de ativos é indispensável para que o processo de implementação seja bem-sucedido.

    Para conhecer maneiras de facilitar o processo de contratação de colaboradores qualificados, acesse nosso site e conheça nossa solução de Background Check.

    Dificuldades na implementação deste processo

    Antes de iniciar a gestão dos seus ativos, é importante compreender as dificuldades que sua empresa pode encontrar neste processo. Isso possibilitará que sua organização se planeje, evitando surpresas desagradáveis. Algumas das dificuldades que você pode encontrar são:

    Panorama limitado

    A dificuldade de mapear e atualizar todos os seus ativos pode causar problemas no gerenciamento dos seus bens. Procure manter as suas informações concentradas em apenas um software ou planilha, por exemplo, e separe-as em subcategorias que facilitem o acesso.

    Monitoramento e manutenção

    Manter a constância das supervisões e a manutenção constante dos seus ativos pode ser um processo complexo e caro. Certifique-se de possuir uma estrutura adequada para dar conta de realizar estes procedimentos.

    Garantia de capacitação da equipe

    Para evitar que seu time não tenha preparo para lidar com a gestão dos ativos, busque maneiras de treinar seus colaboradores para manter o processo em pleno funcionamento.

    Quer saber mais sobre maneiras de gerir os riscos da sua empresa? Conheça nossas soluções!

  • Auditoria interna: Entenda como implementar esse processo

    Auditoria interna: Entenda como implementar esse processo

    A auditoria interna é uma ferramenta essencial para garantir que uma empresa esteja operando de maneira eficiente, ética e em conformidade com as regulamentações. 

    Por isso, é preciso entender como funciona esse processo, seus benefícios e como implementá-la de forma eficiente na sua organização.

    Continue a leitura e veja como garantir que você tenha todas as informações necessárias para entender e aplicar essa prática.

    Entenda o que é uma Auditoria Interna 

    A auditoria interna é um processo independente, objetivo e sistemático de avaliação e consultoria, projetado para  melhorar as operações de uma organização. 

    Sob essa visão, é possível dizer que a principal função da auditoria interna é ajudar a organização a alcançar seus objetivos, por meio de uma abordagem estruturada para avaliar e melhorar a eficiência dos processos de gestão de riscos, controle e governança.

    Ou seja, um processo fundamental para assegurar que uma empresa esteja operando de maneira eficiente, ética e em conformidade com as regulamentações. 

    Auditoria Interna

    Os principais objetivos da Auditoria Interna

    Os principais objetivos da auditoria interna incluem:

    • Avaliar a eficácia dos controles internos: Isto é, garantir que os processos e procedimentos internos sejam seguidos corretamente.
    • Identificar riscos: Detectar potenciais ameaças as operações da empresa, isto é, entender e avaliar os riscos por meio do processo de KYP.
    • Garantir conformidade: Verificar se a empresa está em conformidade com as leis e regulamentações aplicáveis.
    • Melhorar processos: Ao receber os resultados, é importante implementar melhorias para aumentar a eficiência operacional.

    Leia também: Riscos Regulatórios: Entenda o que são e como evitá-los

    Qual a importância da Auditoria Interna?

    A auditoria interna é importante, pois é a responsável por apresentar e oferecer os instrumentos e recursos necessários para que sua empresa identifique e corrija problemas antes que se tornem críticos.

    Isto é, ela ajuda sua organização a cumprir com as regulamentações e normas e, também, contribui significativamente para a melhoria contínua dos processos internos. 

    Auditoria Interna e Compliance

    A auditoria interna desempenha um papel muito importante na manutenção da conformidade com as leis e regulamentações.

    Ela ajuda a identificar áreas de não conformidade e a implementar medidas corretivas, protegendo a empresa de penalidades legais e danos à reputação.

    Outro ponto, é que ela ajuda o Compliance a olhar para demais riscos, além da conformidade. Isto é, riscos associados a pessoas, empresas e ativos.

    Veja os tipos de Auditoria Interna

    Existem vários tipos de auditoria interna, cada um focado em diferentes aspectos da operação da empresa:

    • Auditoria financeira: Avalia a precisão e integridade das demonstrações financeiras.
    • Auditoria operacional: Examina a eficácia e eficiência dos processos operacionais.
    • Auditoria de conformidade: Verifica a aderência às leis, regulamentos e políticas internas.
    • Auditoria de TI: Avalia a segurança e eficácia dos sistemas de tecnologia da informação.

