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  • 4 setores de alto risco que devem realizar a verificação de antecedentes

    4 setores de alto risco que devem realizar a verificação de antecedentes

    A verificação de antecedentes é uma etapa essencial para empresas que operam em setores de alto risco, onde a segurança, a confidencialidade e a integridade das operações são fundamentais.

    Em ambientes de alto risco, o impacto de contratações ou parcerias inadequadas pode ser muito prejudicial, tanto para a reputação quanto para a segurança financeira e operacional da empresa. 

    Fraudes, roubos internos, vazamento de informações sensíveis e comportamentos incorretos são alguns dos riscos que podem ser minimizados com um processo detalhado de verificação de antecedentes.

    Ao adotar essa prática, as empresas garantem que seus diferentes tipos de parcerias – colaboradores, clientes, fornecedores ou novos negócios – atendam aos padrões de integridade, confiabilidade e segurança, essenciais para operar em setores críticos. 

    Mas quais os principais setores que devem implementar esse processo? É o que vamos ver neste artigo. Continue a leitura e confira! 

    Setores que lidam com alto riscos

    01. Empresas que lidam com transporte de valores

    O setor de transporte de valores envolve a movimentação de grandes quantias de dinheiro, jóias, documentos valiosos e outros itens de alto valor. Qualquer desvio de conduta, nesse setor, pode resultar em prejuízos financeiros significativos. 

    Mas quais os riscos envolvidos nesse setor?

    • Roubo e furto interno: Funcionários não verificados podem representar uma ameaça direta à segurança das operações.
    • Associações criminosas: É preciso identificar possível participação de colaboradores em organizações criminosas. Se isso for negligenciado, pode facilitar roubos planejados.
    • Risco do motorista: Qualquer falha na verificação de antecedentes do motorista pode resultar em problemas como acidentes, multas frequentes e até mesmo participação em desvios. 

    02. Empresas que lidam com informações sensíveis e confidenciais

    Empresas que lidam com informações sensíveis, como dados financeiros e segredos comerciais, precisam garantir que suas parcerias sejam confiáveis e éticas.

    Isso porque, setores que lidam com informações como essa correm riscos como: 

    • Vazamento de informações: O que pode levar a organização a sofrer prejuízos financeiros, processos judiciais e danos irreparáveis à reputação.
    • Divulgação indevida de dados: Funcionários ou parceiros podem compartilhar informações estratégicas, intencionalmente ou por negligência, comprometendo a segurança da organização.
    • Golpes e fraudes internas: Funcionários ou prestadores de serviço podem usar acessos privilegiados para cometer fraudes, desviar recursos ou aplicar golpes em clientes e parceiros.

    03. Empresas que lidam com movimentação de grandes quantias de dinheiro

    Setores como instituições financeiras que lidam com altos valores monetários diariamente, o que os torna vulneráveis a fraudes e desvios.

    Aliás, existem regulamentações vigentes para essa área que colocam a verificação de antecedentes como boa prática. 

    Esses setores são constantemente alvo de golpes e fraudes e por isso é um setor que envolvem riscos como: 

    • Lavagem de dinheiro: É importante identificar parceiros envolvidos em esquemas criminosos que podem usar a empresa para disfarçar a origem ilícita de recursos.
    • Fraudes internas: Entender se existem riscos de desvios de recursos e manipulação de registros financeiros.

    4. Empresas que lidam com crianças, adolescentes ou idosos

    Empresas que atuam com crianças, adolescentes e idosos devem implementar um rigoroso processo de verificação de antecedentes para garantir um ambiente seguro. Além de prevenir riscos e proteger a integridade dos atendidos, essa medida ajuda a evitar problemas legais e financeiros, garantindo conformidade com diretrizes como o artigo 59-A da Lei 14.811.

    Nesse sentido, além dos riscos regulatórios, setores como esse sofrem com alto riscos como: 

    • Abuso e negligência: Pessoas com histórico de comportamentos abusivos representam um risco significativo.
    • Apropriação indevida: Desvio de recursos financeiros destinados ao cuidado dos vulneráveis.

    Como realizar essa verificação de antecedentes? 

    A verificação de antecedentes não é apenas uma formalidade, mas uma necessidade crítica para setores de alto risco. Ela ajuda a mitigar ameaças internas e externas, protege a reputação da empresa e assegura a integridade das operações.

    Ela pode ser realizada através de métodos eficientes e confiáveis, que garantem conformidade legal e proteção de dados pessoais. Para isso, é essencial seguir práticas como:

    • Escolha de um fornecedor especializado: Empresas como a BGC Brasil oferecem soluções automatizadas e seguras para a verificação de antecedentes, garantindo agilidade e precisão nos resultados.
    • Conformidade com a legislação: Certifique-se de que o processo segue as diretrizes da LGPD, garantindo transparência e consentimento do candidato.
    • Tipos de verificação: Incluem checagem de antecedentes criminais, verificação de processos trabalhistas, análise de histórico financeiro, consulta de mídias negativas e análise de referências educacionais e profissionais.
    • Automação e segurança: O uso de tecnologia avançada agiliza o processo, minimiza erros e proteger informações sensíveis.

    Na BGC Brasil, entendemos a complexidade e os riscos envolvidos na contratação em setores críticos. Por isso, oferecemos soluções de verificação de antecedentes, adaptadas às necessidades específicas de cada segmento.

    Com nossa plataforma, você pode aplicar a verificação de antecedentes de forma ágil e segura nos seus processos de:

    • KYE (Know Your Employee) – Garantindo a integridade e confiabilidade da sua equipe.
    • KYC (Know Your Customer) – Assegurando a idoneidade e conformidade de seus clientes.
    • KYS (Know Your Supplier) – Mitigando riscos na cadeia de suprimentos e garantindo parcerias confiáveis.
    • KYP (Know Your Partner) – Avaliando associações estratégicas com foco em transparência e segurança.
  • O que é Compliance? Entenda, veja os tipos e como aplicá-lo

    O que é Compliance? Entenda, veja os tipos e como aplicá-lo

    Compliance é o conjunto de práticas e boas práticas adotadas por uma organização para garantir que suas operações, políticas e comportamentos estejam em conformidade com a regulamentação vigente. 

    Nos últimos anos, o termo compliance tem ganhado destaque no ambiente corporativo, sendo reconhecido como um fator essencial para o sucesso sustentável das organizações.

    Afinal, em um cenário globalizado, onde regras e exigências mudam rapidamente, estar em conformidade é crucial para evitar problemas legais e éticos.

    Mais do que isso, novos riscos que vão além da simples conformidade se tornam cada vez mais evidentes, e o compliance pode atuar como um agente essencial na gestão desses riscos.

    Mas, então, o que realmente significa compliance, e por que ele é tão importante para as empresas?

    Continue a leitura e tenha uma visão completa sobre o compliance, sua importância e como ele pode ser o alicerce de uma cultura organizacional íntegra e de uma gestão de riscos eficaz.

    Imagem de uma reunião em um ambiente de trabalho, com cinco profissionais em torno de uma mesa discutindo. No centro, uma mulher gesticula e fala enquanto os outros escutam atentamente. Um ícone digital de cadeado com círculos ao redor, simbolizando segurança e proteção de dados, está sobreposto à imagem.
    Compliance Team

    O que é compliance

    O termo “compliance” vem do verbo em inglês “to comply”, que significa “cumprir” ou “estar em conformidade”.

    Mas o que é o compliance no contexto empresarial?

    O compliance refere-se à conformidade com normas e regulamentos aplicáveis à atividade de uma empresa, seja no âmbito interno (como políticas e códigos de conduta) ou externo (como leis e regulamentações governamentais).

    Em outras palavras, compliance é o compromisso de agir corretamente e dentro dos parâmetros legais e éticos estabelecidos.

    Nesse sentido, é possível imaginar o compliance como uma espécie de “guardião” , responsável por garantir que todos os processos estejam em ordem e que seus públicos sigam padrões éticos e legais.

    Qual a importância e papel do compliance

    Entendemos o papel do compliance. Mas por que ele é importante para sua empresa?

    Existem três razões principais. Vamos conferir:

    Redução de Penalidades

    Em primeiro lugar, ao garantir a integridade da organização, o compliance evita que sua empresa sofra penalidades que podem comprometer tanto sua reputação quanto sua continuidade no mercado.

    📖 Leia também: Sanções administrativas: o que são e quais os tipos

    Diferencial Competitivo

    Em um mundo globalizado, a conformidade não é apenas uma questão de cumprir regras; é também um diferencial. Empresas que seguem padrões éticos ganham mais credibilidade e conquistam a confiança do público e do mercado, reduzindo riscos reputacionais.

    Prevenção de Fraudes e Golpes

    Por último, o compliance exige constante vigilância sobre possíveis vulnerabilidades que possam comprometer a integridade da organização. Dessa forma, o time de conformidade ajuda a prevenir fraudes, práticas corruptas e outros problemas que podem surgir na operação.

    Quais são os tipos de compliance?

    Como vimos, o compliance não se resume apenas ao cumprimento de regras e regulamentos. Ele abrange diversas áreas, cada uma com foco específico para garantir que a empresa opere de forma ética, segura e em conformidade com leis e padrões de mercado e gerencie riscos da maneira correta. Então, vamos conferir alguns dos principais tipos de compliance?


