Tag: Compliance

  • 4 setores de alto risco que devem realizar a verificação de antecedentes

    4 setores de alto risco que devem realizar a verificação de antecedentes

    A verificação de antecedentes é uma etapa essencial para empresas que operam em setores de alto risco, onde a segurança, a confidencialidade e a integridade das operações são fundamentais.

    Em ambientes de alto risco, o impacto de contratações ou parcerias inadequadas pode ser muito prejudicial, tanto para a reputação quanto para a segurança financeira e operacional da empresa. 

    Fraudes, roubos internos, vazamento de informações sensíveis e comportamentos incorretos são alguns dos riscos que podem ser minimizados com um processo detalhado de verificação de antecedentes.

    Ao adotar essa prática, as empresas garantem que seus diferentes tipos de parcerias – colaboradores, clientes, fornecedores ou novos negócios – atendam aos padrões de integridade, confiabilidade e segurança, essenciais para operar em setores críticos. 

    Mas quais os principais setores que devem implementar esse processo? É o que vamos ver neste artigo. Continue a leitura e confira! 

    Setores que lidam com alto riscos

    01. Empresas que lidam com transporte de valores

    O setor de transporte de valores envolve a movimentação de grandes quantias de dinheiro, jóias, documentos valiosos e outros itens de alto valor. Qualquer desvio de conduta, nesse setor, pode resultar em prejuízos financeiros significativos. 

    Mas quais os riscos envolvidos nesse setor?

    • Roubo e furto interno: Funcionários não verificados podem representar uma ameaça direta à segurança das operações.
    • Associações criminosas: É preciso identificar possível participação de colaboradores em organizações criminosas. Se isso for negligenciado, pode facilitar roubos planejados.
    • Risco do motorista: Qualquer falha na verificação de antecedentes do motorista pode resultar em problemas como acidentes, multas frequentes e até mesmo participação em desvios. 

    02. Empresas que lidam com informações sensíveis e confidenciais

    Empresas que lidam com informações sensíveis, como dados financeiros e segredos comerciais, precisam garantir que suas parcerias sejam confiáveis e éticas.

    Isso porque, setores que lidam com informações como essa correm riscos como: 

    • Vazamento de informações: O que pode levar a organização a sofrer prejuízos financeiros, processos judiciais e danos irreparáveis à reputação.
    • Divulgação indevida de dados: Funcionários ou parceiros podem compartilhar informações estratégicas, intencionalmente ou por negligência, comprometendo a segurança da organização.
    • Golpes e fraudes internas: Funcionários ou prestadores de serviço podem usar acessos privilegiados para cometer fraudes, desviar recursos ou aplicar golpes em clientes e parceiros.

    03. Empresas que lidam com movimentação de grandes quantias de dinheiro

    Setores como instituições financeiras que lidam com altos valores monetários diariamente, o que os torna vulneráveis a fraudes e desvios.

    Aliás, existem regulamentações vigentes para essa área que colocam a verificação de antecedentes como boa prática. 

    Esses setores são constantemente alvo de golpes e fraudes e por isso é um setor que envolvem riscos como: 

    • Lavagem de dinheiro: É importante identificar parceiros envolvidos em esquemas criminosos que podem usar a empresa para disfarçar a origem ilícita de recursos.
    • Fraudes internas: Entender se existem riscos de desvios de recursos e manipulação de registros financeiros.

    4. Empresas que lidam com crianças, adolescentes ou idosos

    Empresas que atuam com crianças, adolescentes e idosos devem implementar um rigoroso processo de verificação de antecedentes para garantir um ambiente seguro. Além de prevenir riscos e proteger a integridade dos atendidos, essa medida ajuda a evitar problemas legais e financeiros, garantindo conformidade com diretrizes como o artigo 59-A da Lei 14.811.

    Nesse sentido, além dos riscos regulatórios, setores como esse sofrem com alto riscos como: 

    • Abuso e negligência: Pessoas com histórico de comportamentos abusivos representam um risco significativo.
    • Apropriação indevida: Desvio de recursos financeiros destinados ao cuidado dos vulneráveis.

    Como realizar essa verificação de antecedentes? 

    A verificação de antecedentes não é apenas uma formalidade, mas uma necessidade crítica para setores de alto risco. Ela ajuda a mitigar ameaças internas e externas, protege a reputação da empresa e assegura a integridade das operações.

    Ela pode ser realizada através de métodos eficientes e confiáveis, que garantem conformidade legal e proteção de dados pessoais. Para isso, é essencial seguir práticas como:

    • Escolha de um fornecedor especializado: Empresas como a BGC Brasil oferecem soluções automatizadas e seguras para a verificação de antecedentes, garantindo agilidade e precisão nos resultados.
    • Conformidade com a legislação: Certifique-se de que o processo segue as diretrizes da LGPD, garantindo transparência e consentimento do candidato.
    • Tipos de verificação: Incluem checagem de antecedentes criminais, verificação de processos trabalhistas, análise de histórico financeiro, consulta de mídias negativas e análise de referências educacionais e profissionais.
    • Automação e segurança: O uso de tecnologia avançada agiliza o processo, minimiza erros e proteger informações sensíveis.

    Na BGC Brasil, entendemos a complexidade e os riscos envolvidos na contratação em setores críticos. Por isso, oferecemos soluções de verificação de antecedentes, adaptadas às necessidades específicas de cada segmento.

    Com nossa plataforma, você pode aplicar a verificação de antecedentes de forma ágil e segura nos seus processos de:

    • KYE (Know Your Employee) – Garantindo a integridade e confiabilidade da sua equipe.
    • KYC (Know Your Customer) – Assegurando a idoneidade e conformidade de seus clientes.
    • KYS (Know Your Supplier) – Mitigando riscos na cadeia de suprimentos e garantindo parcerias confiáveis.
    • KYP (Know Your Partner) – Avaliando associações estratégicas com foco em transparência e segurança.
  • Avaliação de Clientes: Como analisá-los para reduzir riscos

    Avaliação de Clientes: Como analisá-los para reduzir riscos

    A avaliação de clientes é uma ferramenta estratégica que vai muito além de coletar opiniões sobre produtos ou serviços.

    Com o aumento de 12,4% no número de consumidores incapazes de quitar suas dívidas, torna-se essencial que as empresas tenham cuidado e entendam com quem estão se relacionando comercialmente. Esse cuidado não deve se restringir apenas a parceiros e fornecedores, mas também deve incluir os clientes.

    Esse tipo de due diligence deve ser aplicado de forma abrangente, incluindo a análise de quem consome seus produtos ou serviços.

    Pode parecer estranho à primeira vista. Afinal, é necessário verificar os clientes? O cliente não tem sempre razão?

    A resposta é clara: sim, os clientes podem e devem ser verificados.

    Esse é um passo essencial para garantir a segurança do negócio, o cumprimento de normas e regulamentos e o sucesso sustentável a longo prazo. Vamos explorar mais sobre como esse processo funciona e por que ele é tão importante!

    O que de fato é a Avaliação de Clientes?

    Quando falamos sobre avaliação de clientes, logo pensamos naquelas pesquisas de opinião e satisfação que podem ser utilizadas para melhorar a experiência do consumidor em relação a um produto ou serviço.

    No entanto, no contexto em que estamos trabalhando, a avaliação de clientes significa verificar e analisar de forma proativa informações sobre pessoas ou empresas clientes, como antecedentes, histórico de crédito e processos.

    Ou seja, trata-se de realizar a análise de informações que ajudem você a entender o risco que aquele cliente pode representar para o seu negócio.

    Leia também: O que é Know Your Customer (KYC) e qual sua importância?

    Três pessoas, um vendedor e dois clientes, em um ambiente corporativo discutindo.
    Avaliação de clientes

    Mas meu cliente pode representar algum risco?

    Assim como qualquer outra parceria, os clientes também podem apresentar riscos para a sua organização.

    Imagine que você gerencie um hotel nas Bahamas, e um novo hóspede roube itens valiosos do saguão ou cause conflitos com outros hóspedes.

    Uma situação como essa não só traria prejuízos financeiros diretos, mas também poderia prejudicar seriamente a reputação do seu hotel.

    Avaliações negativas de outros clientes se espalhariam rapidamente, impactando diretamente a confiança e o interesse de novos hóspedes no seu negócio.

    Veja também: Riscos Reputacionais: saiba o que são e como evitá-los 

    Ao realizar uma avaliação preventiva do cliente, você consegue identificar possíveis riscos e tomar decisões mais seguras, protegendo sua empresa de problemas futuros.

    E como realizar esse tipo de análise?

    Atualmente, a forma mais eficaz de adotar uma abordagem baseada em riscos é utilizando soluções e tecnologias avançadas.