    Como realizar uma Auditoria Interna? 

    Para elaborar uma auditoria interna é preciso seguir algumas etapas que são bem definidas para avaliar e melhorar os processos internos. Confira as principais! 

    01. Planejamento da auditoria

    No planejamento, os auditores internos definem a estrutura da auditoria, identificam os processos a serem revisados e estabelecem um cronograma. Eles também se reúnem com os responsáveis da área para entender melhor os riscos e controles específicos.

    02. Execução da auditoria

    Durante a execução, os auditores coletam e analisam dados, realizam entrevistas e observam os processos em ação. Eles testam os controles internos para verificar sua eficácia e documentam suas descobertas.

    03. Relatório de auditoria

    Por fim, após a execução, os auditores elaboram um relatório detalhado. Este relatório inclui: os problemas identificados durante a auditoria, consequências em potencial e ainda realizam recomendações e indicam pontos de melhoria para serem trabalhados.

    04. Monitoramento contínuo

    Além dessas etapas, é preciso realizar um acompanhamento constante. Nele, os auditores devem verificar se as recomendações foram implementadas e se os problemas identificados foram resolvidos, garantindo que a auditoria tenha um impacto duradouro.

    Vantagens de realizar Auditorias Internas

    Os benefícios de uma auditoria interna bem conduzida são muitos:

    • Melhoria da governança corporativa: Fortalece a supervisão e a responsabilidade.
    • Identificação e mitigação de riscos: Ajuda a evitar perdas e danos.
    • Eficiência operacional: Identifica oportunidades para melhorar a eficiência e reduzir custos.
    • Conformidade: Garante que a empresa esteja cumprindo todas as leis e regulamentos aplicáveis.

    Ou seja, a auditoria interna é uma ferramenta indispensável para qualquer organização que deseja operar de maneira eficiente, ética e em conformidade. Implementá-la de forma eficaz pode parecer desafiador, mas os benefícios superam em muito os esforços.

    Com um processo bem estruturado e o uso de tecnologias modernas, a auditoria interna pode transformar a maneira como uma empresa gerencia seus riscos e oportunidades.

    Quer saber mais sobre? Visite nosso site e fique por dentro!

  • Compliance no setor hoteleiro: Boas práticas para minimizar riscos em seu hotel

    Compliance no setor hoteleiro: Boas práticas para minimizar riscos em seu hotel

    Compliance no setor hoteleiro: Conheça as principais práticas de compliance que podem ajudar a reduzir riscos associados a pessoas e parceiros no mercado de hotéis e hospedagens.

    Você deve estar se perguntando: O que compliance tem a ver com a hotelaria?

    Mas aposto que você já se deparou com uma notícia dessa: “Assaltantes alugam apartamento por temporada e fazem reféns em prédio em Copacabana”.

    Pois é, essa é a questão que vamos explorar neste artigo. Afinal, o setor hoteleiro e de hospedagens se destaca por lidar constantemente com riscos associados a pessoas.

    Sejam novos hóspedes ou colaboradores, os hotéis precisam estar preparados para identificar e realizar a devida diligência em relação a seus parceiros, garantindo assim que nenhuma ameaça comprometa sua conformidade.

    Mas quais práticas podem trazer mais segurança e minimizar riscos para esse setor?

    Neste artigo, vamos detalhar como o compliance pode transformar a gestão hoteleira, garantindo não apenas a conformidade com leis e regulamentos, mas também promovendo uma operação mais eficiente e segura.

    Como o compliance se aplica ao setor hoteleiro?

    No setor hoteleiro, o compliance vai além da simples garantia de que todas as operações e atividades estejam alinhadas com padrões éticos. Ele se configura como uma ferramenta estratégica para implementar iniciativas que minimizem os riscos associados a todos os parceiros do hotel.

    Ao adotar práticas de compliance adequadas, é possível identificar e mitigar ameaças e riscos ocultos relacionados a hóspedes, inquilinos e colaboradores. Esses riscos podem comprometer a conformidade da empresa com as legislações vigentes.

    Compliance no setor hoteleiro

    A importância do compliance para o setor

    A importância do compliance no setor hoteleiro não pode ser negligenciada. Além de evitar multas e penalidades legais, trabalhar o compliance nesse setor ajuda a construir uma reputação de confiança e segurança, essencial para atrair e reter clientes. Isso, especialmente em um mundo onde a transparência e a responsabilidade são cada vez mais valorizadas.

