Category: Mercado Financeiro

  • Como calcular e reduzir o custo de uma contratação

    Como calcular e reduzir o custo de uma contratação

    Contratar um novo colaborador parece simples, mas você já calculou o impacto real do custo de uma contratação no orçamento da empresa? 

    O custo de contratação inclui despesas como anúncios de vagas, horas dedicadas pelo RH e gestores no processo seletivo, testes e dinâmicas, além de possíveis honorários de consultorias de recrutamento. Esses gastos, somados aos custos de integração e treinamento, tornam a contratação um investimento considerável para qualquer empresa.

    Cada etapa, desde a divulgação da vaga até a integração do profissional, representa um investimento significativo. Além disso, uma contratação errada pode custar até 15 vezes o salário do colaborador!

    Quantas contratações equivocadas sua empresa já fez? E quanto isso já custou em:

    • Repetição de processos seletivos?
    • Turnover nas alturas?
    • Treinamentos desperdiçados?
    • Produtividade em queda?
    • Rescisões inesperadas?

    Agora, pare e reflita: quanto dessas perdas poderiam ser evitadas se você tivesse informações mais precisas antes de contratar?

    Aqui entra o KYE (Know Your Employee), um método essencial para avaliar o histórico, as competências e a idoneidade dos candidatos, reduzindo contratações erradas. 

    E se sua empresa trabalha com fornecedores terceirizados ou consultorias de recrutamento, o KYP (Know Your Partner) também é fundamental para garantir parcerias confiáveis e alinhadas às suas políticas.

    Leia também: Due Diligence: Entenda o que é e como implementar

    O custo de contratação pode ser um grande vilão ou um investimento inteligente. A diferença está na forma como você conduz esse processo. 

    Este artigo funciona como um guia prático para calcular e reduzir o custo de uma contratação

    Se você quer recrutar melhor e gastar menos, continue lendo.

    Por que calcular o custo do funcionário é essencial?

    Quando você entende os custos reais de um funcionário, ganha clareza para tomar decisões mais inteligentes e eficientes. Esse cálculo é a base para otimizar o orçamento do RH, evitar desperdícios e direcionar recursos para onde realmente importa.

    Mulher calculando custos de um funcionário.
    Como calcular e reduzir custos de uma contratação.

    Um dos principais benefícios de calcular o custo do funcionário é a evidenciação de que uma contratação certa é valiosa porque gera impactos positivos em toda a organização. Um profissional bem escolhido não apenas entrega resultados, mas também contribui para o clima organizacional, reduz conflitos e inspira outros colaboradores. 

    Ao investir em uma avaliação de candidatos mais precisa, utilizando o KYE (Know Your Employee), você aumenta as chances de acertar na escolha, retendo talentos que se alinham à cultura e aos objetivos da empresa.

    Em conjunto com isso, a capacidade de reduzir o turnover é evidenciada. 

    Turnover é uma métrica utilizada para medir a taxa de entrada e saída de colaboradores em uma empresa em um determinado período. Ele é calculado com base no número de demissões e contratações, refletindo a estabilidade ou a fluidez da equipe.

    Outro benefício é a melhoria no planejamento estratégico. Saber exatamente quanto um colaborador custa permite que a empresa avalie se tem condições de expandir seu quadro de forma sustentável. 

    Além do mais, facilita a definição de um orçamento realista para benefícios e treinamentos, garantindo que esses investimentos resultem em equipes mais engajadas e produtivas.

    Calcular o custo do funcionário é uma ferramenta essencial para transformar o RH em um setor estratégico, capaz de gerar economia, eficiência e valor para a empresa.

    Elementos do Cálculo do Custo do Funcionário

    Para entender o custo de contratação de um funcionário, é essencial detalhar todos os elementos que compõem esse valor. Cada um desses componentes impacta diretamente o orçamento do RH e a saúde financeira da empresa. 

    Vamos explorar cada item de forma específica:

    1. Salário Bruto:

    É o valor base pago ao colaborador, incluindo:  

    • Salário mensal;  
    • Horas extras;  
    • Bônus ou comissões (se aplicável).  

    Esse é o ponto de partida para calcular os demais custos.