    Com o auxílio de uma plataforma de background check, por exemplo, é possível, a partir de informações simples como o nome ou CPF, acessar dados valiosos, como:

    • Antecedentes criminais
    • Histórico de processos judiciais
    • Histórico de crédito
    • Outras informações relevantes que ajudam a avaliar a probabilidade de uma pessoa ou empresa representar algum tipo de ameaça para sua organização.

    Essas ferramentas proporcionam uma análise detalhada e objetiva, permitindo que decisões sejam tomadas com mais segurança e embasamento.

    Vantagens de realizar a Avaliação de Clientes

    • Prevenção de riscos: A análise antecipada ajuda sua empresa a evitar problemas futuros.
    • Conformidade legal: Ao consultar informações você ajuda o compliance da sua organização a garantir que aquele novo negócio esteja dentro das diretrizes legais vigentes.
    • Fortalecimento da confiança: Clientes percebem o esforço da empresa em conhecê-los e protegê-los, criando um vínculo mais forte.

    A avaliação de clientes é mais do que uma ferramenta para melhorar a experiência do consumidor; ela é um componente estratégico essencial para mitigar riscos e garantir conformidade em um mercado competitivo.

    Quando combinada com práticas como KYC e due diligence, oferece uma abordagem robusta que equilibra segurança, eficiência e satisfação do cliente.

    Empresas que ignoram essa conexão correm o risco de perder competitividade, enquanto aquelas que investem em avaliação integrada ganham em reputação, confiança e resultados.

    Quer conhecer mais formas de realizar essa avaliação? Visite nosso site e fique por dentro!

  • Certidões Criminais na avaliação de riscos: Saiba por que é preciso ir além

    Certidões Criminais na avaliação de riscos: Saiba por que é preciso ir além

    Certidões criminais são documentos oficiais emitidos por órgãos de justiça que mostram a existência ou ausência de registros criminais relacionados a uma pessoa. Elas são utilizadas para verificar antecedentes criminais, especialmente em processos de contratação, concessão de vistos, licitações e outras situações em que é necessário comprovar a idoneidade de uma pessoa.

    Um dos documentos comumente solicitados nesse processo são as certidões criminais, que oferecem um panorama básico sobre o histórico de antecedentes de um indivíduo. Mas esse é realmente a ferramenta mais valiosa para esse tipo de consulta?

    Muitas pessoas acreditam que ter a certidão criminal de um indivíduo é o suficiente para identificar possíveis ocorrências criminais e realizar a gestão de riscos. No entanto, esse documento pode não ser a melhor forma de verificar antecedentes criminais.

    Por isso, é importante entender o que é esse documento, o que ele oferece e por que ele pode não funcionar. Continue a leitura para conferir!

    O que são Certidões Criminais?

    As certidões criminais são documentos emitidos por órgãos públicos que registram a existência (ou ausência) de processos e condenações criminais associadas a uma pessoa. De forma simplificada, esse documento indica se alguém tem processo criminal em seu histórico e pode ser utilizada tanto por indivíduos quanto por empresas que buscam verificar a idoneidade de colaboradores, parceiros ou fornecedores.

    👀 Como emitir certidão criminal? Para emitir uma certidão criminal, é necessário acessar o site do Tribunal de Justiça do estado onde a pessoa reside ou onde o processo foi iniciado, caso se trate de uma certidão estadual.

    Nesse sentido, cada tipo de certidão cobre uma área específica e oferece informações distintas, dependendo do âmbito de jurisdição (federal, estadual, etc.) e do tipo de processo criminal envolvido.

    Essas certidões, geralmente emitidas pelo Tribunal de Justiça ou por Delegacias, têm um papel importante no levantamento inicial de dados para a análise de riscos. No entanto, há um fator que deve ser levado em consideração: elas são limitadas em sua profundidade.

    Imagem de um par de algemas sobre um formulário com impressões digitais, simbolizando o contexto de investigações criminais e processos de verificação de antecedentes.
    Certidões criminais

    Quais as limitações das Certidões Criminais?

    Vimos que uma certidão criminal é um documento que indica a existência ou ausência de registros criminais associados a uma pessoa. Mas como obter detalhes sobre esses processos? Ela diz tudo sobre o indivído? Como avaliar o papel da pessoa envolvida em cada situação?

    É nesse momento que as limitações aparecem.

    Primeiramente, elas estão restritas a crimes que foram, de fato, denunciados e processados. Isso significa que casos sem denúncia ou processos arquivados podem não constar nos registros.

    Além disso, esses documentos não trazem informações sobre comportamentos suspeitos ou práticas ilícitas não processadas formalmente. Isso pode fazer com que sua due diligence não seja realizada de modo eficiente, gerando riscos ocultos para sua empresa.

    Outro ponto importante é a jurisdição. Certidões estaduais, por exemplo, não cobrem crimes que possam ter ocorrido em outros estados.

    Por fim, quando a certidão criminal é solicitada, sua empresa ainda torna-se alvo de fraudes que podem comprometer a autenticidade dos documentos.

    Certidões criminais e análise de riscos

    As empresas precisam de uma análise de risco que vá além de registros pontuais e limitados. Para isso, é essencial entender que as certidões criminais são apenas um passo inicial.

    👉 Veja também: Análise de riscos: o que é e em quais momentos utilizar

    Elas podem indicar possíveis problemas, mas não são suficientes para garantir que um candidato ou parceiro seja verdadeiramente confiável.

    Essa falta de abrangência é um dos motivos pelos quais muitas empresas adotam abordagens complementares para uma avaliação de risco completa.

    Como verificar antecedentes sem a certidão?

    Realizar uma verificação completa de antecedentes criminais é essencial, pois ela te ajuda a promover mais transparência e reduzir riscos em suas relações profissionais, sejam com colaboradores, fornecedores ou parceiros. Então como verificar antecedentes sem a certidão?

    É preciso conhecer outras maneiras de acessar e identificar riscos no histórico criminal de uma pessoa. Ou seja, realizar uma verificação completa que considera diversas fontes de dados e oferece uma análise mais precisa sobre a confiabilidade de uma pessoa.

    Conheça 2 formas de realizar a consulta criminal em nosso artigo!

    Background check: A nova forma de verificar antecedentes criminais

    Uma maneira nova e mais completa de consultar processos criminais é investir em tecnologias que realizem essa verificação de forma mais eficiente. Sob essa visão, ferramentas de background check, por exemplo, ajudam a identificar riscos associados a uma pessoa de maneira precisa e, o melhor, automatizada.

    Com esse tipo de checagem, você não apenas descobre se o indivíduo possui ou não processos, mas também consegue ir além. É possível acessar informações detalhadas sobre as ocorrências encontradas, permitindo uma avaliação mais precisa do nível de risco envolvido.

    Algumas informações que você consegue ver sobre o processo são:

    • Número e ano do processo
    • Tipo de processo
    • Classificação do risco encontrado
    • Evidências do risco encontrado

    Assim, você pode tomar decisões mais informadas e mitigar riscos de contratações ou parcerias mal sucedidas.

    Além disso, ao olhar para esses dados, você coloca-se em conformidade com legislações que orientam e exigem esse tipo de consulta. É o exemplo da Lei 14.811/2024 que exige a consulta de processos criminais para instituições que lidam com crianças e adolescentes.

    O que é uma certidão de antecedentes criminais?

    A certidão de antecedentes criminais é um documento oficial emitido por órgãos judiciais que atesta a existência ou a ausência de registros criminais relacionados a uma pessoa.

    Como posso emitir uma certidão de antecedentes criminais?

    Você pode solicitar a certidão de antecedentes criminais online, através do site do Tribunal de Justiça do seu estado ou da Polícia Federal, dependendo do tipo de certidão. Também é possível fazer o pedido presencialmente nos fóruns ou unidades da Polícia Federal.

    A certidão de antecedentes criminais é gratuita?

    Em muitos estados, a certidão de antecedentes criminais é gratuita quando solicitada online. No entanto, alguns tribunais e unidades podem cobrar uma taxa para a emissão do documento, especialmente para solicitações presenciais.

    Quais informações constam em uma certidão de antecedentes criminais?

    A certidão de antecedentes criminais contém informações sobre processos judiciais em que a pessoa tenha sido envolvida, como condenações, processos pendentes e outras ocorrências relevantes. Ela não fornece informações sobre investigações não concluídas ou processos em segredo de justiça.

    A certidão de antecedentes criminais é válida para todo o território nacional?

    Não. A certidão criminal emitida em um estado ou pela Polícia Federal se aplica àquela jurisdição específica. Se você precisar de informações de outros estados, será necessário solicitar certidões criminais estaduais adicionais.

    Quais são as alternativas para uma verificação de antecedentes mais completa?

    Para uma análise mais detalhada, além da certidão criminal, você pode recorrer a ferramentas de background check, que analisam informações mais amplas, como processos em andamento, processos trabalhistas, registros financeiros e histórico profissional.