    Nesse sentido, é possível dizer que os hotéis que investem em compliance estão um passo à frente dos demais. Ou seja, já conseguem reduzir riscos e custos desnecessários e, ainda, atrair melhores clientes para sua organização. 

    Mas quais são as melhores práticas de compliance para esse setor?

    Algumas das principais boas práticas incluem a implementação de programas de treinamento para colaboradores, a realização de auditorias internas regulares, a adoção de políticas e procedimentos claros e transparentes, a gestão de riscos eficaz, a proteção de dados pessoais, a prevenção de fraudes e corrupção, e a promoção de uma cultura de ética e integridade.

    Todavia, além disso, existem 3 principais práticas que vão ajudar muito no sucesso das ações. Veja a seguir!

    1 – Garantir a segurança e a privacidade dos hóspedes

    Para essa primeira prática, o primeiro passo é garantir que a verificação do hóspede (Know Your Customer – KYC) seja realizada por meio de um fornecedor de confiança que respeite as leis e diretrizes vigentes. Além disso, o tratamento dos dados dos hóspedes deve seguir rigorosamente a LGPD.

    2 – Realizar due diligence em fornecedores e parceiros?

    Por falar em fornecedores confiáveis, um hotel tem diferentes tipos de fornecedores que devem passar por um processo rigoroso de due diligence. Essa avaliação abrangente visa identificar e mitigar quaisquer riscos que possam comprometer a segurança da empresa e seus públicos, além de assegurar que todas as operações estejam em conformidade com os padrões de qualidade estabelecidos.

    3 – Identificar as principais fraudes no setor hoteleiro e estudar como combatê-las

    Realize uma análise aprofundada do mercado e identifique as principais ameaças e vulnerabilidades que podem afetar seu hotel. Com base nessa análise, desenvolva planos de ação específicos para mitigar riscos e prevenir fraudes e golpes.

    Leia também: Combate a fraude: Como minimizar riscos em sua empresa

    Principais vantagens do Compliance para hotéis

    Os benefícios do compliance para hotéis são diversos. Primeiro, desenvolver um programa de compliance no hotel, ajuda a evitar problemas legais e financeiros, como multas e processos judiciais. 

    Outro ponto, é o melhor aproveitamento e eficiência operacional. Isso acontece porque, ao padronizar procedimentos e minimizar erros, o compliance consegue reduzir riscos reputacionais, aumentando a confiança dos clientes, que se sentem mais seguros ao saber que o hotel segue rigorosamente todas as normas e regulamentações.

    Redução de riscos

    Um dos principais benefícios do compliance é a redução de riscos. Ao seguir regulamentações de segurança e implementar políticas rigorosas, os hotéis conseguem prevenir incidentes e problemas que podem afetar a segurança dos hóspedes. Além disso, o compliance ajuda a proteger os dados dos clientes, garantindo que informações pessoais e financeiras estejam seguras.

    Confira também: O que é Know Your Customer (KYC) e qual sua importância?

    Diminuição de custos operacionais

    Ao evitar multas e penalidades, reduzir a ocorrência de erros e fraudes, e melhorar a eficiência dos processos, os hotéis podem economizar significativamente. Ademais, um ambiente de conformidade que promova uma cultura de segurança e de responsabilidade pode levar a práticas mais econômicas e sustentáveis.

    Como implementar o compliance no meu hotel?

    Para implementar o compliance no setor hoteleiro é necessário seguir algumas etapas. Comece com uma avaliação completa das áreas de risco e das regulamentações aplicáveis e, em cima disso, desenvolva políticas claras e procedimentos específicos para cada área.

    Além disso, nenhuma estratégia de compliance é eficaz sem o envolvimento e a capacitação dos funcionários. Por essa razão, é importante investir nos treinamentos regulares para garantir que todos entendam a importância do compliance e saibam como aplicar as políticas no dia a dia.

    Outro ponto essencial, é investir em tecnologias e soluções que aprimorem os resultados dos objetivos de conformidade. Nesse sentido, soluções de gestão de riscos são excelentes para identificar vulnerabilidades sobre pessoas, empresas e fornecedores previamente. Assim, seu hotel consegue garantir que nenhum desses públicos coloque em risco sua conformidade.

    Por fim, o compliance não é uma tarefa única, mas um processo contínuo. Sob essa visão, é importante realizar auditorias regulares com o objetivo de assegurar que todas as políticas e procedimentos estejam sendo seguidos corretamente. Para isso, estabeleça um cronograma de auditorias internas e use os resultados para fazer melhorias contínuas.