    Compliance focado em conformidade regulatória

    Como o próprio nome diz, é o compliance que busca assegurar que está em conformidade com todas as leis e normas aplicáveis ao seu setor.

    Compliance trabalhista 

    Se concentra em garantir que uma empresa esteja em conformidade com normas e regulamentações relacionadas aos direitos dos trabalhadores e às relações de trabalho.

    👉 Veja também: Compliance trabalhista: o que é e como implementar na sua empresa

    Compliance consumerista

    É a área de compliance focada em regulamentações de proteção ao consumidor. Nesse sentido, coloca a organização para respeitar os direitos do consumidor, promover transparência nas informações, assegurar a qualidade e segurança dos produtos e, acima de tudo, tratar o cliente com ética e respeito.

    Compliance em compras 

    Cuida da adoção de práticas e controles que garantem que os processos de compras e aquisições dentro de uma organização.

    Compliance concorrencial

    Esse tipo de compliance tem como objetivo evitar práticas anticoncorrenciais, como formação de cartel, abuso de posição dominante e outras condutas que possam prejudicar o mercado e os consumidores.

    ➡️ Você pode saber mais em Compliance concorrencial: o que é e quais seus benefícios

    Compliance em hotelaria

    Assegura que um hotel opere dentro dos padrões legais e regulatórios, ao mesmo tempo em que protege seus hóspedes.

    Principais legislações e compliance

    No campo do compliance, conhecer e estar atualizado sobre as principais legislações é essencial para que empresas e profissionais sigam diretrizes legais e éticas em suas operações. Por isso, separamos as principais legislações para você conhecer!

    Lei Anticorrupção

    A Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013) é uma das legislações mais significativas. Ela estabelece a responsabilidade objetiva das empresas envolvidas em atos de corrupção contra a administração pública, nacional ou estrangeira.

    Lei Geral de Proteção de Dados

    A LGPD é uma legislação recente que regula o tratamento de dados pessoais no Brasil. Ela exige que empresas adotem práticas de proteção e privacidade de dados, incluindo o consentimento do titular dos dados e medidas de segurança contra vazamentos e acessos indevidos.

    Confira mais sobre Veja como funciona a LGPD no mercado financeiro

    Código de Defesa do Consumidor

    O Código de Defesa do Consumidor (CDC I Lei nº 8.078/1990) é uma legislação para as práticas de compliance nas relações de consumo. Ele exige que empresas tratem os consumidores com transparência, ética e respeito.

    Lei das Sociedades por Ações

    A Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976) regula as empresas de capital aberto e define diretrizes para a governança corporativa, transparência e responsabilidade dos administradores.

     Compliance e governança corporativa

    Compliance e governança corporativa são pilares fundamentais para a sustentabilidade e reputação das organizações. Juntas, essas áreas garantem que as empresas operem em conformidade com leis, regulamentações e princípios éticos, alinhando seus objetivos com o interesse de stakeholders e a proteção do mercado.

    Governança corporativa: A governança corporativa estabelece a estrutura de liderança e os mecanismos de controle que guiam as decisões empresariais, visando transparência, responsabilidade e equidade. 

    Compliance: Já o compliance atua como um sistema de controle interno, assegurando que todas as práticas organizacionais estejam em conformidade com as legislações vigentes e regulamentos específicos do setor. 

    Nesse sentido, uma governança corporativa eficiente facilita a aplicação das políticas de compliance, pois cria uma cultura organizacional pautada pela ética e pela responsabilidade. 

    Ou seja, juntas, elas aprimoram a confiança de investidores e clientes, além de reduzir riscos legais e operacionais.

    Compliance e ESG 

    Outra área que se relaciona com o Compliance é a parte responsável pelas práticas ESG (Environmental, Social, and Governance) que fortalece o compromisso das empresas com práticas éticas e sustentáveis..

    Essa relação acontece porque, juntos, o compliance e ESG alinham a organização com as demandas de um mercado consciente. Desse modo, ao se integrarem, a empresa consegue mitigar riscos, fortalecer a ética organizacional e agregar valor à marca.

    Quer entender mais sobre? Leia em ESG e Compliance: Entenda a relação e benefícios para sua empresa.

    Os Know Yours de compliance 

    Os “Know Yours” de compliance são práticas fundamentais que ajudam a mitigar riscos e promover integridade nos negócios.

    Esses Know Yours englobam processos como Know Your Customer (KYC), Know Your Supplier (KYS), Know Your Employee (KYE), Know Your Partner (KYP) e Know Your Business (KYB), cada um voltado para um grupo específico de stakeholders.

    • Know Your Customer (KYC): Focado na verificação de identidade dos clientes, o KYC combate fraudes e lavagem de dinheiro, garantindo conformidade com leis anticorrupção e de segurança financeira.
    • Know Your Supplier (KYS): Avalia fornecedores para evitar associações com práticas ilegais ou antiéticas, incluindo a verificação de antecedentes, certificações e práticas de sustentabilidade e compliance.
    • Know Your Employee (KYE): Previne conflitos de interesse e assegura conformidade interna ao identificar e monitorar potenciais riscos com colaboradores, desde a contratação até o acompanhamento contínuo.
    • Know Your Partner (KYP): Avalia e monitora parceiros de negócios, garantindo que estejam alinhados com os padrões éticos e legais da empresa, minimizando o risco de associação com práticas corruptas ou inidôneas.
    • Know Your Business (KYB): Focado em verificar e entender as entidades empresariais com as quais a organização se relaciona, o KYB visa confirmar a legitimidade e regularidade dessas entidades, especialmente em contextos de fusões, aquisições e investimentos.

    Compliance como protagonista na gestão de riscos

    Apesar do compliance atuar focado em manter a conformidade, ele é uma peça fundamental para o gerenciamento de riscos e pode ajudar a empresa a mitigar vulnerabilidades que vão além da conformidade. 

    Veja bem, hoje, com a dinamicidade do mercado, as vulnerabilidades que podem afetar as empresas são diversas. Nesse sentido, é necessário estar preparado para trabalhar com todos os tipos de riscos envolvidos na cadeia de valor. 

    Por isso, o compliance deve atuar como agente protagonista na gestão de riscos, ajudando a identificar e mitigar ocorrências que possam prejudicar a empresa. 

    ➡️ Quer saber como? Fale com um de nossos especialistas.

    Indicadores de compliance

    Além de exercer o papel de garantir conformidade, o compliance deve mensurar e avaliar esse trabalho. Mas como fazer isso? Por meio dos indicadores de compliance.

    Os indicadores de compliance são métricas essenciais para avaliar a eficiência das práticas de conformidade nas organizações, ajudando a identificar áreas de melhoria e a garantir alinhamento com regulamentações e normas éticas. 

    Como os principais indicadores, temos taxas de grau de risco de integridade, conformidade em treinamentos, número de denúncias e eficácia das políticas de prevenção à fraude. 

    Esses dados não apenas monitoram o cumprimento de compromissos legais, mas também facilitam a comunicação com stakeholders sobre governança e responsabilidade social.

    Vamos conferir mais sobre? Visite nosso artigo 5 Indicadores de Compliance para Avaliar a Efetividade do seu Programa

    Como implementar programa de compliance 

    Para criar um programa de compliance eficaz, comece com uma avaliação de riscos para identificar áreas vulneráveis da organização.

    Desenvolva um código de conduta claro e implemente treinamentos regulares para garantir que todos compreendam as políticas. Estabeleça canais de comunicação seguros, como linhas de denúncia, para relatar preocupações.

    Além disso, crie um sistema de monitoramento e auditoria para avaliar a eficácia do programa, promovendo ajustes conforme necessário e assegurando um compromisso contínuo com a conformidade e a ética.

    Vantagens do Compliance para Sua Empresa

    Implementar um bom compliance em sua empresa pode trazer para ela diversos benefícios. Veja os principais!

    • Mitigação de riscos: Reduz riscos legais e financeiros.
    • Cultura de conformidade: Promove integridade e ética organizacional.
    • Fortalecimento da reputação: Melhora a imagem da empresa no mercado.
    • Redução de custos : Reduz os riscos e por consequência custos.
    • Conformidade: Garante adesão a regulamentações e normas.
    • Benefícios competitivos: Facilita o acesso a novos mercados.
    • Ambiente seguro: Contribui para um ambiente de trabalho mais seguro e engajado.

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    O que um analista de compliance faz?

    Um analista de compliance é responsável por garantir que uma empresa esteja em conformidade com leis, regulamentações e normas internas. Ele atua monitorando, analisando e implementando políticas e procedimentos que asseguram que todas as operações estejam dentro dos padrões exigidos.

    Qual a lei do compliance?

    No Brasil, a principal legislação que fundamenta o compliance é a Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013), que responsabiliza empresas por atos de corrupção contra a administração pública. Ela incentiva a implementação de programas de integridade para prevenir e detectar irregularidades. Além disso, o compliance também é apoiado por normas como a LGPD e regulamentações específicas de setores.

    Quais são as 3 fases do compliance?

    As três fases do compliance são prevenção, detecção e resposta.

    Como somar o compliance à gestão de riscos?

    Para somar o compliance à gestão de riscos, é essencial integrar práticas de conformidade nas avaliações de riscos, garantindo que os requisitos legais e regulatórios sejam considerados nas análises. Além disso, utilizar ferramentas e processos que alinhem as duas áreas pode otimizar a eficácia das estratégias de gestão de riscos.