  • O que é Compliance? Entenda, veja os tipos e como aplicá-lo

    O que é Compliance? Entenda, veja os tipos e como aplicá-lo

    Compliance é o conjunto de práticas e boas práticas adotadas por uma organização para garantir que suas operações, políticas e comportamentos estejam em conformidade com a regulamentação vigente. 

    Nos últimos anos, o termo compliance tem ganhado destaque no ambiente corporativo, sendo reconhecido como um fator essencial para o sucesso sustentável das organizações.

    Afinal, em um cenário globalizado, onde regras e exigências mudam rapidamente, estar em conformidade é crucial para evitar problemas legais e éticos.

    Mais do que isso, novos riscos que vão além da simples conformidade se tornam cada vez mais evidentes, e o compliance pode atuar como um agente essencial na gestão desses riscos.

    Mas, então, o que realmente significa compliance, e por que ele é tão importante para as empresas?

    Continue a leitura e tenha uma visão completa sobre o compliance, sua importância e como ele pode ser o alicerce de uma cultura organizacional íntegra e de uma gestão de riscos eficaz.

    Imagem de uma reunião em um ambiente de trabalho, com cinco profissionais em torno de uma mesa discutindo. No centro, uma mulher gesticula e fala enquanto os outros escutam atentamente. Um ícone digital de cadeado com círculos ao redor, simbolizando segurança e proteção de dados, está sobreposto à imagem.
    Compliance Team

    O que é compliance

    O termo “compliance” vem do verbo em inglês “to comply”, que significa “cumprir” ou “estar em conformidade”.

    Mas o que é o compliance no contexto empresarial?

    O compliance refere-se à conformidade com normas e regulamentos aplicáveis à atividade de uma empresa, seja no âmbito interno (como políticas e códigos de conduta) ou externo (como leis e regulamentações governamentais).

    Em outras palavras, compliance é o compromisso de agir corretamente e dentro dos parâmetros legais e éticos estabelecidos.

    Nesse sentido, é possível imaginar o compliance como uma espécie de “guardião” , responsável por garantir que todos os processos estejam em ordem e que seus públicos sigam padrões éticos e legais.

    Qual a importância e papel do compliance

    Entendemos o papel do compliance. Mas por que ele é importante para sua empresa?

    Existem três razões principais. Vamos conferir:

    Redução de Penalidades

    Em primeiro lugar, ao garantir a integridade da organização, o compliance evita que sua empresa sofra penalidades que podem comprometer tanto sua reputação quanto sua continuidade no mercado.

    📖 Leia também: Sanções administrativas: o que são e quais os tipos

    Diferencial Competitivo

    Em um mundo globalizado, a conformidade não é apenas uma questão de cumprir regras; é também um diferencial. Empresas que seguem padrões éticos ganham mais credibilidade e conquistam a confiança do público e do mercado, reduzindo riscos reputacionais.

    Prevenção de Fraudes e Golpes

    Por último, o compliance exige constante vigilância sobre possíveis vulnerabilidades que possam comprometer a integridade da organização. Dessa forma, o time de conformidade ajuda a prevenir fraudes, práticas corruptas e outros problemas que podem surgir na operação.

    Quais são os tipos de compliance?

    Como vimos, o compliance não se resume apenas ao cumprimento de regras e regulamentos. Ele abrange diversas áreas, cada uma com foco específico para garantir que a empresa opere de forma ética, segura e em conformidade com leis e padrões de mercado e gerencie riscos da maneira correta. Então, vamos conferir alguns dos principais tipos de compliance?


    Compliance focado em conformidade regulatória

    Como o próprio nome diz, é o compliance que busca assegurar que está em conformidade com todas as leis e normas aplicáveis ao seu setor.

    Compliance trabalhista 

    Se concentra em garantir que uma empresa esteja em conformidade com normas e regulamentações relacionadas aos direitos dos trabalhadores e às relações de trabalho.

    👉 Veja também: Compliance trabalhista: o que é e como implementar na sua empresa

    Compliance consumerista

    É a área de compliance focada em regulamentações de proteção ao consumidor. Nesse sentido, coloca a organização para respeitar os direitos do consumidor, promover transparência nas informações, assegurar a qualidade e segurança dos produtos e, acima de tudo, tratar o cliente com ética e respeito.

    Compliance em compras 

    Cuida da adoção de práticas e controles que garantem que os processos de compras e aquisições dentro de uma organização.

    Compliance concorrencial

    Esse tipo de compliance tem como objetivo evitar práticas anticoncorrenciais, como formação de cartel, abuso de posição dominante e outras condutas que possam prejudicar o mercado e os consumidores.

    ➡️ Você pode saber mais em Compliance concorrencial: o que é e quais seus benefícios

    Compliance em hotelaria

    Assegura que um hotel opere dentro dos padrões legais e regulatórios, ao mesmo tempo em que protege seus hóspedes.

    Principais legislações e compliance

    No campo do compliance, conhecer e estar atualizado sobre as principais legislações é essencial para que empresas e profissionais sigam diretrizes legais e éticas em suas operações. Por isso, separamos as principais legislações para você conhecer!

    Lei Anticorrupção

    A Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013) é uma das legislações mais significativas. Ela estabelece a responsabilidade objetiva das empresas envolvidas em atos de corrupção contra a administração pública, nacional ou estrangeira.

    Lei Geral de Proteção de Dados

    A LGPD é uma legislação recente que regula o tratamento de dados pessoais no Brasil. Ela exige que empresas adotem práticas de proteção e privacidade de dados, incluindo o consentimento do titular dos dados e medidas de segurança contra vazamentos e acessos indevidos.

    Confira mais sobre Veja como funciona a LGPD no mercado financeiro

    Código de Defesa do Consumidor

    O Código de Defesa do Consumidor (CDC I Lei nº 8.078/1990) é uma legislação para as práticas de compliance nas relações de consumo. Ele exige que empresas tratem os consumidores com transparência, ética e respeito.

    Lei das Sociedades por Ações

    A Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976) regula as empresas de capital aberto e define diretrizes para a governança corporativa, transparência e responsabilidade dos administradores.

     Compliance e governança corporativa

    Compliance e governança corporativa são pilares fundamentais para a sustentabilidade e reputação das organizações. Juntas, essas áreas garantem que as empresas operem em conformidade com leis, regulamentações e princípios éticos, alinhando seus objetivos com o interesse de stakeholders e a proteção do mercado.

    Governança corporativa: A governança corporativa estabelece a estrutura de liderança e os mecanismos de controle que guiam as decisões empresariais, visando transparência, responsabilidade e equidade. 

    Compliance: Já o compliance atua como um sistema de controle interno, assegurando que todas as práticas organizacionais estejam em conformidade com as legislações vigentes e regulamentos específicos do setor. 

    Nesse sentido, uma governança corporativa eficiente facilita a aplicação das políticas de compliance, pois cria uma cultura organizacional pautada pela ética e pela responsabilidade. 

    Ou seja, juntas, elas aprimoram a confiança de investidores e clientes, além de reduzir riscos legais e operacionais.

    Compliance e ESG 

    Outra área que se relaciona com o Compliance é a parte responsável pelas práticas ESG (Environmental, Social, and Governance) que fortalece o compromisso das empresas com práticas éticas e sustentáveis..

    Essa relação acontece porque, juntos, o compliance e ESG alinham a organização com as demandas de um mercado consciente. Desse modo, ao se integrarem, a empresa consegue mitigar riscos, fortalecer a ética organizacional e agregar valor à marca.

    Quer entender mais sobre? Leia em ESG e Compliance: Entenda a relação e benefícios para sua empresa.

    Os Know Yours de compliance 

    Os “Know Yours” de compliance são práticas fundamentais que ajudam a mitigar riscos e promover integridade nos negócios.

    Esses Know Yours englobam processos como Know Your Customer (KYC), Know Your Supplier (KYS), Know Your Employee (KYE), Know Your Partner (KYP) e Know Your Business (KYB), cada um voltado para um grupo específico de stakeholders.

    • Know Your Customer (KYC): Focado na verificação de identidade dos clientes, o KYC combate fraudes e lavagem de dinheiro, garantindo conformidade com leis anticorrupção e de segurança financeira.
    • Know Your Supplier (KYS): Avalia fornecedores para evitar associações com práticas ilegais ou antiéticas, incluindo a verificação de antecedentes, certificações e práticas de sustentabilidade e compliance.
    • Know Your Employee (KYE): Previne conflitos de interesse e assegura conformidade interna ao identificar e monitorar potenciais riscos com colaboradores, desde a contratação até o acompanhamento contínuo.
    • Know Your Partner (KYP): Avalia e monitora parceiros de negócios, garantindo que estejam alinhados com os padrões éticos e legais da empresa, minimizando o risco de associação com práticas corruptas ou inidôneas.
    • Know Your Business (KYB): Focado em verificar e entender as entidades empresariais com as quais a organização se relaciona, o KYB visa confirmar a legitimidade e regularidade dessas entidades, especialmente em contextos de fusões, aquisições e investimentos.