    Conclusão

    A implementação de compliance no setor hoteleiro é uma estratégia essencial para garantir a segurança, eficiência e conformidade nas operações. Além de proteger contra riscos legais e financeiros, o compliance melhora a confiança dos clientes e promove um ambiente de trabalho mais seguro e eficiente.

    Investir em compliance é, sem dúvida, uma decisão inteligente que traz benefícios significativos a longo prazo. Quer saber mais sobre? Visite nosso site e conheça nossas soluções!

  • Granularidade de dados: entenda o que é e porque você deve dar importância

    Granularidade de dados: entenda o que é e porque você deve dar importância

    A granularidade de dados é um conceito fundamental no estudo de tratamento e gestão de dados e desempenha um papel importante na rotina de profissionais que precisam obter ideias relevantes e tomar suas decisões baseadas em informações concretas.

    Ainda não sabe exatamente de que maneira ela pode impactar nos seus negócios? Então vamos entender.

    Granularidade de dados

    O que é granularidade de dados?

    A granularidade de dados é responsável por definir o nível de especificidade das informações em um agrupamento de dados. Para simplificar, podemos dizer que este conceito refere-se ao nível de detalhamento destes dados.

    Ou seja, quanto maior a granularidade, mais minuciosos são os dados, e quanto menor a granularidade, menos aprofundados.

    Alta granularidade

    Dados profundamente detalhados; alta especificidade; essencial para análises mais precisas e compreensão de padrões específicos.

    Baixa granularidade

    Dados resumidos; informações agregadas de maneira comprimida; importante para a compreensão de tendências gerais e análises rápidas.

    Para que serve a granularidade de dados?

    A granularidade desempenha um papel fundamental no trabalho de análise de informações, já que é ela que vai definir o quão minuciosos serão os dados disponíveis para averiguação em situações específicas.

    Imagine que sua empresa tem um site e você precisa analisar o tráfego do seu domínio:

    Quanto maior for a granularidade das informações sobre as visitas feitas à sua página, mais detalhes — como dia e horário da visita, tempo de permanência no website, cliques em links, etc — você terá à disposição no balanço sobre seu trabalho.

    Agora, se a granularidade for baixa, você terá informações menos carregadas, como o balanço de visitas por mês ou ano, ao invés de um levantamento diário, por exemplo.

    Então sempre devo optar por uma alta granularidade de dados?

    Se as informações à sua disposição forem exageradamente detalhadas, você poderá encontrar dificuldades para utilizar objetivamente os seus dados e a velocidade de consulta diminuirá significativamente. Sendo assim, é essencial escolher o nível de granularidade levando em conta as suas necessidades.

    Como escolher o nível de granularidade dos meus dados?

    Antes de definir o nível de granularidade dos dados que você tem à sua disposição, é necessário levar em consideração alguns fatores:

    Defina os seus objetivos

    Compreenda o tipo de análise que você planeja executar, busque compreender quais tipos de demanda você quer responder com os dados, que decisões serão influenciadas pelos dados e entenda se você precisa de uma análise geral ou profunda.

    Entenda em que contexto você irá utilizar os dados

    A circunstância de utilização das informações que você tem à disposição pode exigir diferentes níveis de granularidade.

    Por exemplo: se você deseja verificar o histórico de emprego de um possível colaborador, incluindo detalhes específicos, como cargos ocupados, data de início e término, é provável que você precise de um nível alto de granularidade.

    Caso você queira informações mais gerais, como uma lista com os períodos dos empregos, talvez seja melhor optar por uma baixa granularidade.

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    Avalie os custos

    Antes de tomar uma decisão, pense na capacidade de armazenamento que você possui à disposição, considerando que, quanto maior a granularidade de um conjunto de dados, mais espaço ele ocupará na nuvem, exigindo um plano de armazenamento mais caro.

    Entenda qual é a importância da granularidade de dados

    Dominar as formas adequadas na utilização do conceito de granularidade de dados irá aumentar a precisão das suas análises e, consequentemente, melhorar a sua eficiência na utilização das suas ferramentas, na detecção de padrões em suas investigações e possibilitará a personalização de experiências em áreas como o RH, por exemplo.

    Desta maneira você terá propriedade para recrutar de forma mais adequada e gerenciar seus recursos com um domínio analítico mais elevado.

    Qual é a relevância da granularidade de dados na segurança da informação?