    2. Encargos Sociais e Impostos:

    Esses custos são obrigatórios e podem representar até 40% do salário bruto. Incluem:  

    • INSS: Contribuição previdenciária (20% a 22,5% sobre a folha de pagamento);  
    • FGTS: 8% do salário mensal, depositado em uma conta vinculada ao funcionário;  
    • 13º Salário: Equivalente a um salário adicional por ano;  
    • Férias + 1/3 de férias: Valor correspondente a um mês de salário mais um terço desse valor;  
    • Multas rescisórias: Em caso de demissão sem justa causa, a empresa pode pagar até 40% do FGTS acumulado.  

    3. Benefícios:  

    Os benefícios são parte fundamental do pacote oferecido ao colaborador e variam conforme a política da empresa. Entre os mais comuns estão:  

    • Plano de saúde: Custo mensal por colaborador;  
    • Vale-alimentação ou refeição: Valor diário ou mensal;  
    • Vale-transporte: Custeio de até 6% do salário bruto;  
    • Seguro de vida: Prêmio anual ou mensal;  
    • Auxílio-creche: Para funcionários com filhos;  
    • Gympass ou academias: Benefícios de bem-estar;  
    • Outros benefícios: Como previdência privada, auxílio-educação, entre outros.  

    4. Custos com Treinamento e Desenvolvimento:  

    Investir em treinamento corporativo é essencial para o crescimento da equipe, mas também representa um custo significativo. Inclui:  

    • Cursos e capacitações;  
    • Programas de desenvolvimento de liderança;  
    • Certificações profissionais;  
    • Treinamentos técnicos ou de soft skills;  
    • Custos com materiais e instrutores.  

    5. Custos com Processo de Contratação: 

    Antes mesmo de o colaborador começar, a empresa tem alguns gastos com:  

    • Divulgação da vaga (anúncios em plataformas de recrutamento);  
    • Horas dedicadas pelo RH e gestores no processo seletivo;  
    • Testes, dinâmicas e entrevistas;  
    • Honorários de consultorias de recrutamento (se aplicável).  

    6. Custos Indiretos:  

    Esses são os gastos que muitas vezes passam despercebidos, mas somam ao custo total. Alguns dos mais conhecidos são:

    • Equipamentos: Computador, telefone, ferramentas de trabalho;  
    • Infraestrutura: Espaço físico, energia, internet, água;  
    • Uniforme ou EPIs: Quando necessário;  
    • Softwares e licenças: Ferramentas utilizadas no dia a dia;  
    • Custos administrativos: Despesas com folha de pagamento, gestão de benefícios, etc.  

    7. Custos com Turnover:

    Uma contratação errada pode gerar custos adicionais, como:  

    • Repetição do processo seletivo;  
    • Treinamentos desperdiçados;  
    • Perda de produtividade durante a transição;  
    • Custos com rescisão e novas contratações.  

    Por que Tudo Isso Importa?  

    Dominar esses elementos permite que o RH faça um cálculo preciso do custo de contratação, evitando surpresas no orçamento.

    O KYE (Know Your Employee) e o KYP (Know Your Partner) ajudam a avaliar candidatos e fornecedores de forma mais assertiva, reduzindo o risco de contratações erradas e otimizando os investimentos.  

    Ao entender e controlar esses elementos, você transforma o custo do funcionário em um investimento estratégico, garantindo mais eficiência e resultados para sua empresa.

    Como Calcular o Custo do Funcionário?

    Calcular o custo de um funcionário é essencial para uma gestão financeira eficiente. Veja um passo a passo detalhado para chegar ao valor total, incluindo benefícios, impostos e outros custos:

    1. Calcule o Salário Bruto:

    Some o salário mensal, horas extras e bônus (se aplicável).  

    Exemplo: Salário de R$5.000 + R$500 (horas extras) = R$5.500.

    2. Adicione os Encargos Sociais e Impostos: 

    Exemplo: 

    • INSS: 20% a 22,5% sobre a folha de pagamento (R$ 5.500 x 20% = R$ 1.100);  
    • FGTS: 8% do salário bruto (R$ 5.500 x 8% = R$ 440);  
    • 13º Salário: 1/12 do salário bruto por mês (R$ 5.500 ÷ 12 = R$ 458);  
    • Férias + 1/3 de férias: 1/12 do salário bruto + 1/3 desse valor (R$458 + R$153 = R$611).  