    Compliance como protagonista na gestão de riscos

    Apesar do compliance atuar focado em manter a conformidade, ele é uma peça fundamental para o gerenciamento de riscos e pode ajudar a empresa a mitigar vulnerabilidades que vão além da conformidade. 

    Veja bem, hoje, com a dinamicidade do mercado, as vulnerabilidades que podem afetar as empresas são diversas. Nesse sentido, é necessário estar preparado para trabalhar com todos os tipos de riscos envolvidos na cadeia de valor. 

    Por isso, o compliance deve atuar como agente protagonista na gestão de riscos, ajudando a identificar e mitigar ocorrências que possam prejudicar a empresa. 

    ➡️ Quer saber como? Fale com um de nossos especialistas.

    Indicadores de compliance

    Além de exercer o papel de garantir conformidade, o compliance deve mensurar e avaliar esse trabalho. Mas como fazer isso? Por meio dos indicadores de compliance.

    Os indicadores de compliance são métricas essenciais para avaliar a eficiência das práticas de conformidade nas organizações, ajudando a identificar áreas de melhoria e a garantir alinhamento com regulamentações e normas éticas. 

    Como os principais indicadores, temos taxas de grau de risco de integridade, conformidade em treinamentos, número de denúncias e eficácia das políticas de prevenção à fraude. 

    Esses dados não apenas monitoram o cumprimento de compromissos legais, mas também facilitam a comunicação com stakeholders sobre governança e responsabilidade social.

    Vamos conferir mais sobre? Visite nosso artigo 5 Indicadores de Compliance para Avaliar a Efetividade do seu Programa

    Como implementar programa de compliance 

    Para criar um programa de compliance eficaz, comece com uma avaliação de riscos para identificar áreas vulneráveis da organização.

    Desenvolva um código de conduta claro e implemente treinamentos regulares para garantir que todos compreendam as políticas. Estabeleça canais de comunicação seguros, como linhas de denúncia, para relatar preocupações.

    Além disso, crie um sistema de monitoramento e auditoria para avaliar a eficácia do programa, promovendo ajustes conforme necessário e assegurando um compromisso contínuo com a conformidade e a ética.

    Vantagens do Compliance para Sua Empresa

    Implementar um bom compliance em sua empresa pode trazer para ela diversos benefícios. Veja os principais!

    • Mitigação de riscos: Reduz riscos legais e financeiros.
    • Cultura de conformidade: Promove integridade e ética organizacional.
    • Fortalecimento da reputação: Melhora a imagem da empresa no mercado.
    • Redução de custos : Reduz os riscos e por consequência custos.
    • Conformidade: Garante adesão a regulamentações e normas.
    • Benefícios competitivos: Facilita o acesso a novos mercados.
    • Ambiente seguro: Contribui para um ambiente de trabalho mais seguro e engajado.

    Gostaria de se especializar nessa área? Conheça alguns cursos de compliance!

    O que um analista de compliance faz?

    Um analista de compliance é responsável por garantir que uma empresa esteja em conformidade com leis, regulamentações e normas internas. Ele atua monitorando, analisando e implementando políticas e procedimentos que asseguram que todas as operações estejam dentro dos padrões exigidos.

    Qual a lei do compliance?

    No Brasil, a principal legislação que fundamenta o compliance é a Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013), que responsabiliza empresas por atos de corrupção contra a administração pública. Ela incentiva a implementação de programas de integridade para prevenir e detectar irregularidades. Além disso, o compliance também é apoiado por normas como a LGPD e regulamentações específicas de setores.

    Quais são as 3 fases do compliance?

    As três fases do compliance são prevenção, detecção e resposta.

    Como somar o compliance à gestão de riscos?

    Para somar o compliance à gestão de riscos, é essencial integrar práticas de conformidade nas avaliações de riscos, garantindo que os requisitos legais e regulatórios sejam considerados nas análises. Além disso, utilizar ferramentas e processos que alinhem as duas áreas pode otimizar a eficácia das estratégias de gestão de riscos.

  • Fraude processual: Entenda o que é e como prevenir

    Fraude processual: Entenda o que é e como prevenir

    Fraude processual é a ação de modificar dados de processos judiciais de maneira intencional com o fim de enganar e induzir profissionais de justiça ao erro.

    Diante de diversos outros graves problemas ao sistema judiciário brasileiro, as fraudes processuais têm a capacidade de congestionar o andamento de processos e aumentar os custos processuais, já que, graças a elas, se torna necessária a execução de investigações adicionais, perícias ou até mesmo novos julgamentos.

    Para compreender profundamente detalhes acerca das fraudes processuais e descobrir maneiras de evitá-las, leia este artigo até o final.

    O que é fraude processual?

    Fraudes processual sendo avaliada

    O crime de fraude processual, tipificado no artigo 347 do Código Penal, descreve este delito como a prática de modificar de maneira intencional dados de processos com a intenção de fazer com que juízes e peritos cometam falhas.

    O Código Penal prevê punição para quem “inovar artificiosamente, no curso de processo civil ou administrativo, o estado de lugar, de coisa ou de pessoa, com o fim de induzir a erro o juiz ou perito”.

    Nesse sentido, o principal objetivo da pessoa ou empresa que comete uma fraude processual é alterar o resultado de um processo em favor de uma das partes, colocando em xeque o funcionamento do sistema judiciário e a aplicação das leis.

    Isso é feito por meio de manipulação de provas, apresentação de falsos testemunhos, falsificação de documentos, ocultação de informações relevantes e outros, este ato ilícito deturpa os fatos a favor de um lado envolvido no processo judicial.

    Como prosseguir em caso de fraude processual?

    Caso a sua empresa seja alvo de um ato ilegal de fraude processual, é ideal agir de maneira ágil para perder o mínimo de tempo possível e garantir a mitigação dos riscos.

    Primeiramente, você deve notificar o departamento jurídico da sua organização para, a partir disso, tomar decisões para combater a fraude. Nesse tipo de caso, ainda, é recomendado realizar a contratação de advogados especializados para determinar uma estratégia adequada.

    Além disso, é imprescindível notificar as autoridades para que, caso seja necessário, seja aberta uma investigação criminal oficial. Isso tudo para solucionar os prejuízos causados.

    Consequências das fraudes processuais

    As fraudes processuais possuem a capacidade de causar uma série de danos, afetando as partes envolvidas no processo e o sistema judiciário no geral. Entre os principais danos, estão:

    • Decisões judiciais injustas: As fraudes processuais podem levar a decisões judiciais manipuladas ou baseadas em falsas informações. Isso pode causar condenações injustas ou até mesmo absolvição de pessoas culpadas, comprometendo a garantia de justiça.
    • Aumento de custos processuais: Em caso de detecção de fraudes processuais, os custos para garantir a correção delas exige o aumento de gastos financeiros, tanto para as partes envolvidas, quanto para o Estado.
    • Atrasos processuais: Todo o processo de investigação e correção de fraudes ocasiona um atraso que aumenta o tempo de resolução de processos, postergando o sistema judiciário e impedindo o acesso por parte dos cidadãos a uma justiça célere.
    • Perdas financeiras: Este crime tem a capacidade de gerar perdas financeiras a civis envolvidos em processos ou até mesmo causar a perda de bens, compensações financeiras e propriedades que eram suas por direito.

    Como evitar fraudes processuais em sua empresa

    Para evitar fraudes processuais em sua empresa, é importante detectar e antecipar riscos antes que eles se tornem grandes prejuízos. Nesse sentido, é importante:

    Realizar auditorias

    A incorporação de auditorias periódicas em casos onde há suspeita de fraudes pode garantir a integridade dos seus processos.

    Promover uma cultura de integridade

    É também papel das instituições judiciais promover o compromisso com a integridade. Isso pode ser feito por meio da implementação de um programa de gestão de riscos.

    Realizar o KYC e os “Know Your”

    Como prinipal forma de antecipar riscos e evitar esse problema, é importante realizar processos de KYC, KYP, KYE e KYB. Assim, antes de concretizar uma nova parceria, você consegue realizar uma due diligence efetiva.

    Leia também: Avaliação de fornecedores: 5 critérios para analisar

    Tecnologia e combate a fraude processual

    Na atualidade, existem diversas tecnologias que aprimoram e otimizam processos. No caso do combate as fraudes isso não é diferente.

    Muitas tecnologias são essenciais para evitar esse problema. É o caso do background check, por exemplo.

    Com esse recurso, você consegue otimizar a avaliação de terceiros e identificar de forma prévia riscos que esse novo negócio pode representar, inclusive os riscos de fraudes.