    A mitigação dos riscos de segurança depende consideravelmente dos conhecimentos acerca da granularidade. Existe, por exemplo, um conceito fundamental na segurança da informação chamado “granularidade de acesso”, que consiste na capacidade de controlar o grau de permissões de usuários com base nas informações dispostas sobre os indivíduos, permitindo a restrição ou a liberação de acesso baseada em informações disponíveis acerca dos utilizadores.

    Isso permite a proteção de informações confidenciais, diminui o risco de vazamento de dados e aumenta o nível de proteção dos dados da sua empresa, ajudando a sua empresa a manter a conformidade e diminuindo a vulnerabilidade das suas informações.

    De que maneira este conhecimento pode auxiliar no compliance da sua empresa?

    A relação entre granularidade e compliance pode ser próxima se levarmos em consideração que, em processos importantes na garantia de conformidade do seu negócio — como auditorias e correção de pequenos ou grandes incidentes —, a granularidade pode balancear a necessidade de detalhes com as capacidades tecnológicas da sua empresa e o custo envolvido no processo.

    Podemos pensar também que em requisitos regulatórios que exigem registros detalhados e auditorias mais precisas, você precisará de uma alta granularidade de dados. Agora, para cumprir exigências básicas e menos exigentes, uma granularidade baixa já daria conta.

    Sendo assim, ao ajustar a granularidade dos seus dados de maneira correta, a sua empresa pode ter mais facilidade em realizar auditorias internas, detectando e respondendo os incidentes de maneira eficaz e mantendo-se, assim, em conformidade com as leis e normas vigentes.

    Leia também: “O que é a Lei de Improbidade Administrativa?

    Qual é a relação da granularidade de dados com o processo de gestão de riscos?

    O sucesso do programa de gestão de riscos da sua empresa também dependerá significativamente da granularidade dos seus dados, já que será ela quem vai determinar a precisão, a profundidade e a utilidade das análises de risco. Pense em algumas etapas da gestão de riscos:

    Identificação de riscos

    Com uma alta granularidade, você poderá identificar riscos mais específicos e sutis; com uma granularidade baixa será possível identificar riscos mais gerais.

    Avaliação e monitoramento de riscos

    A alta granularidade dos dados nesta etapa permitirá o monitoramento contínuo e detalhado; dados menos granulares permitirão o acompanhamento de tendências gerais.

    Mitigação de riscos

    Nesta etapa, uma alta granularidade auxiliará na elaboração de estratégias de mitigação mais direcionadas e eficazes; já uma baixa granularidade oferecerá uma visão menos específica, pouco direcionada para abordagens específicas.

    De que maneira a granularidade pode influenciar nas suas decisões?

    Por estar ligada diretamente aos dados coletados dispostos em relatórios e outros processos analíticos, o nível de granularidade das informações que sua empresa tem à disposição pode ter um impacto profundo em decisões organizacionais.

    Os insights, que influenciam em decisões estratégicas e operacionais, estão ligados diretamente à maneira com que seus dados estão dispostos.

    Ou seja, podemos dizer que todas as escolhas baseadas em análises de dados, serão influenciadas pelo nível de granularidade das suas informações.

    Quer saber de que forma este conceito se aplica em soluções de gestão de riscos? Visite o nosso site e conheça nossas soluções.

    Leia também: “Riscos cibernéticos: Entenda o são e como proteger sua empresa

  • O que é a Lei de Improbidade Administrativa?

    O que é a Lei de Improbidade Administrativa?

    A Lei de Improbidade Administrativa (Lei nº 8.429/1992) é uma legislação brasileira que visa punir atos de desonestidade e corrupção no setor público. Ela estabelece as condutas que configuram improbidade administrativa, os sujeitos passivos e ativos da lei, e as penalidades aplicáveis.

    A lei foi criada para proteger o patrimônio público e assegurar a moralidade na administração pública, combatendo práticas que prejudicam o cenário social.

    O que diz a Lei da Improbidade Administrativa?

    A Lei da Improbidade Administrativa define os atos de improbidade em três categorias principais: enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e violação dos princípios da administração pública. 

    Veja também: Fraudes imobiliárias: Veja como se proteger

    Desse modo, ela estabelece que qualquer agente público, bem como terceiros que se beneficiem dos atos ilícitos, pode ser responsabilizado. Como formas de penalidades podem citar perda de bens e valores, ressarcimento ao erário, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos e multa civil.

    Lei da Improbidade Administrativa

    Quando se aplica a Lei de Improbidade Administrativa?