  • Fraude processual: Entenda o que é e como prevenir

    Fraude processual: Entenda o que é e como prevenir

    Fraude processual é a ação de modificar dados de processos judiciais de maneira intencional com o fim de enganar e induzir profissionais de justiça ao erro.

    Diante de diversos outros graves problemas ao sistema judiciário brasileiro, as fraudes processuais têm a capacidade de congestionar o andamento de processos e aumentar os custos processuais, já que, graças a elas, se torna necessária a execução de investigações adicionais, perícias ou até mesmo novos julgamentos.

    Para compreender profundamente detalhes acerca das fraudes processuais e descobrir maneiras de evitá-las, leia este artigo até o final.

    O que é fraude processual?

    Fraudes processual sendo avaliada

    O crime de fraude processual, tipificado no artigo 347 do Código Penal, descreve este delito como a prática de modificar de maneira intencional dados de processos com a intenção de fazer com que juízes e peritos cometam falhas.

    O Código Penal prevê punição para quem “inovar artificiosamente, no curso de processo civil ou administrativo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou perito”.

    Nesse sentido, o principal objetivo da pessoa ou empresa que comete uma fraude processual é alterar o resultado de um processo em favor de uma das partes, colocando em xeque o funcionamento do sistema judiciário e a aplicação das leis.

    Isso é feito por meio de manipulação de provas, apresentação de falsos testemunhos, falsificação de documentos, ocultação de informações relevantes e outros, este ato ilícito deturpa os fatos a favor de um lado envolvido no processo judicial.

    Como prosseguir em caso de fraude processual?

    Caso a sua empresa seja alvo de um ato ilegal de fraude processual, é ideal agir de maneira ágil para perder o mínimo de tempo possível e garantir a mitigação dos riscos.

    Primeiramente, você deve notificar o departamento jurídico da sua organização para, a partir disso, tomar decisões para combater a fraude. Nesse tipo de caso, ainda, é recomendado realizar a contratação de advogados especializados para determinar uma estratégia adequada.

    Além disso, é imprescindível notificar as autoridades para que, caso seja necessário, seja aberta uma investigação criminal oficial. Isso tudo para solucionar os prejuízos causados.

    Consequências das fraudes processuais

    As fraudes processuais possuem a capacidade de causar uma série de danos, afetando as partes envolvidas no processo e o sistema judiciário no geral. Entre os principais danos, estão:

    • Decisões judiciais injustas: As fraudes processuais podem levar a decisões judiciais manipuladas ou baseadas em falsas informações. Isso pode causar condenações injustas ou até mesmo absolvição de pessoas culpadas, comprometendo a garantia de justiça.
    • Aumento de custos processuais: Em caso de detecção de fraudes processuais, os custos para garantir a correção delas exige o aumento de gastos financeiros, tanto para as partes envolvidas, quanto para o Estado.
    • Atrasos processuais: Todo o processo de investigação e correção de fraudes ocasiona um atraso que aumenta o tempo de resolução de processos, postergando o sistema judiciário e impedindo o acesso por parte dos cidadãos a uma justiça célere.
    • Perdas financeiras: Este crime tem a capacidade de gerar perdas financeiras a civis envolvidos em processos ou até mesmo causar a perda de bens, compensações financeiras e propriedades que eram suas por direito.

    Como evitar fraudes processuais em sua empresa

    Para evitar fraudes processuais em sua empresa, é importante detectar e antecipar riscos antes que eles se tornem grandes prejuízos. Nesse sentido, é importante:

    Realizar auditorias

    A incorporação de auditorias periódicas em casos onde há suspeita de fraudes pode garantir a integridade dos seus processos.

    Promover uma cultura de integridade

    É também papel das instituições judiciais promover o compromisso com a integridade. Isso pode ser feito por meio da implementação de um programa de gestão de riscos.

    Realizar o KYC e os “Know Your”

    Como prinipal forma de antecipar riscos e evitar esse problema, é importante realizar processos de KYC, KYP, KYE e KYB. Assim, antes de concretizar uma nova parceria, você consegue realizar uma due diligence efetiva.

    Leia também: Avaliação de fornecedores: 5 critérios para analisar

    Tecnologia e combate a fraude processual

    Na atualidade, existem diversas tecnologias que aprimoram e otimizam processos. No caso do combate as fraudes isso não é diferente.

    Muitas tecnologias são essenciais para evitar esse problema. É o caso do background check, por exemplo.

    Com esse recurso, você consegue otimizar a avaliação de terceiros e identificar de forma prévia riscos que esse novo negócio pode representar, inclusive os riscos de fraudes.

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    Quais são as consequências para quem comete fraudes processuais?

    A pena para quem comete o crime de fraude processual no Brasil prevê de 3 meses a 2 anos de detenção — onde não é admitido o início do cumprimento da pena em regime fechado, podendo ser cumprido em regime aberto ou semiaberto — e ainda o pagamento de multa.

    Quais são os exemplos de fraude processual?

    Exemplos de fraude processual incluem a apresentação de documentos falsos, suborno de testemunhas, ocultação de provas ou qualquer ação que tenha a intenção de enganar o juiz ou influenciar o veredito.

    Como a fraude processual pode ser identificada?

    A fraude processual pode ser identificada por meio de investigações detalhadas, auditorias de documentos, cruzamento de informações e testemunhos, além do uso de perícias técnicas que comprovem a autenticidade de provas.

  • Due Diligence: Entenda o que é e como  implementar

    Due Diligence: Entenda o que é e como implementar

    Due Diligence ou diligência prévia é o nome dado ao processo de análise de informações sobre uma pessoa ou empresa realizado previamente. Isto é, um processo  importante para realizar antes de concretizar novas parcerias. 

    No cenário atual, onde a dinâmica das empresas é marcada por alta competitividade  e as regulamentações estão cada vez mais rigorosas, investir em processos que te ajudem a mitigar problemas é fundamental.

    Nesse sentido, surge a due diligence. Essa uma estratégia interessante para você que deseja identificar e antecipar riscos relacionados a empresas. 

    Continue sua leitura para entender o que é esse processo e como implementá-lo em sua empresa.

    O que é due diligence

    Também conhecida como diligência devida ou prévia, a due diligence refere-se ao processo cuidadoso de identificar e antecipar riscos antes de concretizar novas parcerias. 

    Ou seja, quando há a possibilidade de surgir uma nova parceria comercial, a due diligence te ajuda a entender os riscos envolvidos nessa negociação.

    Nesse sentido, é possível dizer que a due diligence faz parte de um processo de gestão de riscos e compliance e, tem como etapas, auditorias, análises e previsões e, também, identificação de oportunidades.

    Equipe de profissionais analisando documentos e gráficos durante um processo de due diligence para avaliar a viabilidade de uma parceria estratégica.
    Due Diligence em processo

    Qual o objetivo da due diligence?

    A due diligence deve acontecer antes de uma negociação sobre parceria efetivamente ser concretizada.

    Sob essa visão, podemos dizer que esse processo tem como objetivo avaliar terceiros. Isto é, entender os riscos relacionados a parceiros, fornecedores, colaboradores e ativos. 

    Um exemplo prático do uso da due diligence é a situação de fusão ou aquisição. Nesse caso, a devida diligência ajuda a entender os pontos e riscos deste processo.

    Quais os principais tipos de diligência prévia

    A due diligence pode ser classificada em diferentes tipos, dependendo do foco e do objetivo da análise. Veja os principais tipos!

    Due diligence trabalhista

    Esse tipo de due diligence visa identificar possíveis passivos e riscos relacionados às relações de trabalho, incluindo a conformidade com a legislação trabalhista, contratos de trabalho, políticas internas e obrigações previdenciárias.

    Due diligence jurídico

    Durante essa análise, são examinados documentos e contratos relevantes, como estatutos sociais, acordos comerciais, licenças, autorizações e registros de propriedade intelectual.

    Due diligence financeiro

    O principal objetivo dessa prática é avaliar a saúde financeira da organização, assegurando que os dados apresentados nas demonstrações financeiras sejam precisos, completos e estejam em conformidade com as normas contábeis vigentes.

    Due diligence imobiliário

    Esse tipo busca garantir que todas as informações relevantes sobre o imóvel estejam claras e corretas, minimizando riscos e protegendo o comprador ou investidor de problemas futuros.

    Due diligence e antifraude

    Refere-se ao processo de investigação detalhada e avaliação de uma empresa, transação ou indivíduo para identificar e mitigar riscos de fraude.

    Leia também: Conheça 5 métodos de Prevenção à Lavagem de Dinheiro

    Devida diligência e compliance

    Para o compliance, a due diligence exerce um papel fundamental. Isso porque, ao realizar investigações detalhadas sobre novos parceiros, a empresa assegura que todas as suas relações comerciais estão em conformidade com as normas legais e éticas. 

    Além disso, a devida diligência garante que as decisões empresariais sejam baseadas em dados precisos e análises criteriosas, reduzindo a exposição a riscos que possam comprometer a sustentabilidade e a reputação da empresa

    Como realizar a due diligence? 

    Realizar uma due diligence eficiente é fundamental para garantir a segurança em transações comerciais, como fusões, aquisições e parcerias estratégicas.