    Quer saber mais? Visite nosso site e conheça nossa solução!

    Quais são as consequências para quem comete fraudes processuais?

    A pena para quem comete o crime de fraude processual no Brasil prevê de 3 meses a 2 anos de detenção — onde não é admitido o início do cumprimento da pena em regime fechado, podendo ser cumprido em regime aberto ou semiaberto — e ainda o pagamento de multa.

    Quais são os exemplos de fraude processual?

    Exemplos de fraude processual incluem a apresentação de documentos falsos, suborno de testemunhas, ocultação de provas ou qualquer ação que tenha a intenção de enganar o juiz ou influenciar o veredito.

    Como a fraude processual pode ser identificada?

    A fraude processual pode ser identificada por meio de investigações detalhadas, auditorias de documentos, cruzamento de informações e testemunhos, além do uso de perícias técnicas que comprovem a autenticidade de provas.

  • Due Diligence: Entenda o que é e como  implementar

    Due Diligence: Entenda o que é e como implementar

    Due Diligence ou diligência prévia é o nome dado ao processo de análise de informações sobre uma pessoa ou empresa realizado previamente. Isto é, um processo  importante para realizar antes de concretizar novas parcerias. 

    No cenário atual, onde a dinâmica das empresas é marcada por alta competitividade  e as regulamentações estão cada vez mais rigorosas, investir em processos que te ajudem a mitigar problemas é fundamental.

    Nesse sentido, surge a due diligence. Essa uma estratégia interessante para você que deseja identificar e antecipar riscos relacionados a empresas. 

    Continue sua leitura para entender o que é esse processo e como implementá-lo em sua empresa.

    O que é due diligence

    Também conhecida como diligência devida ou prévia, a due diligence refere-se ao processo cuidadoso de identificar e antecipar riscos antes de concretizar novas parcerias. 

    Ou seja, quando há a possibilidade de surgir uma nova parceria comercial, a due diligence te ajuda a entender os riscos envolvidos nessa negociação.

    Nesse sentido, é possível dizer que a due diligence faz parte de um processo de gestão de riscos e compliance e, tem como etapas, auditorias, análises e previsões e, também, identificação de oportunidades.

    Equipe de profissionais analisando documentos e gráficos durante um processo de due diligence para avaliar a viabilidade de uma parceria estratégica.
    Due Diligence em processo

    Qual o objetivo da due diligence?

    A due diligence deve acontecer antes de uma negociação sobre parceria efetivamente ser concretizada.

    Sob essa visão, podemos dizer que esse processo tem como objetivo avaliar terceiros. Isto é, entender os riscos relacionados a parceiros, fornecedores, colaboradores e ativos. 

    Um exemplo prático do uso da due diligence é a situação de fusão ou aquisição. Nesse caso, a devida diligência ajuda a entender os pontos e riscos deste processo.

    Quais os principais tipos de diligência prévia

    A due diligence pode ser classificada em diferentes tipos, dependendo do foco e do objetivo da análise. Veja os principais tipos!

    Due diligence trabalhista

    Esse tipo de due diligence visa identificar possíveis passivos e riscos relacionados às relações de trabalho, incluindo a conformidade com a legislação trabalhista, contratos de trabalho, políticas internas e obrigações previdenciárias.

    Due diligence jurídico

    Durante essa análise, são examinados documentos e contratos relevantes, como estatutos sociais, acordos comerciais, licenças, autorizações e registros de propriedade intelectual.

    Due diligence financeiro

    O principal objetivo dessa prática é avaliar a saúde financeira da organização, assegurando que os dados apresentados nas demonstrações financeiras sejam precisos, completos e estejam em conformidade com as normas contábeis vigentes.

    Due diligence imobiliário

    Esse tipo busca garantir que todas as informações relevantes sobre o imóvel estejam claras e corretas, minimizando riscos e protegendo o comprador ou investidor de problemas futuros.

    Due diligence e antifraude

    Refere-se ao processo de investigação detalhada e avaliação de uma empresa, transação ou indivíduo para identificar e mitigar riscos de fraude.

    Leia também: Conheça 5 métodos de Prevenção à Lavagem de Dinheiro

    Devida diligência e compliance

    Para o compliance, a due diligence exerce um papel fundamental. Isso porque, ao realizar investigações detalhadas sobre novos parceiros, a empresa assegura que todas as suas relações comerciais estão em conformidade com as normas legais e éticas. 

    Além disso, a devida diligência garante que as decisões empresariais sejam baseadas em dados precisos e análises criteriosas, reduzindo a exposição a riscos que possam comprometer a sustentabilidade e a reputação da empresa

    Como realizar a due diligence? 

    Realizar uma due diligence eficiente é fundamental para garantir a segurança em transações comerciais, como fusões, aquisições e parcerias estratégicas.

    Esse processo envolve a análise minuciosa de aspectos financeiros, legais, operacionais e até reputacionais de uma empresa ou ativo, com o objetivo de identificar riscos ocultos e assegurar que todas as informações relevantes sejam conhecidas antes de uma tomada de decisão.

    A seguir, explicaremos os principais passos para conduzir uma due diligence de forma eficaz, minimizando riscos e protegendo os interesses do seu negócio.

    Passo 1: Ter um código de ética e políticas de integridade

    Para iniciar a implementação da due diligence, é importante ter em sua empresa uma política e normas bem estabelecidas sobre processo de gestão de riscos.

    Passo 2: Criar e desenvolver um programa de integridade

    Baseada nas normas e políticas, o próximo passo é estruturar um programa de integridade. Nele, todas as normas da política serão colocadas em prática.

    Passo 3: Investir em tecnologias e processos de análise de riscos

    Para realizar a due diligence é importante utilizar tecnologias e ferramentas que otimizem o processo e minimizem erros.

    Passo 4: Realizar a avaliação de terceiros

    Como vimos anteriormente, é essencial realizar a due diligence de terceiros. Isto é, antecipar riscos que parcerias, fornecedores, colaboradores e ativos podem representar para sua empresa.

    Veja também: Know Your Employee (KYE): qual a importância para o seu negócio

    Passo 5: Realizar monitoramento contínuo e auditorias

    Mesmo realizando a antecipação dos riscos, você pode e deve manter o monitoramento das parcerias, mapeando riscos que possam surgir.

    Por que KYC e os outros “Know Your” estão relacionados a devida diligência?

    O conceito de KYC, junto com outros processos “Know Your” (Know Your Partner, Know Your Employer, Know Your Suplier e Know Your Business) está diretamente relacionado à due diligence porque ambos visam garantir que as partes envolvidas em uma transação ou relação comercial sejam confiáveis e estejam em conformidade com as normas legais e regulatórias.

    No caso do KYC, o objetivo é conhecer profundamente seus clientes, verificando sua identidade e histórico, a fim de prevenir problemas como lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e fraudes. Processos como Know Your Partner e Know Your Supplier seguem a mesma lógica, mas são aplicados a parceiros comerciais e fornecedores, assegurando que essas relações sejam transparentes e éticas.

    Esses mecanismos fazem parte da due diligence, pois ajudam a realizar uma análise criteriosa das partes envolvidas antes de fechar qualquer acordo. Assim, ao coletar e validar informações precisas, as empresas conseguem identificar riscos ocultos e evitar problemas futuros, protegendo sua reputação e evitando sanções legais.

    Qual a diferença da due diligence e investigação?

    A principal diferença entre due diligence e investigação está no foco e no propósito de cada processo. 

    A due diligence é uma análise preventiva, realizada antes de transações comerciais. Já a investigação é uma análise reativa, geralmente conduzida quando já há suspeitas de irregularidades, fraudes ou má conduta.

    Ou seja, enquanto a due diligence busca prevenir problemas, a investigação visa descobrir e solucionar questões que já ocorreram.

    Vantagens da due diligence para sua empresa

    As vantagens do processo de due diligence são inúmeras e fundamentais para a segurança e sucesso de transações comerciais. Algumas das principais são:

    1. Identificação de riscos ocultos: O processo permite detectar problemas financeiros, legais, operacionais e reputacionais que poderiam comprometer o negócio ou a parceria.
    2. Tomada de decisão mais informada: Com uma análise detalhada de todos os aspectos da empresa ou ativo, é possível tomar decisões baseadas em dados concretos, minimizando incertezas.
    3. Prevenção de fraudes e irregularidades: A due diligence ajuda a verificar a legitimidade das partes envolvidas, evitando fraudes, corrupção ou inconsistências documentais.
    4. Segurança jurídica: O processo assegura que a transação está em conformidade com a legislação, reduzindo riscos de litígios futuros.
    5. Valorização do investimento: Ao conhecer detalhadamente o ativo ou a empresa, o comprador pode negociar melhor os termos e garantir um retorno mais seguro sobre o investimento.
    6. Proteção da reputação: Evitar parcerias com empresas ou indivíduos envolvidos em práticas antiéticas preserva a imagem e a credibilidade da sua organização no mercado

    Background check e antecipação de riscos

    Com nossa tecnologia de background check você consegue identificar de forma prévia potenciais riscos associados a novas parcerias comerciais.