    A Lei de Improbidade Administrativa se aplica sempre que houver indícios de que um agente público cometeu algum ato ilícito que se enquadre nas categorias estabelecidas pela lei. 

    Isso pode ocorrer em diversas situações, como contratos públicos fraudulentos, uso indevido de recursos públicos, nepotismo, entre outros. Nesse sentido, a aplicação da lei não depende de condenação criminal, ou seja, o processo pode ocorrer simultaneamente ou independentemente de processos penais.

    Quem está sujeito à Lei de Improbidade Administrativa?

    Estão sujeitos à Lei de Improbidade Administrativa todos os agentes públicos, incluindo servidores efetivos, temporários, comissionados, militares, e até mesmo aqueles que exercem função pública sem vínculo empregatício formal. 

    Além disso, pessoas físicas e jurídicas que, de alguma forma, se beneficiem dos atos de improbidade, também podem ser responsabilizadas. Isto é, empresários, fornecedores e qualquer outra parte envolvida podem ser enquadrados na lei.

    O que é considerado ato de improbidade?

    A Lei de Improbidade Administrativa considera atos de improbidade aqueles que envolvem enriquecimento ilícito, causam prejuízo ao erário ou violam os princípios da administração pública. 

    Leia também: Pessoa Politicamente Exposta (PEP/PPE): Entenda o conceito

    Quais são os atos de improbidade administrativa?

    Enriquecimento ilícito

    Enriquecimento ilícito ocorre quando o agente público se apropria de bens ou valores sem justificativa legal. Isso pode incluir o recebimento de propinas, presentes valiosos ou qualquer vantagem econômica que não seja compatível com sua renda oficial.

    Prejuízo ao erário

    Prejuízo ao erário abrange ações que resultam em perda financeira para o poder público. 

    Violação dos princípios da administração pública

    Violação dos princípios da administração pública refere-se a atos que desrespeitam os princípios básicos da administração pública, como nepotismo, favorecimento de terceiros, falta de transparência e omissão de informações obrigatórias.

    O que mudou na nova Lei de Improbidade Administrativa?

    A nova Lei de Improbidade Administrativa trouxe algumas mudanças importantes. Entre as alterações, destaca-se a exigência de dolo para a caracterização de atos de improbidade.  Isso significa que, para ser responsabilizado, o agente deve ter a intenção deliberada de cometer o ato ilícito.

    Quais são as consequências da improbidade administrativa?

    Entre as principais penalidades estão a perda de bens e valores obtidos ilicitamente, ressarcimento integral ao erário, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos por até 14 anos, pagamento de multa civil e proibição de contratar com o poder público ou receber incentivos fiscais. Além disso, a reputação do agente e da instituição envolvida pode ser seriamente prejudicada, afetando a confiança da sociedade.

    Leia mais em Riscos Reputacionais: saiba o que são e como evitá-los

    Sob essa visão, conhecer a Lei e seus aspectos é essencial para garantir a integridade e a eficiência da administração pública. Isso porque, ao promover a transparência e a responsabilidade, a lei não apenas protege o patrimônio público, mas também melhora a confiança da sociedade nas instituições. 

    Quer conhecer outras leis para manter sua conformidade? Acompanhe nossos conteúdos por aqui!

  • Acurácia: Qual a relevância para sua tomada de decisão e como aplicar em sua empresa

    Acurácia: Qual a relevância para sua tomada de decisão e como aplicar em sua empresa

    Acurácia é uma medida de desempenho que indica a proximidade dos resultados obtidos em uma análise ou experimento com os valores reais ou verdadeiros.

    Você sabe o que realmente significa acurácia? Esse é um conceito muito importante para você aplicar em sua empresa e que pode te ajudar a minimizar riscos. Continue a leitura e saiba mais sobre!

    O que significa acurácia?

    Acurácia refere-se à proximidade dos resultados de medições ou previsões em relação aos valores reais ou esperados. De modo simplificado, é uma medida que avalia o quão corretos são os dados ou resultados produzidos por um sistema ou processo.

    Nesse sentido, podemos dizer que a alta acurácia indica que os dados estão muito próximos da realidade, enquanto a baixa acurácia sugere que há uma grande discrepância.

    Acurácia no trabalho

    Como calcular o valor da acurácia

    Calcular a acurácia é simples, esse cálculo envolve a comparação entre os resultados obtidos e os resultados reais. Veja a forma utilizada para calcular a acurácia!