    Esse processo envolve a análise minuciosa de aspectos financeiros, legais, operacionais e até reputacionais de uma empresa ou ativo, com o objetivo de identificar riscos ocultos e assegurar que todas as informações relevantes sejam conhecidas antes de uma tomada de decisão.

    A seguir, explicaremos os principais passos para conduzir uma due diligence de forma eficaz, minimizando riscos e protegendo os interesses do seu negócio.

    Passo 1: Ter um código de ética e políticas de integridade

    Para iniciar a implementação da due diligence, é importante ter em sua empresa uma política e normas bem estabelecidas sobre processo de gestão de riscos.

    Passo 2: Criar e desenvolver um programa de integridade

    Baseada nas normas e políticas, o próximo passo é estruturar um programa de integridade. Nele, todas as normas da política serão colocadas em prática.

    Passo 3: Investir em tecnologias e processos de análise de riscos

    Para realizar a due diligence é importante utilizar tecnologias e ferramentas que otimizem o processo e minimizem erros.

    Passo 4: Realizar a avaliação de terceiros

    Como vimos anteriormente, é essencial realizar a due diligence de terceiros. Isto é, antecipar riscos que parcerias, fornecedores, colaboradores e ativos podem representar para sua empresa.

    Veja também: Know Your Employee (KYE): qual a importância para o seu negócio

    Passo 5: Realizar monitoramento contínuo e auditorias

    Mesmo realizando a antecipação dos riscos, você pode e deve manter o monitoramento das parcerias, mapeando riscos que possam surgir.

    Por que KYC e os outros “Know Your” estão relacionados a devida diligência?

    O conceito de KYC, junto com outros processos “Know Your” (Know Your Partner, Know Your Employer, Know Your Suplier e Know Your Business) está diretamente relacionado à due diligence porque ambos visam garantir que as partes envolvidas em uma transação ou relação comercial sejam confiáveis e estejam em conformidade com as normas legais e regulatórias.

    No caso do KYC, o objetivo é conhecer profundamente seus clientes, verificando sua identidade e histórico, a fim de prevenir problemas como lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e fraudes. Processos como Know Your Partner e Know Your Supplier seguem a mesma lógica, mas são aplicados a parceiros comerciais e fornecedores, assegurando que essas relações sejam transparentes e éticas.

    Esses mecanismos fazem parte da due diligence, pois ajudam a realizar uma análise criteriosa das partes envolvidas antes de fechar qualquer acordo. Assim, ao coletar e validar informações precisas, as empresas conseguem identificar riscos ocultos e evitar problemas futuros, protegendo sua reputação e evitando sanções legais.

    Qual a diferença da due diligence e investigação?

    A principal diferença entre due diligence e investigação está no foco e no propósito de cada processo. 

    A due diligence é uma análise preventiva, realizada antes de transações comerciais. Já a investigação é uma análise reativa, geralmente conduzida quando já há suspeitas de irregularidades, fraudes ou má conduta.

    Ou seja, enquanto a due diligence busca prevenir problemas, a investigação visa descobrir e solucionar questões que já ocorreram.

    Vantagens da due diligence para sua empresa

    As vantagens do processo de due diligence são inúmeras e fundamentais para a segurança e sucesso de transações comerciais. Algumas das principais são:

    1. Identificação de riscos ocultos: O processo permite detectar problemas financeiros, legais, operacionais e reputacionais que poderiam comprometer o negócio ou a parceria.
    2. Tomada de decisão mais informada: Com uma análise detalhada de todos os aspectos da empresa ou ativo, é possível tomar decisões baseadas em dados concretos, minimizando incertezas.
    3. Prevenção de fraudes e irregularidades: A due diligence ajuda a verificar a legitimidade das partes envolvidas, evitando fraudes, corrupção ou inconsistências documentais.
    4. Segurança jurídica: O processo assegura que a transação está em conformidade com a legislação, reduzindo riscos de litígios futuros.
    5. Valorização do investimento: Ao conhecer detalhadamente o ativo ou a empresa, o comprador pode negociar melhor os termos e garantir um retorno mais seguro sobre o investimento.
    6. Proteção da reputação: Evitar parcerias com empresas ou indivíduos envolvidos em práticas antiéticas preserva a imagem e a credibilidade da sua organização no mercado

    Background check e antecipação de riscos

    Com nossa tecnologia de background check você consegue identificar de forma prévia potenciais riscos associados a novas parcerias comerciais.

    Em poucos minutos e em tempo real, nossa plataforma gera um relatório completo e detalhado com a indicação de possíveis ocorrências e a classificação dos riscos, de acordo com seus critérios.

    Assim, você consegue tomar decisões mais assertivas e mitigar problemas legais e financeiros.

    Quer saber mais? Visite nosso site e conheça nossa plataforma.

     

  • Lei Anticorrupção: Entenda o que é e como estar em conformidade

    Lei Anticorrupção: Entenda o que é e como estar em conformidade

    A Lei Anticorrupção, oficialmente denominada Lei nº 12.846/2013, é uma legislação brasileira sancionada em 1º de agosto de 2013, com o objetivo de responsabilizar empresas e outras entidades por práticas de corrupção cometidas em seu benefício.

    A Lei Anticorrupção é um marco importante para empresas que buscam operar de maneira ética e transparente. Mas você sabe no que essa lei realmente implica? Como ela surgiu e quais são suas principais disposições? Continue a leitura e vamos entender os pontos essenciais sobre a Lei Anticorrupção!

    O que é a Lei Anticorrupção?

    A Lei Anticorrupção brasileira, sancionada em 2013, é uma legislação que visa responsabilizar empresas por atos de corrupção cometidos em seu benefício. Diferente de outras leis, que focam principalmente em punir indivíduos, a Lei Anticorrupção coloca as empresas no centro da responsabilidade, impondo penalidades severas para práticas corruptas.

    Lei Anticorrupção

    Como surgiu a Lei Anticorrupção?

    A criação da Lei Anticorrupção foi motivada por uma série de situações de corrupção que impactaram o Brasil nos últimos anos. Antes de sua implementação, o Brasil enfrentava dificuldades para punir adequadamente empresas envolvidas em atos corruptos. 

    Sob essa dificuldade, o governo se baseou em legislações internacionais, como o Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) dos Estados Unidos e o UK Bribery Act do Reino Unido, criando a Lei Anticorrupção que reforça a integridade no setor corporativo brasileiro.

    Quais condutas são puníveis na Lei Anticorrupção?

    A Lei Anticorrupção prevê punições para diversas condutas ilícitas, incluindo:

    Suborno: Oferecer ou prometer vantagem indevida a agentes públicos.

    Fraude em licitações: Manipular o processo de licitação pública.

    Manipulação de contas: Falsificar documentos ou registros para encobrir atos corruptos.

    Obstrução de investigações: Dificultar ou impedir a investigação de atos corruptos.

    Isso porque essas práticas não apenas implicam na ética da empresa, mas também colocam em risco a confiança pública nas instituições.

    Veja também: Entenda o que é Know Your Partner (KYP)  e como ele pode ajudar sua empresa

    O que é o Decreto 11.129/22

    O Decreto 11.129/22 é um regulamento que detalha a aplicação da Lei Anticorrupção, especificando os passos para a investigação e sanção de empresas envolvidas em práticas corruptas. Nesse sentido, este decreto cumpre um papel crucial para garantir que a lei seja aplicada de maneira adequada, proporcionando objetividade sobre os processos e responsabilidades envolvidos.

    Leia também: LGPD no mercado financeiro

    Quais são as sanções previstas pela Lei Anticorrupção?

    As sanções previstas pela Lei Anticorrupção são bem severas e desenhadas para desincentivar práticas corruptas e promover um ambiente de negócios mais íntegro. Veja as principais!

    Multas pesadas

    Podem chegar a até 20% do faturamento bruto anual da empresa.

    Publicação da decisão

    Isto é, tornar pública a decisão condenatória, causando riscos reputacionais. 

    Proibição de contratar com o poder público

    Isso significa que as empresas condenadas podem ser proibidas de participar de licitações públicas por um determinado período.

    Qual é a relação da Lei Anticorrupção com os programas de compliance?

    A Lei Anticorrupção está ligada aos programas de compliance. Isso porque o programa de compliance pode ajudar a prevenir atos corruptos, identificar violações e mitigar riscos.

    Sob essa visão, empresas com compliance eficientes podem ter suas penalidades reduzidas em caso de infrações, desde que demonstrem cooperação e interesse para corrigir práticas ilícitas.

    Além disso, um programa de compliance estruturado é capaz de prever riscos de vulnerabilidade à legislação. Assim, antes que ocorra algum acontecimento grave, os responsáveis podem identificar e solucionar os problemas de corrupção encontrados. 

    O que quer dizer Acordo de Leniência?

    O Acordo de Leniência é uma ferramenta que permite a redução de penalidades para empresas que colaborarem com as investigações. Para se qualificar para um acordo de leniência, a empresa deve admitir sua participação em atos corruptos e fornecer informações que ajudem a identificar outros envolvidos.

    Ou seja, funciona como um “acordo de delação” para empresas. Isso incentiva a cooperação em troca de sanções mais leves.

    Confira também: Sanções Internacionais: O que você precisa saber

    Qual o impacto da Lei Anticorrupção nas empresas?