    Em poucos minutos e em tempo real, nossa plataforma gera um relatório completo e detalhado com a indicação de possíveis ocorrências e a classificação dos riscos, de acordo com seus critérios.

    Assim, você consegue tomar decisões mais assertivas e mitigar problemas legais e financeiros.

    Quer saber mais? Visite nosso site e conheça nossa plataforma.

     

  • Compliance consumerista: veja como se manter em conformidade com seus consumidores

    Compliance consumerista: veja como se manter em conformidade com seus consumidores

    O compliance consumerista é uma área do programa de compliance que é responsável por garantir a conformidade nas relações desenvolvidas com os consumidores de uma empresa.

    Uma prova da importância do compliance consumerista é que em caso de algum processo judicial por conta de problemas com clientes do seu negócio, os tribunais costumam avaliar o seu comprometimento com o programa de compliance consumerista a fim de tirar conclusões acerca da relação de credibilidade e confiança entre a sua empresa e o consumidor.

    Ou seja, este programa de conformidade gera valor não só para os clientes, mas também para diversos outros setores sociais.

    Se você quer entender melhor como evitar riscos relacionados a problemas com a clientela de sua organização, leia este artigo!

    O que é compliance consumerista?

    Compliance consumerista

    O compliance consumerista é a parte responsável por gerir os riscos comuns na relação de sua empresa com os consumidores.

    Este conjunto de práticas e políticas, além de evitar riscos, assegura que os seus clientes estejam adequadamente amparados por leis que garantem seus direitos.

    Nesse sentido, podemos dizer que ele engloba um conjunto de práticas e políticas que ajudam a manter a conformidade com leis que garantem o direito do consumidor. Além disso, o compliance consumerista pode e deve olhar para situações de riscos, ajudando a empresa a lidar melhor com possíveis ameaças e assim a reduzir danos.

    Sintetizando: o compliance consumerista atua justamente na garantia da integridade dos direitos de quem compra um produto ou contrata um serviço.

    Importância do compliance consumerista

    O compliance consumerista será o melhor aliado da sua empresa na garantia de confiança entre seu negócio e a clientela. Com políticas e ações que deixem claro o respeito da sua organização pelas normas que regem os direitos dos consumidores, você tende a garantir o respeito e a confiança não só dos clientes, mas de todos os stakeholders.

    No caso do Brasil, a principal lei de garantia dos direitos dos clientes e estabelecimento de obrigações das empresas é o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Se manter em conformidade com este código é uma das principais maneiras de garantir o compliance do seu negócio nesta área.

    Além disso, também pode se tornar um dever da área de compliance consumerista da sua empresa conscientizar os consumidores a respeito dos seus direitos, incorporando, assim, uma cultura de confiança mútua.

    Atribuições do compliance consumerista?

    Entre as principais funções do compliance consumerista, estão:

    Proteger os consumidores:

    A sustentação de um programa bem planejado e executado de compliance consumerista oferece amparo legal aos clientes do seu negócio, oferecendo mais confiança aos compradores do seu produto ou serviço.

    Gestão de reputação da sua empresa:

    O estabelecimento de um plano de compliance consumerista garante o fortalecimento da sua empresa perante o público, acionistas, colaboradores e diversos outros stakeholders. Desta maneira você pode evitar riscos reputacionais que, além de manchar a imagem do seu negócio, também podem se refletir nas finanças da sua organização. A ausência do compliance consumerista pode acarretar em problemas públicos de irregularidades com os consumidores da sua empresa e criar obstáculos na garantia de autoridade da sua marca.

    Prevenção de riscos legais:

    Ao se manter de acordo com as leis de consumo vigentes para a sua área de atuação, o seu negócio previne riscos regulatórios, multas, processos judiciais e outros tipos de penalidade ocasionadas pelo desvio de funções legais. Desta maneira, você pode evitar prejuízos financeiros e reputacionais.

    Principais leis sobre consumo no Brasil

    Além do Código de Defesa do Consumidor que, como já mencionamos, é a principal maneira de garantia da conformidade consumerista da sua empresa, algumas outras leis para ficar atento são:

    Constituição Federal de 1988

    Uma das provas de que o compliance consumerista não pode ser ignorado é que a Constituição Federal de 1988. O principal documento constitucional do Brasil inscreve a defesa do consumidor como um dos direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros. O artigo que garante este direito é uma cláusula pétrea, ou seja, não pode ser alterado e nem eliminado por emendas.

    Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

    Esta lei é responsável por um conjunto de regras para a coleta, tratamento, armazenamento e compartilhamento de dados de terceiros. Ao violar a privacidade de qualquer indivíduo, as empresas se colocam em risco legal e estarão sujeitas a julgamento por violação jurídica.

    Lei do Superendividamento

    Esta lei garante que consumidores que assumam sua impossibilidade de arcar com dívidas contraídas não sejam obrigados a comprometer o necessário para sua sobrevivência. A lei obriga as empresas a deixarem claro todos os custos, taxas e encargos que possam elevar o custo final do produto ou serviço adquirido pelos clientes. Esta é uma lei que também deve ser respeitada em um programa de compliance consumerista.

    Com um programa de compliance bem estruturado, a sua empresa pode se manter atualizada sobre a criação de novas leis de consumo ou atualizações das leis atuais e garantir que seu negócio se mantenha em conformidade.

    Como implementar um programa de compliance consumerista?

    A implementação de um programa de compliance consumerista é um processo que pode ser realizado por meio da adoção de algumas etapas. Veja as principais etapas:

    Mapeamento de riscos

    Antes de começar a implementação, a sua empresa deve fazer um mapeamento completo dos riscos e práticas atuais da sua empresa em relação às leis de defesa do consumidor. Isso dará uma noção de medidas que precisam ser tomadas com certo senso de urgência.

    Desenvolvimento de procedimentos internos

    O estabelecimento de procedimentos internos para definir padrões de conduta ao lidar com consumidores oferecerá uma noção geral a todo o público interno. Implementar procedimentos específicos para atender aos clientes e proteger dados e maneiras de lidar com reclamações, garantirá que toda a organização esteja a par das práticas adequadas.

    Capacitação e contratação de colaboradores

    Depois de adotar medidas para deixar o público interno a par das mudanças, é importante que sejam promovidos treinamentos com todos os colaboradores. Em específico os que lidam com os consumidores, a fim de mostrar na prática como a empresa deseja conduzir a relação com os clientes.

    Auditoria contínua

    Ao realizar auditorias internas com frequência, você garante que todos os procedimentos estão sendo seguidos à risca. Desse modo, você consegue diminuir o risco de desvios de conduta que possam causar problemas de conformidade para o seu negócio.

    Atualização constante do programa

    Após a implementação completa do programa, você precisa encontrar maneiras de manter as diretrizes atualizadas, buscando renovações nas leis e problemas práticos nas suas soluções. Desta maneira, sua empresa garante a eficiência de todo o trabalho implementado.

    Tecnologias que podem facilitar na adoção do compliance consumerista

    Soluções de gestão de relacionamento com o cliente (CRM)

    As soluções de CRM facilitam o agrupamento e a organização dos dados essenciais dos clientes. Desta maneira, você pode monitorar com mais clareza as informações sobre os seus consumidores e garantir que todos os dados estejam sendo usados somente para fins autorizados por lei. 

    Além disso, esta solução cria um histórico de interações com os clientes e facilita na realização de auditorias internas para verificar se as ações dos colaboradores estão em conformidade com as leis.

    Ferramentas de monitoramento de redes sociais

    As plataformas de monitoramento de redes sociais possibilitam o rastreamento sobre o que os consumidores dos seus produtos e serviços estão dizendo sobre o seu negócio. 

    Desta maneira, você pode identificar possíveis violações dos direitos dos clientes e facilitar a manutenção da conformidade consumerista.

    Leia também: “O que é Know Your Customer (KYC) e qual sua importância?

    Soluções de Background Check

    Com soluções de background check, a sua empresa pode aprimorar seu processo de Know Your Customer (KYC). Ou seja, consegue identificar com quem está se relacionando de maneira completa, identificando possíveis riscos na parceira.

    Isso te ajuda a evitar e proteger sua empresa, reduzindo danos e gastos significativos que podem afetar sua organização. 

    Se interessou e quer saber mais? Conheça nossa solução de Background Check clicando aqui.