    Acurácia = Nº de revisões corretas/ Nº previsões totais X 100

    Então, por exemplo, se uma empresa fez 100 previsões e 85 delas estavam corretas, a acurácia seria de 85%. 

    Este cálculo é essencial para entender a eficácia de processos e sistemas.

    Importância da acurácia para sua empresa

    A acurácia é importante, porque determina a confiabilidade dos dados e das informações que sustentam as decisões empresariais. Ou seja, garantir a alta acurácia dos dados é essencial para o sucesso e a competitividade das empresas, visto que decisões baseadas em dados imprecisos podem levar a estratégias ineficazes.

    A acurácia nas previsões financeiras, por exemplo, pode afetar diretamente as decisões de investimento e a saúde financeira da empresa. Da mesma forma, a acurácia nas análises de mercado ajuda as empresas a identificar corretamente as demandas dos consumidores e a ajustar suas estratégias de marketing.

    Confira também: Enriquecimento de Dados: Entenda a importância 

    Qual a diferença entre acurácia e precisão dos dados?

    Embora usados como sinônimos, acurácia e precisão são conceitos diferentes. Enquanto a  acurácia fala sobre os resultados em relação ao valor verdadeiro, a precisão mede a consistência e repetibilidade dos resultados. 

    Para ficar mais simples, imagine um alvo de dardos. Ao acertar próximo do centro várias vezes você obteve alta precisão, enquanto acertar o centro exato significa sua alta acurácia.

    Acurácia e precisão

    Quais são os níveis de acurácia?

    A acurácia pode ser categorizada em diferentes níveis, dependendo do contexto e das necessidades da empresa. Entender esses níveis ajuda sua empresa a definir padrões apropriados para suas operações e a implementar processos que garantam a acurácia necessária. Conheça os níveis mais comuns são:

    Alta acurácia

    Necessária em setores onde erros podem ter consequências graves.

    Média acurácia

    Adequada para setores onde a precisão moderada é aceitável.

    Baixa acurácia

    Pode ser tolerada em setores com menor impacto direto dos dados.

    Como aplicar a acurácia em sua empresa 

    Aplicar a acurácia em sua empresa envolve a implementação de práticas e processos que garantam a precisão e a confiabilidade dos dados e operações. Para isso, em primeiro, é essencial promover o treinamento e desenvolvimento dos funcionários. Isto é, capacitar a equipe para entender a importância da acurácia e adotar práticas precisas é o primeiro passo. 

    Outro ponto importante é o uso de tecnologia. Isso porque ao investir em softwares avançados de análise de dados e ferramentas de automação é possível reduzir a ocorrência de erros.

    Sistemas de gerenciamento de riscos, plataformas de business intelligence e ferramentas de monitoramento em tempo real são exemplos de tecnologias que auxiliam na manutenção de dados precisos e confiáveis.

    Além disso, é preciso realizar auditorias e revisões periódicas. Essas ações ajudam a identificar inconsistências e desvios, permitindo que a empresa corrija problemas antes que eles causem danos significativos.

    Por fim, é necessário garantir que todas as partes interessadas entendam a importância da precisão e sejam informadas sobre os procedimentos e padrões estabelecidos. 

    FAQs sobre Acurácia

    O que é acurácia?

    Acurácia é a medida de quão próximos os resultados estão dos valores reais ou esperados.

    Como calcular a acurácia?

    A acurácia é calculada dividindo o número de previsões corretas pelo número total de previsões e multiplicando por 100.

    Qual a diferença entre acurácia e precisão?

    Acurácia refere-se à proximidade dos resultados ao valor verdadeiro, enquanto precisão mede a consistência dos resultados.

    Por que a acurácia é importante para as empresas?

    A acurácia é crucial para a tomada de decisões informadas, eficiência operacional e competitividade no mercado.

    Como as empresas podem melhorar a acurácia?

    Empresas podem melhorar a acurácia treinando funcionários, utilizando tecnologia avançada, realizando auditorias periódicas e estabelecendo feedback contínuo.

    Quer conhecer mais conceitos como esse? Acompanhe nossos conteúdos e veja mais em nosso site!

  • People Analytics: Entenda o que é e como  reduzir custos com ele

    People Analytics: Entenda o que é e como reduzir custos com ele

    People Analytics é uma abordagem baseada em dados para a gestão de pessoas e equipes dentro das organizações.