    O impacto da Lei Anticorrupção nas empresas é significativo. As organizações precisam adotar medidas preventivas rigorosas, como programas de compliance, para evitar práticas corruptas. Além disso, a lei trouxe uma maior conscientização sobre a importância da ética nos negócios, incentivando empresas a manterem altos padrões de integridade.

    Agentes envolvidos e responsabilidades

    Vários agentes estão envolvidos na aplicação e cumprimento da Lei Anticorrupção. Confira os principais agentes: 

    Empresas

    Devem implementar programas de compliance e garantir a conformidade com a lei.

    Agentes públicos

    Responsáveis por investigar e sancionar práticas corruptas.

    Auditores e Compliance

    Ajudam as empresas a identificar riscos e desenvolver medidas preventivas.

    Agentes envolvidos e responsabilidades

    Procedimentos de investigação

    Os procedimentos de investigação sob a Lei Anticorrupção incluem várias etapas importantes. Primeiramente, há a coleta de evidências, que envolve a reunião de documentos, testemunhos e outros materiais relevantes para a investigação. 

    Além disso, são realizadas auditorias internas, que podem ser conduzidas tanto pelas próprias empresas quanto por auditores externos contratados para garantir imparcialidade e rigor.

    Outro aspecto fundamental é a colaboração com as autoridades, onde as empresas são incentivadas a cooperar plenamente com as investigações em andamento, o que pode resultar na mitigação de penalidades caso a colaboração seja considerada significativa.

    Esses procedimentos são essenciais para garantir que a investigação seja minuciosa e justa, estabelecendo uma base sólida para a aplicação eficaz da lei.

    Comparação com legislações internacionais

    Comparada a outras legislações internacionais, a Lei Anticorrupção brasileira tem semelhanças com o FCPA dos Estados Unidos e o UK Bribery Act. Todas essas leis buscam responsabilizar empresas por práticas corruptas, mas há diferenças nas sanções e nos mecanismos de aplicação. 

    Por exemplo, enquanto o FCPA foca em subornos a autoridades estrangeiras, a Lei Anticorrupção brasileira abrange uma gama mais ampla de condutas ilícitas.

    A Lei Anticorrupção representa um avanço significativo na luta contra a corrupção no Brasil. Sua aplicação rigorosa e a exigência de programas de compliance robustos mostram que o país está comprometido em promover a integridade e a transparência nos negócios. 

    Assim, fica claro que, para as empresas, a conformidade não é apenas uma obrigação legal, mas uma oportunidade de construir uma reputação melhor e aumentar a confiança do mercado.

    Quer conhecer outras legislações como essa e manter a conformidade? Acompanhe nossos conteúdos e visite nosso site!

  • ESG e Compliance: Entenda a relação e benefícios para sua empresa

    ESG e Compliance: Entenda a relação e benefícios para sua empresa

    ESG é uma sigla que vem do inglês e significa Environmental, Social, and Governance, ou em português, Ambiental, Social e Governança. Esses três pilares representam critérios para medir a sustentabilidade e o impacto social de uma empresa.

    Em um mundo cada vez mais preocupado com a sustentabilidade e a ética nos negócios, termos como ESG e compliance ganham destaque. Mas o que exatamente significam esses conceitos e como eles se conectam? Continue a leitura para saber mais sobre! 

    O que é ESG?

    ESG é uma sigla que vem do inglês e significa Environmental, Social, and Governance, ou em português, Ambiental, Social e Governança.

    Esses três pilares representam critérios para medir a sustentabilidade e o impacto social de uma empresa. De forma simplificada, o ESG são os parâmetros utilizados para avaliar se uma empresa está funcionando de maneira ética, responsável e sustentável.

    ESG nas organizações

    Conheça os pilares do ESG 

    Ambiental

    O pilar ambiental considera como uma empresa se comporta em relação ao meio ambiente. Isso inclui práticas de gestão de recursos naturais, emissões de carbono, tratamento de resíduos e consumo de energia. É sob essa visão que  empresas, comprometidas com o pilar ambiental, buscam minimizar seu impacto ecológico e promover a sustentabilidade.

    Social

    O pilar social avalia como a empresa lida com suas relações internas e externas. Ou seja, como funcionam as condições de trabalho de seus funcionários  e o impacto na comunidade local. Nesse pilar, são analisados valores como diversidade, direitos humanos e contribuição para o desenvolvimento social são analisados.

    Governança

    O pilar de governança refere-se às práticas de gestão e administração da empresa. Inclui a transparência das operações, a ética nos negócios, a estrutura de governança corporativa e a responsabilidade perante os acionistas e stakeholders.

    Nesse sentido, podemos apontar esse pilar como o principal parceiro do compliance.

    ESG no Brasil

    No Brasil, o conceito de ESG tem ganhado crescente relevância. Isso porque as empresas estão sendo cada vez mais  pressionadas por investidores e consumidores mais conscientes. Assim, elas buscam adotar práticas sustentáveis e responsáveis. 

    Além disso, a legislação brasileira tem evoluído para incentivar essas práticas e colocá-las como uma diretriz vigente para muitos setores.

    Leia também: Conformidade Regulamentar: Melhores práticas

    Entenda a relação entre regulamentações e ESG 

    Nos últimos anos, o Brasil tem implementado regulamentações que incentivam práticas de ESG. Isso pode ser visto por meio de leis ambientais mais rígidas, programas de incentivo à responsabilidade social corporativa e a exigência de transparência nas práticas empresariais são exemplos dessa evolução.

    Confira também: M&A: Entenda fusões e aquisições e como realizá-las com segurança 

    Pressão dos investidores

    Outro ponto é que os investidores estão cada vez mais atentos às práticas de ESG das empresas em que investem. Os fundos de investimento sustentáveis estão em ascensão e as empresas que não aderem a esses princípios podem perder oportunidades de financiamento.

    Adoção pelas empresas

    Muitas empresas já começaram a integrar ESG em suas operações diárias. Grandes corporações, especialmente aquelas com exposição internacional, estão liderando esse movimento, mas pequenas e médias empresas também estão percebendo os benefícios de adotar essas práticas, especialmente, no que diz respeito a melhora de sua reputação.

    O que é Compliance

    Compliance refere-se à conformidade com leis, regulamentos, políticas e diretrizes internas da empresa. É o processo pelo qual uma empresa garante que suas operações e práticas estão de acordo com todas as exigências legais e normativas aplicáveis.

    Importância do Compliance

    O compliance é crucial para evitar penalidades legais, proteger a reputação da empresa e assegurar um ambiente de trabalho ético e seguro. Empresas que aderem ao compliance demonstram compromisso com a integridade e a responsabilidade.

    ESG e Compliance

    A integração de ESG e compliance é essencial para que uma empresa funcione de modo sustentável e ético. Enquanto ESG estabelece os padrões e objetivos de sustentabilidade e responsabilidade, o compliance garante que esses padrões sejam seguidos adequadamente em conformidade com as legislações. 

    Assim, ao somar ESG e compliance é possível criar um ambiente onde as práticas sustentáveis são integradas nas operações organizacionais. Ou seja, os departamentos de compliance desempenham um papel importante na implementação de políticas de ESG, garantindo a adesão em toda a empresa.

    Como o compliance ajuda ESG? 

    Os departamentos de compliance podem ajudar a desenvolver políticas que reflitam os princípios de ESG. 

    Para isso, um passo importante é oferecer treinamentos regulares sobre as diretrizes. Esses treinamentos devem educar os funcionários sobre a importância de ESG e como eles podem contribuir para esses objetivos em suas funções diárias.

    Além disso, é preciso manter o monitoramento contínuo e realizar auditorias internas para assegurar a conformidade com as políticas de ESG. Isso inclui a verificação de relatórios de sustentabilidade, auditorias de práticas de trabalho e revisões de processos de governança.

    Por fim, é importante adotar práticas de gestão de riscos. Isso já que tais práticas podem ajudar na identificação de riscos que coloquem sua empresa em vulnerabilidade em relação à política ESG adotada. 

    Vantagens da ESG 

    A ESG traz inúmeros benefícios para as empresas. Veja os principais! 

    Melhorar reputação no mercado 

    Empresas que aderem aos princípios de ESG e compliance são vistas como mais confiáveis e éticas, o que melhora sua reputação no mercado.

    Mais investimentos

    A integração de ESG pode atrair mais investimentos.

    Redução de riscos

    A conformidade com as normas de ESG ajuda a mitigar riscos legais, financeiros e reputacionais, protegendo a empresa de possíveis penalidades e danos.

    Engajamento dos colaboradores

    Os funcionários tendem a se sentir mais motivados e engajados em trabalhar para empresas que se preocupam com a ética, a sustentabilidade e o bem-estar social.

    Quer saber mais sobre práticas que ajudam o seu compliance? Visite nosso site e conheça nossas soluções de conformidade!

  • Inteligência analítica para redução de riscos e custos operacionais

    Inteligência analítica para redução de riscos e custos operacionais

    A inteligência analítica é o processo de coletar, processar, analisar e interpretar dados para extrair informações valiosas que podem ajudar na tomada de decisões informadas e estratégicas.

    A busca pela eficiência operacional é uma prioridade constante no mercado hoje. Empresas estão procurando maneiras de otimizar processos, reduzir custos e tomar decisões mais informadas. 