  • Big data: A importância dos dados para suas decisões

    Big data: A importância dos dados para suas decisões

    Big Data é o nome dado ao conjunto de dados que têm maior variedade, volumes crescentes e velocidade.

    Com a complexidade empresarial atual, a tomada de decisões baseada em dados se tornou um diferencial competitivo muito importante.

    Por essa razão e por conta da grande quantidade de informações geradas diariamente, o conceito de Big Data tem ganhado destaque como uma ferramenta poderosa para coletar, analisar e interpretar esses dados em larga escala.

    Ao integrar essas análises nos processos de decisão, as organizações podem tomar medidas mais precisas e informadas, otimizando operações e melhorando a experiência do cliente. Então, continue a leitura e entenda como a análise de Big Data pode beneficiar sua empresa!

    O que é Big Data?

    Big data é um conjunto de informações com uma complexidade tão alta a ponto de não poderem ser processados e analisados utilizando métodos simples.

    De modo simplificado, são dados presentes em servidores e empresas que podem ser acessados. Ou seja, que estão disponíveis na rede mundial de computadores e pode ser acessado remotamente.

    E como esses dados são gerados? De maneira contínua no nosso dia a dia. Toda ação que executamos ao navegar na internet, por exemplo, gera informações.

    Como surgiu o conceito

    Por ser algo tão tecnológico, associamos o conceito de Big Data como algo muito recente, mas a verdade é que já armazenamos dados faz tempo.

    Pense em como os cadastros eram feitos antigamente ou em bibliotecas. Tudo isso já era armazenamento de dados.

    Acontece que, hoje, esse processos ganha nome de Big Data graças a Doug Laney. O mesmo responsável pelos 5 V’s que vamos entender mais abaixo!

    Os 5 V’s do Big Data

    Como vimos na definição, o big data é caracterizado por alguns Vs.

    Eles são: Volume, Velocidade, Variedade, Variabilidade e Vínculo.

    O volume refere-se aos mais de 2,5 quintilhões de dados produzidos diariamente que produzem um alto volume de informações.

    Em seguida, temos o V de Velocidade. Isso porque esses dados seguem um fluxo de alta velocidade. Isto é, a todo tempo tempos novos dados sendo trabalhados e atualizados.

    O próximo V é Variedade. Os dados podem aparecer de diferentes formas, cores, tamanhos, layouts.

    Já o V de variabilidade refere-se a capacidade dos dados de crescerem constantemente, mas, paralelo a isso, esses elementos mudam e não são necessariamente consistentes.

    É preciso criar vínculos e conexões entre os dados para que eles possam ser analisados corretamente

    Como utilizar os dados em sua empresa?

    Os dados são essenciais para sua empresa, pois te ajudam a entender melhor situações, tendências e comportamentos. Assim, com essa visão, você consegue tomar decisões mais assertivas e reduzir riscos e prejuízos que incertezas poderiam causar.

    Leia também: Análise de riscos: o que é e em quais momentos utilizar

    Além disso, sua empresa pode se beneficiar desses dados conquistando vantagens como:

    Otimização de processos operacionais

    As análises baseadas em big data podem auxiliar também na identificação de falhas de eficiência em processos corporativos. Desta forma, as organizações podem corrigir as falhas e reduzir gastos financeiros.

    Análise de mercado

    Graças à quantidade de dados em série, as empresas podem monitorar seus concorrentes e identificar as mudanças demandadas em suas áreas de atuação.

    Mitigação de riscos

    Com os dados você consegue identificar rapidamente vulnerabilidades e trabalhar para solucioná-las, antes que se tornem prejuízos

    Além disso, ao fechar novas parcerias comerciais, você pode utilizar esses dados para realizar um Know Your Partner eficiente e reduzir problemas.

    Automação de processos

    Por fim, uma das principais vantagens do big data é ter a possibilidade de automatizar processos.

    A importância dos dados para a Gestão de riscos

    Como os dados te ajudam a ter uma melhor visão sobre o cenário de sua empresa, por consequência, eles são essenciais para a gestão de riscos.

    Isso porque, ao analisá-los é possível identificar riscos e vulnerabilidades de forma ágil e assertiva.

    Com isso, você consegue tomar providências para mitigar ou até mesmo anular possíveis riscos.

    Big data e compliance

    Provavelmente você deve estar se perguntando: Utilizar esses dados pode causar alguma implicação legal?

    Se você acessa esses dados seguindo as regulamentações e leis como a LGPD, você não precisa se preocupar.

    Até porque, ao utilizar o big data de forma correta, você consegue desempenhar um papel melhor na manutenção da conformidade de sua empresa com as leis e regulamentações vigentes.

    Como implementar soluções de big data na sua empresa

    O processo de implementação de soluções de big data pode ser complexo e exige o cumprimento de etapas importantes:

    Definição de objetivos

    Entenda quais são os problemas a serem solucionados com o big data e estabeleça metas claras. A definição de objetivos mensuráveis permitirá que você avalie o sucesso com o decorrer do tempo.

    Avaliação de infraestrutura

    Antes de implementar estas soluções, analise sua infraestrutura tecnológica para se certificar de que ela é capaz de comportar estas soluções. Caso encontre problemas em sua estrutura interna, defina a melhor forma de solucioná-los levando em conta as soluções a serem implementadas.

    Desenvolva uma estrutura de dados

    Antes de aplicar a solução, encontre as fontes de dados que possuem relevância na atuação do seu negócio e defina onde as informações serão armazenadas. Além disso, preze sempre pela qualidade deste material, fazendo varreduras de dados irrelevantes para otimizar o seu armazenamento.

    Monitoramento e gerenciamento de dados

    Defina processos para monitorar o desempenho dos sistemas de forma contínua e implemente práticas eficientes de gestão de dados. Isso garantirá a segurança e eficiência das suas informações.

    Avalie os resultados

    Sempre examine o desempenho das soluções e seu impacto nos processos internos. É importante que sua empresa colete o feedback dos profissionais envolvidos para manter a eficiência na implementação.

    Acesse nosso site e conheça soluções que utilizam grandes quantidades de dados para gerir riscos empresariais.

  • Governança e compliance: conceito, diferenças e desafios

    Governança e compliance: conceito, diferenças e desafios

    Governança corporativa e compliance são duas práticas que precisam andar de mãos dadas quando uma empresa busca garantir um futuro sólido e responsável. Apesar de possuírem focos diferentes, ambos se complementam, promovendo integridade e equilíbrio dentro dos negócios.

    Com o avanço tecnológico contínuo e com o aumento gradativo da importância da sustentabilidade e da responsabilidade social, as empresas precisam ter uma estratégia bem definida tanto para compliance, quanto para governança corporativa.

    Neste artigo iremos discutir sobre o que são os dois conceitos, suas diferenças e os desafios nas suas implementações.

    O que é governança corporativa?

    Governança e compliance

    Governança corporativa é o conjunto de práticas, políticas e processos pelos quais uma empresa é dirigida e controlada. Por meio do estabelecimento de estruturas e regras que conduzem as decisões e ações dos executivos e diretores, a governança atua com o fim de otimizar os processos administrativos de uma organização, pensando sempre em soluções estratégicas para tornar os processos internos mais eficazes.

    Algumas das funções da governança corporativa são:

    Definição de estrutura e responsabilidades

    Estabelecimento de uma estrutura para a definição de responsabilidades e hierarquias dentro de uma empresa.

    Tomada de decisões estratégicas

    Definição e revisão frequente das estratégias empresariais, incluindo objetivos a longo prazo e definição de planos de ação a longo, médio e curto prazo.

    Supervisão e monitoramento

    Supervisionar a atuação dos executivos para manter as operações alinhadas com os objetivos e princípios da empresa.

    O que é compliance?

    Compliance, derivado do verbo inglês “to comply”, diz respeito ao conjunto de disciplinas e práticas que garantem que uma organização esteja em conformidade com leis, regulamentos, normas e políticas internas. Esta prática tem o objetivo de prevenir, detectar e responder às condutas inapropriadas, diminuindo riscos jurídicos e reputacionais.

    Um programa de compliance funcional geralmente possui:

    Código de ética e conduta

    Diretrizes claras sobre comportamentos esperados e aceitáveis.

    Políticas e regras internas

    Normas que regulam as atividades e processos da empresa.

    Treinamento e educação contínua

    Programas de capacitação para garantir que os colaboradores sigam as normas de conformidade.

    Qual é a diferença entre governança corporativa e compliance?

    Apesar de serem práticas que se relacionam, governança corporativa e compliance possuem diferenças que você precisa entender:

    A governança corporativa está ligada à estrutura de uma empresa e nos processos de tomada de decisão dentro de uma organização. É ela quem irá estabelecer as diretrizes para a gestão com o fim de criar um valor sustentável e proteger os interesses dos acionistas e outros stakeholders.