    Se você acredita que avanços como inteligência artificial e soluções tecnológicas se limitam apenas ao setor de tecnologia, é hora de repensar.

    No RH, a tecnologia chegou para revolucionar. Um exemplo disso é o People Analytics, um processo inovador que está transformando a forma como as empresas gerenciam seus colaboradores.

    Mas, afinal, o que é People Analytics e como ele pode beneficiar sua organização? Descubra tudo isso na leitura a seguir!

    Entenda o People Analytics

    People Analytics é um processo que consiste em utilizar dados dos colaboradores de uma organização para tomar decisões mais informadas e estratégicas.

    Mas o que isso significa na prática?

    Imagine o seguinte cenário: sua empresa de biscoitos está enfrentando um alto índice de rotatividade entre os profissionais da área de criação.

    Com o People Analytics, o RH pode, por exemplo, conduzir pesquisas de clima organizacional automatizadas e direcionadas para essa equipe. A partir dos dados coletados, é possível identificar as causas da insatisfação e implementar soluções eficazes para reter esses talentos.

    De forma ágil e proativa, você resolve desafios complexos, melhora resultados e eleva a eficiência da gestão de pessoas.

    People Analytics aplicado

    E como isso pode me ajudar?

    Ao utilizar dados para avaliar e tomar decisões sobre a gestão de pessoas em sua equipe, é possível aprimorar diversos processos organizacionais, tornando-os mais eficientes e estratégicos.

    Um exemplo claro disso está na tomada de decisões. Se anteriormente essas decisões eram baseadas em palpites, intuições ou hipóteses, a análise de dados proporciona uma base fundamentada em números reais e métricas específicas.

    Outro benefício direto é a melhora no desempenho do time. Como visto no exemplo da empresa de biscoitos, a identificação de padrões e de áreas que necessitam de ajustes possibilita a resolução de entraves e a formulação de planos de desenvolvimento mais eficazes.

    Esses planos não apenas aumentam a produtividade, mas também promovem o engajamento e a motivação dos colaboradores, criando um ambiente de trabalho mais harmonioso e colaborativo.

    Além disso, o uso estratégico de dados é fundamental para a retenção de talentos e a redução de índices elevados de turnover.

    Ao compreender as necessidades, os desafios e as aspirações dos colaboradores por meio de análises detalhadas, é possível implementar ações personalizadas que aumentam a satisfação no trabalho e fortalecem a relação entre os profissionais e a empresa.

    Confira também: Know Your Employee (KYE): qual a importância para o seu negócio

    Como implementar o People Analytics em minha empresa?

    People analytics funciona por meio da coleta de dados de várias fontes, como sistemas de RH, pesquisas de engajamento, avaliações de desempenho e até mesmo mídias sociais internas.

    Nesse sentido, para implementar o People Analytics em sua empresa, é essencial integrar dados à rotina diária e adotar ferramentas especializadas de análise.

    01. Defina os objetivos estratégicos: Identifique as principais perguntas ou desafios da sua organização em relação à gestão de pessoas. Por exemplo, você busca reduzir o turnover, aumentar o engajamento ou melhorar a performance do time?

    02. Escolha as fontes de dados: Determine quais informações são relevantes para responder a essas questões. Essas fontes podem incluir registros de sistemas de gestão de RH, feedbacks de colaboradores, dados de recrutamento e até métricas de produtividade.

    03. Adote ferramentas adequadas: Invista em tecnologias específicas para lidar com esses dados.

    People Analytics e mitigação de riscos

    Com dados em mãos, o People Analytics torna-se uma ferramenta poderosa para o RH na redução de diversos riscos organizacionais, como turnover elevado, conflitos internos e baixa produtividade.

    No entanto, como lidar com riscos associados a novas contratações?

    Nesse contexto, o People Analytics pode ser complementado por soluções como plataformas de background check. Essas ferramentas ajudam a garantir que as decisões de contratação sejam mais informadas e seguras.

    Por exemplo, com a nossa plataforma, você pode, a partir do nome ou CPF do candidato, acessar um histórico detalhado de informações relevantes, incluindo:

    • Antecedentes criminais;
    • Processos judiciais;
    • Análise de crédito;
    • Referências profissionais;
    • Licenças e certificações.

    A integração dessas soluções ao processo de análise de dados no RH não apenas reduz riscos, mas também fortalece a confiabilidade e a transparência nas decisões de contratação, contribuindo para uma equipe mais alinhada e eficiente.

    Quer conhecer mais? Visite nosso site e fique por dentro!