    Sob essa visão, segundo Robert Sternberg, existem três tipos de inteligência: A inteligência criativa, prática e inteligência analítica. Essa última sendo imprescindível para te ajudar a entender melhor como reduzir riscos e custos. Continue o artigo e veja mais sobre!

    O que é a inteligência analítica?

    A inteligência analítica é o processo de coleta, processamento, análise e interpretação de dados para obter informações valiosas. De modo simplificado, é a capacidade de usar dados para tomar decisões informadas e estratégicas.

    Outro ponto importante é entender que a inteligência analítica não é o mesmo que inteligência artificial. A Inteligência analítica se concentra na análise e interpretação de dados, enquanto a Inteligência artificial visa desenvolver sistemas capazes de realizar tarefas que normalmente requerem inteligência humana

    Inteligência analítica aplicada em processos empresariais

    Como Funciona a Inteligência Analítica?

    A Inteligência Analítica funciona através de um processo iterativo que envolve coleta, limpeza, análise e interpretação de dados. Para isso, é importante utilizar técnicas avançadas de análise estatística e machine learning para extrair informações significativas dos dados.

    A importância da inteligência analítica para sua empresa 

    Com o volume cada vez maior de dados disponíveis, a capacidade de transformar esses dados em insights torna-se essencial para as suas tomadas de decisões estratégicas e o sucesso empresarial. Veja algumas das principais razões pelas quais a inteligência analítica é fundamental para sua empresa!

    Tomada de decisões informadas

    A inteligência analítica permite que você tome decisões mais informadas e baseadas em evidências, ao invés de depender apenas de intuição ou suposições. Ao analisar dados objetivos, você pode entender melhor o desempenho atual da sua empresa, identificando  oportunidades ou desafios futuros.

    Veja também: Entenda o que é Know Your Partner (KYP)  e como ele pode ajudar sua empresa

    Otimização de processos

    Ao analisar dados operacionais, você consegue identificar áreas de ineficiência e implementar melhorias para otimizar processos. Isso pode resultar em economia de tempo e recursos, aumento da produtividade e redução de custos operacionais.

    Previsão de tendências e comportamentos

    Ao analisar dados históricos e padrões de comportamento, a inteligência analítica pode ajudá-lo a prever tendências futuras e antecipar as necessidades dos seus clientes. Isso permite que você se adapte rapidamente às mudanças do mercado e permaneça à frente da concorrência.

    Detecção de oportunidades e riscos

    A inteligência analítica ajuda a  identificar oportunidades de negócios e mitigar riscos em potencial. 

    Inteligência Analítica: Resultados

    O que forma a inteligência analítica?

    A inteligência analítica envolve uma variedade de técnicas e ferramentas, incluindo, análise estatística, machine learning e visualização de dados. Isso para transformar esses dados em inteligência acionável, ou seja, em resultados.

    Onde podemos aplicar a inteligência analítica?

    A Inteligência Analítica pode ser aplicada em diversas áreas de sua empresa, como marketing, vendas, operações, finanças e recursos humanos. Com a análise dos dados, você consegue aplicar melhores estratégias para sua área, direcionando recursos de modo eficiente e alcançando resultados positivos. 

    Leia também: M&A: Entenda fusões e aquisições e como realizá-las com segurança 

    Vantagens da inteligência analítica em sua empresa

    Tomada de decisões informadas: Esse tipo de inteligência te ajuda na tomada de decisões estratégicas com base em dados concretos.

    Otimização de processos: Ao analisar os dados, é possível identificar as  áreas de melhoria e eficiência dentro da organização.

    Personalização: Permite oferecer produtos e serviços personalizados com base nas preferências do cliente.

    Previsão de tendências: Capacita seus membros a antecipar tendências e ajudar a sua empresa a se adaptar às mudanças do mercado.

    Redução de custos: Identifica oportunidades de economia e otimização de recursos.

    Como adotar a Inteligência Analítica nos negócios?

    Para adotar a inteligência analítica nos seus negócios, sua empresa precisa investir em tecnologias e ferramentas de análise de dados. Assim, ela consegue desenvolver uma cultura orientada por dados e capacitar os funcionários com habilidades analíticas.

    Para redução de riscos, por exemplo, soluções de background check te ajudam a identificar informações valiosas que somam a sua tomada de decisão mais embasamento em relação a parceiros, clientes, colaboradores e, também, te ajudam com questões de conformidade. 

    Quer conhecer outras soluções relacionadas à inteligência analítica? Visite nosso site e fique por dentro!

  • Jurimetria: Guia Completo para aplicar dados em decisões jurídicas

    Jurimetria: Guia Completo para aplicar dados em decisões jurídicas

    Jurimetria é um termo criado por Lee Loevinger, um jurista americano. Ela é uma disciplina que combina métodos quantitativos e qualitativos para analisar dados legais e extrair informações valiosas. 

    Nos últimos anos, há uma crescente demanda por novos métodos e análises no campo jurídico. É nesse contexto que surge a jurimetria, uma ferramenta essencial para identificar padrões e tomar decisões informadas no ambiente jurídico. 

    Como assim? Pense no seguinte cenário:

    A diretoria identificou que, nos últimos anos, alguns parceiros têm se envolvido em disputas judiciais que atrasam a execução das obras e elevam os custos dos projetos.

    Para mitigar esse risco, a empresa implementa uma ferramenta de jurimetria que analisa grandes volumes de dados de processos judiciais, decisões de tribunais e informações públicas sobre os fornecedores.


    Com esses insights, a diretoria redefine os critérios de seleção, priorizando parceiros com menor incidência de riscos jurídicos. A decisão é embasada não apenas em dados históricos, mas também em informações atualizadas em tempo real, garantindo uma análise precisa e abrangente.

      Quer entender como medir esses dados? Ao longo deste artigo, vamos entender mais sobre essa abordagem e como você pode utilizá-la de maneira eficiente.

      O que é Jurimetria?

      A Jurimetria é a aplicação de técnicas de análise de dados ao universo jurídico, permitindo identificar padrões e tendências que podem impactar decisões estratégicas.

      Imagine que sua empresa está avaliando novos parceiros para uma grande expansão de mercado. Tradicionalmente, essa escolha seria baseada em análises financeiras e reputacionais.

      Contudo, ao incorporar a jurimetria, você pode analisar dados históricos de litígios, processos e decisões judiciais envolvendo esses parceiros.

      Por exemplo, uma análise pode revelar que determinados fornecedores apresentam um histórico de disputas contratuais que, embora não comprometam sua saúde financeira, indicam potenciais riscos operacionais.

      Com essas informações em mãos, a empresa pode optar por parceiros com menor risco jurídico, reduzindo surpresas desagradáveis e custos inesperados.

      Assim, ao utilizar jurimetria, a tomada de decisão se torna mais embasada e estratégica, contribuindo para a segurança e eficiência dos negócios.

      Essa prática tem ganhado destaque no campo jurídico, oferecendo uma abordagem analítica que te ajuda a entender tendências e comportamentos dentro do sistema judicial.

      Jurimetria

      Veja os tipos de Jurimetria

      Existem diferentes tipos de jurimetria e  cada um foca em aspectos específicos do sistema legal. Alguns dos tipos mais comuns incluem:

      Jurimetria descritiva

      Esta forma de jurimetria se concentra na descrição e análise de dados existentes, fornecendo uma visão geral de como o sistema legal opera.

      Jurimetria preditiva

      Aqui, os dados históricos são usados para prever resultados futuros em casos legais, auxiliando advogados e juízes na tomada de decisões informadas.

      Sugestão de leitura: Background check: o que é e qual a sua importância

      Jurimetria normativa

      Este tipo de análise visa avaliar o impacto de mudanças nas leis e políticas judiciais, ajudando a moldar o desenvolvimento do sistema legal.

      Qual a metodologia utilizada na jurimetria?

      Na jurimetria, a metodologia utilizada é uma combinação de técnicas para avaliar diferentes dados legais. A primeira etapa desse processo envolve a coleta de dados relevantes, que podem incluir decisões judiciais, estatísticas de casos, informações processuais e outras fontes de dados jurídicos. 

      Em seguida, os dados são organizados e preparados para análise. Uma vez que os dados estão gerenciados, são aplicadas técnicas estatísticas avançadas para analisar os padrões e correlações presentes nos dados. 

      Leia também: Enriquecimento de Dados: Entenda a importância 

      Por fim, é preciso entender e medir os resultados. Assim, é possível obter informações essenciais para uma melhor decisão. Ainda, é importante ressaltar que a metodologia utilizada na jurimetria pode variar dependendo do objetivo da análise e dos dados disponíveis. 

      Passo a passo para usar Jurimetria

      Entenda as vantagens do processo 

      Para realizar a jurimetria de modo eficiente, é preciso que toda sua equipe esteja engajada com esse processo. Para isso, você pode apresentar as principais vantagens da jurimetria como otimizar o tempo e maior produtividade.

      Veja também: 10 pilares para o seu Programa de Compliance

      Passo a passo para usar Jurimetria

      Estabeleça objetivos

      É importante utilizar a jurimetria de modo planejado. Isto é estabeleça os resultados que deseja encontrar com a metodologia. Pense: Quero usar para que finalidade? Para avaliar parcerias e contratações?