    Já o compliance, como mencionamos acima, tem um foco na conformidade com leis, regulamentos e normas. Os seus objetivos são claros e diretos: assegurar que a empresa e seus funcionários sigam as regras e prevenir condutas inadequadas, evitando assim possíveis riscos regulatórios.

    De que forma os dois conceitos se relacionam?

    Mesmo sendo conceitos distintos, as duas práticas são altamente complementares. Se colocadas em prática da maneira correta, elas ajudam a garantir que uma organização funcione de maneira ética e em conformidade com as leis e regulamentos vigentes.

    Algumas das situações em que a governança corporativa e o compliance podem atuar de maneira conjunta são:

    Cultura organizacional

    A governança corporativa é responsável por promover uma cultura de ética e integridade dentro da organização, enquanto o compliance pode ter a função de promover programas de treinamento para garantir que todos os colaboradores sigam os princípios éticos estabelecidos pela governança.

    Auditoria e monitoramento

    Enquanto a governança corporativa implementa os processos de auditoria para avaliar a eficácia dos processos da empresa, o compliance trabalha ao lado da auditoria para identificar áreas de risco e desenvolver estratégias de correção, garantindo assim que as decisões da governança sejam respeitadas.

    Gestão de riscos

    O papel da governança, neste caso, é identificar, avaliar e gerenciar os riscos que uma empresa corre, sejam eles financeiros, jurídicos ou reputacionais. Já a área de compliance focará diretamente nos riscos legais e regulatórios, trabalhando para garantir que a empresa não viole normas e regulamentos.

    O uso de ferramentas automatizadas no processo de gestão de riscos pode diminuir consideravelmente o tempo gasto na checagem de possíveis ameaças. Para conhecer nossas soluções, acesse o nosso site.

    Medidas para fortalecer a governança corporativa e compliance

    Algumas das ferramentas que as empresas podem adotar para ajudar no fortalecimento das práticas de governança corporativa e compliance são:

    Softwares de gestão de riscos

    Com a automatização na verificação de pessoas e empresas, as organizações podem adquirir mais agilidade, segurança e transparência na hora de contratar, escolher seus parceiros e seguir as regulamentações de mercado

    Auditorias internas

    Os processos de auditoria auxiliam a melhorar a eficácia de práticas de governança por meio do monitoramento e tratamento de possíveis ameaças.

    Consultoria externa

    A contratação de consultorias com profissionais experientes pode ajudar na implementação e no aprimoramento das práticas de governança corporativa e compliance.

    Tendências atuais em governança corporativa e compliance

    Acompanhando as constantes evoluções tecnológicas, as práticas de governança e compliance estão em adaptação contínua. Algumas das tendências atuais para essas áreas são:

    Sustentabilidade e ESG (Ambiental, Social e Governança)

    Com um foco cada vez maior em práticas de sustentabilidade e responsabilidade social corporativa, as empresas têm sido cada vez mais avaliadas de acordo com seu desempenho em critérios de ESG.

    Regulamentações rigorosas

    Com leis e regulamentações cada vez mais rígidas, tem crescido a necessidade de que as empresas adotem práticas mais sólidas de governança e compliance, com o fim de evitar riscos regulatórios e problemas de conformidade.

    Adoção de ferramentas automatizadas

    O uso de inteligência artificial nos programas que substituem o trabalho manual repetitivo tem se tornado uma forte tendência nestas áreas. Um exemplo claro são as soluções de background check, que realizam checagens de antecedentes de possíveis parceiros de forma instantânea, deixando os usuários cientes de possíveis riscos.

    Para conhecer e testar as nossas soluções, entre em contato com um dos nossos especialistas e agende um teste na nossa plataforma.

  • Auditoria interna: Entenda como implementar esse processo

    Auditoria interna: Entenda como implementar esse processo

    A auditoria interna é uma ferramenta essencial para garantir que uma empresa esteja operando de maneira eficiente, ética e em conformidade com as regulamentações. 

    Por isso, é preciso entender como funciona esse processo, seus benefícios e como implementá-la de forma eficiente na sua organização.

    Continue a leitura e veja como garantir que você tenha todas as informações necessárias para entender e aplicar essa prática.

    Entenda o que é uma Auditoria Interna 

    A auditoria interna é um processo independente, objetivo e sistemático de avaliação e consultoria, projetado para  melhorar as operações de uma organização. 

    Sob essa visão, é possível dizer que a principal função da auditoria interna é ajudar a organização a alcançar seus objetivos, por meio de uma abordagem estruturada para avaliar e melhorar a eficiência dos processos de gestão de riscos, controle e governança.

    Ou seja, um processo fundamental para assegurar que uma empresa esteja operando de maneira eficiente, ética e em conformidade com as regulamentações. 

    Auditoria Interna

    Os principais objetivos da Auditoria Interna

    Os principais objetivos da auditoria interna incluem:

    • Avaliar a eficácia dos controles internos: Isto é, garantir que os processos e procedimentos internos sejam seguidos corretamente.
    • Identificar riscos: Detectar potenciais ameaças as operações da empresa, isto é, entender e avaliar os riscos por meio do processo de KYP.
    • Garantir conformidade: Verificar se a empresa está em conformidade com as leis e regulamentações aplicáveis.
    • Melhorar processos: Ao receber os resultados, é importante implementar melhorias para aumentar a eficiência operacional.

    Leia também: Riscos Regulatórios: Entenda o que são e como evitá-los

    Qual a importância da Auditoria Interna?

    A auditoria interna é importante, pois é a responsável por apresentar e oferecer os instrumentos e recursos necessários para que sua empresa identifique e corrija problemas antes que se tornem críticos.

    Isto é, ela ajuda sua organização a cumprir com as regulamentações e normas e, também, contribui significativamente para a melhoria contínua dos processos internos. 

    Auditoria Interna e Compliance

    A auditoria interna desempenha um papel muito importante na manutenção da conformidade com as leis e regulamentações.

    Ela ajuda a identificar áreas de não conformidade e a implementar medidas corretivas, protegendo a empresa de penalidades legais e danos à reputação.

    Outro ponto, é que ela ajuda o Compliance a olhar para demais riscos, além da conformidade. Isto é, riscos associados a pessoas, empresas e ativos.

    Veja os tipos de Auditoria Interna

    Existem vários tipos de auditoria interna, cada um focado em diferentes aspectos da operação da empresa:

    • Auditoria financeira: Avalia a precisão e integridade das demonstrações financeiras.
    • Auditoria operacional: Examina a eficácia e eficiência dos processos operacionais.
    • Auditoria de conformidade: Verifica a aderência às leis, regulamentos e políticas internas.
    • Auditoria de TI: Avalia a segurança e eficácia dos sistemas de tecnologia da informação.

    Como realizar uma Auditoria Interna? 

    Para elaborar uma auditoria interna é preciso seguir algumas etapas que são bem definidas para avaliar e melhorar os processos internos. Confira as principais! 

    01. Planejamento da auditoria

    No planejamento, os auditores internos definem a estrutura da auditoria, identificam os processos a serem revisados e estabelecem um cronograma. Eles também se reúnem com os responsáveis da área para entender melhor os riscos e controles específicos.

    02. Execução da auditoria

    Durante a execução, os auditores coletam e analisam dados, realizam entrevistas e observam os processos em ação. Eles testam os controles internos para verificar sua eficácia e documentam suas descobertas.

    03. Relatório de auditoria

    Por fim, após a execução, os auditores elaboram um relatório detalhado. Este relatório inclui: os problemas identificados durante a auditoria, consequências em potencial e ainda realizam recomendações e indicam pontos de melhoria para serem trabalhados.

    04. Monitoramento contínuo

    Além dessas etapas, é preciso realizar um acompanhamento constante. Nele, os auditores devem verificar se as recomendações foram implementadas e se os problemas identificados foram resolvidos, garantindo que a auditoria tenha um impacto duradouro.

    Vantagens de realizar Auditorias Internas

    Os benefícios de uma auditoria interna bem conduzida são muitos:

    • Melhoria da governança corporativa: Fortalece a supervisão e a responsabilidade.
    • Identificação e mitigação de riscos: Ajuda a evitar perdas e danos.
    • Eficiência operacional: Identifica oportunidades para melhorar a eficiência e reduzir custos.
    • Conformidade: Garante que a empresa esteja cumprindo todas as leis e regulamentos aplicáveis.

    Ou seja, a auditoria interna é uma ferramenta indispensável para qualquer organização que deseja operar de maneira eficiente, ética e em conformidade. Implementá-la de forma eficaz pode parecer desafiador, mas os benefícios superam em muito os esforços.

    Com um processo bem estruturado e o uso de tecnologias modernas, a auditoria interna pode transformar a maneira como uma empresa gerencia seus riscos e oportunidades.

    Quer saber mais sobre? Visite nosso site e fique por dentro!