      Quais os benefícios da jurimetria?

      A jurimetria oferece muitos benefícios que impactam o campo jurídico. Um dos principais benefícios é a capacidade de informar e aprimorar a tomada de decisões no ambiente legal.

      Além disso, a jurimetria é fundamental na identificação de padrões. Isso não apenas auxilia na previsão de resultados, mas também contribui para um melhor entendimento do sistema jurídico. 

      Por fim, a jurimetria promove a transparência e a prestação de contas no sistema judicial. Ao disponibilizar dados e informações sobre como as decisões são tomadas, a jurimetria ajuda a construir confiança na justiça e a garantir que as instituições judiciais sejam responsáveis por suas ações. 

      Exemplo de uso da jurimetria 

      Sua empresa de tecnologia está em busca de um novo gerente de projetos para liderar iniciativas estratégicas. Tradicionalmente, o processo de contratação baseava-se em entrevistas e análises de currículo. Porém, para minimizar riscos e garantir uma escolha mais embasada, a empresa decide incorporar a jurimetria em sua avaliação.


      Durante o processo seletivo, a equipe de RH utiliza uma plataforma de jurimetria para analisar dados jurídicos relacionados aos candidatos.

      Essa análise vai além das informações tradicionais, considerando registros de processos trabalhistas, disputas contratuais e outras implicações legais que possam impactar a integridade e a reputação do futuro colaborador.

      • Coleta de Dados: A plataforma acessa diversas fontes, inclusive dados online em tempo real, para compilar um histórico jurídico dos candidatos.
      • Análise Detalhada: Enquanto um candidato apresenta um currículo impressionante e desempenho sólido em entrevistas, a jurimetria revela a existência de processos trabalhistas antigos e disputas contratuais que não foram mencionados durante a entrevista.
      • Decisão Informada: Com base nessas informações, a empresa opta por aprofundar a investigação sobre o histórico do candidato.


      Com isso, ao adotar a jurimetria, suaa empresa não apenas evitou possíveis surpresas desagradáveis após a contratação, mas também economiza recursos que seriam gastos com processos judiciais ou problemas de reputação.

      Essa abordagem permite uma decisão de contratação mais segura, contribuindo para a sustentabilidade e a credibilidade da organização.

      Ferramentas que te ajudam com a Jurimetria 

      Atualmente, existem várias ferramentas e softwares especializados projetados para facilitar a análise, automatizando processos e oferecendo resultados mais assertivos. Com isso, você pode simplificar e agilizar o processo.

      Esse é o caso de soluções de gestão de riscos como o background check. Com essa solução você consegue verificar diversas informações como histórico processual, trabalhista, antecedentes criminais e outros. Dessa forma, é possível identificar riscos e prever possíveis prejuízos.

      Quer saber mais sobre? Visite nosso site!

    1. M&A: Entenda fusões e aquisições e como realizá-las com segurança 

      M&A: Entenda fusões e aquisições e como realizá-las com segurança 

      Com certeza você já esbarrou com o termo “M&A”. Mas você sabe o que isso realmente significa? 

      O termo refere-se às estratégias de fusões e aquisições que desempenham um papel fundamental na evolução e no crescimento das empresas. Desde pequenas até grandes empresas, o mercado está constantemente em movimento, impulsionado pela busca por vantagens competitivas, expansão de mercado e otimização de recursos. 

      Por isso, entender sobre  fusões e aquisições é crucial para acompanhar as tendências do mercado e tomar decisões estratégicas informadas. Continue a leitura e saiba mais!

      O que são Fusões e aquisições (M&A)?

      Fusões e Aquisições ou M&A consiste em uma estratégia empresarial que envolve a compra, venda, divisão ou combinação de empresas para fortalecer suas posições no mercado e alcançar objetivos. Em outras palavras, é como um jogo de xadrez, onde empresas se unem para alcançar um objetivo comum ou se fortalecer contra a concorrência.

      Um exemplo importante de fusão e aquisição recente é a compra do WhatsApp pelo Facebook. 

      Em 2014, o Facebook adquiriu o WhatsApp, um popular aplicativo de mensagens, por uma quantia impressionante. Essa aquisição permitiu ao Facebook expandir sua presença no mercado de mensagens instantâneas e acessar uma base de usuários global já estabelecida pelo WhatsApp. 

      Isso retrata como as fusões e aquisições podem ser estratégias poderosas para empresas que buscam expandir seu alcance, diversificar seus serviços e reduzir a concorrência.

      M&A

      Qual a diferença entre fusão e aquisição?

      Na fusão, empresas decidem se unir para formar uma nova entidade legal. Nesse processo, as empresas se tornam uma única entidade, compartilhando a propriedade e os recursos de forma igualitária.

      Para esse caso é importante estar atento à legislação e normas como a Lei 6.404.

      Enquanto, na aquisição, uma empresa adquire o controle acionário de outra empresa. Nesse caso, uma empresa maior compra a outra empresa, assumindo o controle de suas operações, ativos e passivos. É como se uma empresa absorvesse a outra, mas mantendo sua própria identidade e estrutura organizacional.

      Diferença M&A

      Tipos de fusão 

      As fusões podem ocorrer de diferentes formas, dependendo das circunstâncias e dos objetivos das empresas envolvidas. Aqui estão alguns tipos comuns de fusão:

      Fusão horizontal

      Neste tipo de fusão, empresas que atuam no mesmo setor ou segmento de mercado se unem para criar uma empresa mais forte e competitiva. 

      Fusão vertical

      Na fusão vertical, empresas que estão em diferentes estágios da cadeia de suprimentos se unem. 

      Fusão conglomeradas 

      Este tipo de fusão envolve empresas que não possuem relações comerciais diretas ou semelhanças em suas operações. As fusões conglomeradas ocorrem quando empresas de diferentes setores se unem para diversificar seus negócios e reduzir os riscos.

      Fusão de extensão de mercado

      Este tipo de fusão ocorre quando empresas que produzem as mesmas soluções, porém em mercados diferentes, se unem com a intenção de que as empresas tenham acesso a um mercado mais amplo e conquistem uma base maior de clientes

      Fusão de extensão de produto

      Nessa situação, ocorre a fusão entre organizações que produzem soluções relacionadas e operam no mesmo mercado, permitindo que as empresas juntem seus produtos e ampliem sua base de clientes. 

      Tipos de aquisições

      As aquisições podem variar a depender dos objetivos e estratégias das empresas envolvidas. Veja alguns tipos de aquisições:

      Aquisição amigável

      Na aquisição amigável, a empresa alvo concorda em ser adquirida pela empresa compradora. Esse tipo de aquisição geralmente envolve negociações diretas entre as partes e é vista como uma transação harmoniosa.

      Aquisição hostil

      É o oposto da aquisição amigável e a empresa alvo não está de acordo com a oferta de aquisição feita pela empresa compradora. Nesse caso, a empresa compradora pode tentar adquirir a empresa alvo por meio de uma oferta pública de aquisição (OPA) ou outras táticas agressivas.

      Aquisição vertical

      Na aquisição vertical, uma empresa adquire outra empresa que opera em uma etapa diferente da cadeia de valor. Isso permite à empresa compradora controlar mais etapas da produção ou distribuição de seus produtos, garantindo maior eficiência e controle sobre a cadeia de suprimentos.

      Aquisição horizontal

      Na aquisição horizontal, uma empresa adquire outra empresa que opera no mesmo setor ou mercado. Esse tipo de aquisição visa principalmente expandir a participação de mercado da empresa compradora e eliminar a concorrência.

      Aquisição de ativos

      A empresa compradora adquire apenas os ativos específicos da empresa alvo, como equipamentos, propriedade intelectual ou marcas registradas.

      Aquisição de ações

      A compradora adquire a maioria das ações da empresa alvo, obtendo assim o controle acionário e influência significativa sobre suas operações e decisões estratégicas.

      Vantagens e desvantagens do M&A

      As fusões e aquisições (M&A) representam oportunidades e desafios para as empresas envolvidas. Em primeiro, um dos principais benefícios do M&A é a capacidade de impulsionar o crescimento e a expansão de uma empresa de forma rápida e eficiente. 

      Isso porque, ao adquirir ou se fundir com outras empresas, as organizações podem ampliar sua base de clientes, entrar em novos mercados e acessar recursos e tecnologias que podem não estar disponíveis.

      Além disso, o M&A pode proporcionar economias de escala, resultando em redução de custos e aumento da eficiência. A combinação de operações e recursos pode criar oportunidades para inovação e desenvolvimento de novos produtos ou serviços. 

      No entanto, apesar das vantagens potenciais, como diversos processos,  fusões e aquisições também apresentam desafios. Dentre esses podemos destacar possíveis conflitos de interesse e perda de produtividade. 

      Outro ponto é que fusões e aquisições geralmente envolvem custos significativos, incluindo taxas legais, financeiras e de consultoria, sem garantia de sucesso.

      Etapas do processo de fusões e aquisições (M&A)

      O processo de fusões e aquisições envolve uma série de etapas que  empresas devem seguir para garantir uma transação bem-sucedida. 

      Profissional de M&A ou analista de fusões e aquisições é o responsável por projetar e executar transações que tragam valor para as empresas envolvidas.

      Planejamento

      Para iniciar, as empresas definem seus objetivos e estratégias para a fusão ou aquisição. Isso envolve identificar oportunidades de crescimento, analisar o mercado-alvo e estabelecer critérios de seleção para potenciais alvos.

      Identificação de alvos

      Uma vez definidos os objetivos, é preciso  buscar possíveis alvos de fusão ou aquisição que atendam aos critérios estabelecidos. 

      Avaliação 

      Nesta etapa, as empresas devem realizar uma análise detalhada dos potenciais alvos, avaliando seus ativos, operações, desempenho financeiro e potencial de sinergias. Com base nessa análise, é possível avançar no processo.

      Para isso é essencial realizar o processo de Know Your Partner (KYP)

      Negociação 

      Com os álbuns selecionados, iniciam-se as negociações para definir os termos e condições da transação. Isso inclui questões como preço de compra, estrutura de pagamento, cláusulas contratuais e acordos de governança.

      Due Diligence

      Antes de finalizar a transação, as empresas realizam uma due diligence para verificar todas as informações relevantes sobre o alvo, incluindo aspectos financeiros, legais, operacionais e regulatórios. Isso ajuda a identificar quaisquer riscos potenciais e garantir que todas as informações sejam transparentes e precisas.

      Sugestão de leitura: Know Your Business (KYB): O que é e qual sua importância

      Acordo de compra e venda

      Com base nos resultados da due diligence, as empresas elaboram um acordo de compra e venda que define os termos finais da transação. Isso inclui todos os detalhes relacionados à transferência de ativos, responsabilidades e obrigações das partes envolvidas.

      Aprovações regulatórias

      As empresas envolvidas devem obter todas as aprovações necessárias de órgãos reguladores relevantes. Isso pode incluir aprovações antitruste, regulamentações setoriais e autorizações de fusão de empresas.

      Integração

      Após a conclusão da transação, as empresas iniciam o processo de integração, que envolve combinar as operações, sistemas, equipes e culturas organizacionais das empresas envolvidas. 

      Como garantir que o processo de  fusão e aquisição seja eficiente e seguro?

      Para aumentar a segurança e eficiência em operações de fusão e aquisição (M&A), é fundamental incorporar soluções e estratégias de due diligence. 

      A due diligence envolve uma análise detalhada de todos os aspectos do negócio alvo, incluindo suas finanças, operações, ativos e passivos. Isso ajuda a identificar quaisquer problemas potenciais e avaliar o valor real da transação.

      Além disso, é crucial realizar verificações de informações completas sobre as empresas envolvidas. Isso inclui pesquisas de histórico processual, revisão de reputação empresarial e investigações de qualquer histórico criminal ou questionável.

      Veja também: Riscos Reputacionais: saiba o que são e como evitá-los 

      Para isso, você pode utilizar soluções de background check. Com elas você pode personalizar sua pesquisa de acordo com suas necessidades e gerar resultados completos que te ajudam no processo de Know Your Partner. 

      Ao realizar uma análise completa e cuidadosa de todas as facetas da transação, a sua empresa pode minimizar os riscos e maximizar as oportunidades de sucesso

      Quer saber mais sobre? Visite nosso site e fale com um de nossos especialistas.

    2. RNM e RNE: Entenda o que é e como validar

      RNM e RNE: Entenda o que é e como validar

      Se você já ouviu falar em RNM (Registro Nacional de Migrantes) e RNE (Registro Nacional de Estrangeiro), provavelmente está familiarizado com a complexidade dos processos de imigração no Brasil. 

      Mas o que exatamente são esses documentos e por que são tão importantes para os estrangeiros que desejam viver ou trabalhar em território brasileiro? Continue a leitura e entenda o que isso significa e como validar esse documentos. 

      O que são RNM e RNE?

      RNM e RNE são abreviaturas para  Registro Nacional Migratório (RNM) e o Registro Nacional de Estrangeiros (RNE). Esses são documentos oficiais emitidos pelo governo brasileiro para estrangeiros que residem ou trabalham no Brasil. 

      Tais registros são fundamentais para legalizar a permanência de estrangeiros no país e garantir que estejam em conformidade com as leis brasileiras de imigração.

      RNM e RNE

      O que é CRNM?

      A Carteira de Registro Nacional Migratório (CRNM) é o documento de identificação para estrangeiros que residem ou desejam residir no Brasil. Essencial para regularizar a situação migratória, o CRNM é o primeiro passo nesse processo.

      É importante ressaltar que o CRNM não substitui o passaporte do país de origem e é válido apenas como identificação dentro do território nacional. Este documento contém informações cruciais, tais como:

      • Dados de identificação pessoal;
      • Tipo de residência, que indica a base legal para o pedido de residência, como reunião familiar, refúgio, visto de estudante, visto profissional, entre outros;
      • Condição da residência, que pode ser temporária ou permanente;
      • Código do RNM, uma sequência de letras e números que serve como identificação pessoal;
      • Número de inscrição no CPF, caso aplicável.

      Qual a diferença entre RNM e RNE

      A principal diferença entre o RNM e o RNE é que o primeiro atesta a entrada do estrangeiro no país, enquanto o segundo é emitido após a concessão de visto permanente ou temporário e serve como documento de identificação oficial no Brasil.

      Como funciona o processo de expedição?

      O processo de obtenção do RNM e RNE envolve várias etapas, incluindo o registro junto à Polícia Federal, a apresentação da documentação necessária e a realização de entrevistas e verificações de antecedentes. Veja os principais passos! 

      Documentação necessária

      Para tirar o RNM, os estrangeiros precisam apresentar documentos como passaporte válido, comprovante de residência, declaração de antecedentes criminais e outros documentos específicos, dependendo do tipo de visto solicitado.

      Leia também: Como consultar antecedentes criminais? Veja duas formas de realizar este processo!

      Regras de validade

      O RNM e o RNE têm prazos de validade específicos, que variam de acordo com o tipo de visto concedido. É importante renovar esses documentos dentro do prazo estabelecido para evitar problemas legais.

      Renovação do RNM

      A renovação do RNM geralmente requer a apresentação de documentos atualizados e a realização de verificações adicionais, conforme exigido pela Polícia Federal.

      Validação de identidade

      A validação de identidade de empregados estrangeiros é uma etapa crucial para empresas que contratam profissionais estrangeiros. Isso envolve verificar se o RNM e o RNE do funcionário estão válidos e em conformidade com as leis de imigração.

      Qual a importância do RNM?

      O RNM é imprescindível para que os  estrangeiros que desejam viver ou trabalhar no Brasil, estejam em estado legal no país e, desse modo, possam usufruir seus direitos e deveres conforme estabelecido pela legislação brasileira.

      Como funciona o onboarding e contratação de estrangeiros? 

      Antes de efetivar a contratação de qualquer funcionário, é essencial realizar as verificações de identidade do estrangeiro contratado. Essa etapa é fundamental para aumentar a segurança na contratação e mitigar possíveis riscos.

      Primeiro, é importante garantir que o trabalhador possua toda a documentação necessária para exercer suas atividades regularmente no Brasil. Se todos os documentos estiverem em ordem, é possível seguir com o processo de registro. Caso contrário, é necessário aguardar a conclusão da documentação pendente antes de prosseguir com a admissão.

      Veja também: Autenticação de usuários: o que é e quais métodos utilizar

      Um ponto importante a ser observado é o tipo de visto utilizado pela pessoa estrangeira para entrar e permanecer no país, pois alguns vistos, como os de turismo, diplomáticos ou de cortesia, não permitem o exercício de atividades remuneradas em território nacional, o que pode impedir sua contratação.

      Além disso, é necessário seguir algumas regras importantes ao lidar com empregados estrangeiros:

      • As empresas não podem ter mais de 1/3 de seus quadros compostos por cidadãos estrangeiros;
      • Mesmo na contratação de estrangeiros, devem ser respeitadas as questões de equiparação salarial;
      • Se o trabalhador estrangeiro for contratado por transferência, é essencial verificar acordos para evitar a bitributação de Imposto de Renda e para contabilizar o tempo de serviço para fins previdenciários;
      • Caso o empregado seja transferido de uma filial estrangeira, deve ser garantida a irredutibilidade salarial no contrato firmado no Brasil.
      • Após todas as verificações e organização da documentação, a gestão do contrato de trabalho do estrangeiro segue o mesmo padrão do vínculo CLT do empregado brasileiro. Os próximos passos incluem:

      Em seguida a contratação é imprescindível:

      • A realização do exame admissional para emissão do Atestado de Saúde Ocupacional (ASO);
      • Registro do empregado nos sistemas da Carteira de Trabalho Digital, eSocial, conectividade social, entre outros;
      • Assinatura do contrato de trabalho, contendo as condições acordadas;
      • Orientação ao empregado sobre seus direitos, benefícios, cultura empresarial, regulamento interno, código de ética e conduta da empresa.

      Como utilizar a tecnologia na contratação de estrangeiros?

      A tecnologia desempenha um papel fundamental na simplificação e agilização do processo de contratação de estrangeiros, especialmente no que diz respeito à validação de documentos e background check.  Com a validação das informações e a identificação prévia dos riscos você pode reduzir custos, aumentar a eficiência e garantir uma experiência mais segura tanto para os candidatos quanto para a sua  própria empresa.

      Quer saber mais sobre essas tecnologias? Conheça nossas soluções de checagem.