    Total de encargos: R$1.100 + R$440 + R$458 + R$611 = R$2.609.

    3. Inclua os Benefícios:  

    Some os valores mensais dos benefícios oferecidos.  

    Exemplo:  

    • Plano de saúde: R$300;  
    • Vale-alimentação: R$600;  
    • Vale-transporte: R$200.  

    Total de benefícios: R$1.100.

    4. Adicione Custos com Treinamento e Desenvolvimento:  

    Calcule o valor mensal investido em treinamento corporativo.  

    Exemplo: R$200 por mês.

    5. Some Custos Indiretos:   

    Inclua despesas como equipamentos, infraestrutura e softwares.  

    Exemplo: R$300 por mês.

    6. Calcule o Custo Total Mensal: 

    Some todos os valores:  

    • Salário bruto: R$ 5.500;  
    • Encargos: R$2.609;  
    • Benefícios: R$1.100;  
    • Treinamento: R$200;  
    • Custos indiretos: R$300.  

    Custo total: R$5.500 + R$2.609 + R$1.100 + R$200 + R$300 = R$9.709 por mês.

    Como reduzir esse custo?

    Reduzir o custo do funcionário desde a contratação é essencial para otimizar o orçamento do RH e garantir a sustentabilidade financeira da empresa. 

    Uma das formas mais eficientes de alcançar isso é por meio de uma avaliação de candidatos mais assertiva.

    Veja estratégias práticas para diminuir esses gastos:

    1. Invista em um Bom Processo de Seleção: 

    Um processo seletivo bem estruturado evita contratações equivocadas, que podem custar até 15 vezes o salário do funcionário. Utilize ferramentas como:  

    • Background Check: Verificação de antecedentes e histórico profissional;  
    • Testes de habilidades: Avaliações técnicas e comportamentais;  
    • Entrevistas estruturadas: Perguntas alinhadas ao perfil da vaga.  

    Essas práticas aumentam as chances de acertar na escolha, reduzindo custos com turnover e retrabalho.

    2. Use Tecnologia para Otimizar o Recrutamento:   

    Ferramentas como plataformas de recrutamento digital e People Analytics ajudam a prever se um candidato se encaixa no perfil desejado.

    3. Reduza o Turnover com Retenção de Talentos:

    Manter os colaboradores engajados é mais barato do que contratar novos. Para isso:  

    • Ofereça um ambiente de trabalho positivo;  
    • Crie planos de carreira claros;  
    • Invista em treinamento corporativo e desenvolvimento contínuo.  

    Essas ações aumentam a satisfação dos funcionários, reduzindo a rotatividade e os custos associados.

    4. Considere a Terceirização de Funções:  

    Para funções específicas ou projetos temporários, a terceirização pode ser mais vantajosa do que uma contratação fixa. Isso reduz custos com encargos trabalhistas, benefícios e treinamentos.

    Ao adotar essas estratégias, você não apenas reduz o custo de contratação, mas também transforma o processo em um investimento inteligente.

    Reduzir custos não significa cortar qualidade: significa contratar de forma mais eficiente e estratégica.

    A Importância de Avaliar Candidatos para Reduzir Custos: 

    Contratar um novo funcionário envolve diversos custos, mas é possível reduzi-los com estratégias inteligentes de seleção e retenção.

    Investir em uma avaliação de candidatos eficiente, utilizando ferramentas como: KYE (Know Your Employee) e KYP (Know Your Partner), ajuda a evitar turnover e garante contratações mais assertivas e práticas como Background Check e People Analytics minimizam riscos e otimizam o processo de recrutamento.  

    Essas abordagens não só reduzem o custo de contratação, mas também fortalecem a retenção de talentos e o planejamento de benefícios, tornando o RH um setor estratégico para o crescimento da empresa.  

    Quer otimizar os custos da sua equipe e melhorar o planejamento financeiro da sua empresa?

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  • Veja como funciona a LGPD no mercado financeiro

    Veja como funciona a LGPD no mercado financeiro

    A Lei Geral de Proteção de Dados, conhecida como LGPD tem como objetivo proteger os dados pessoais dos cidadãos brasileiros, garantindo que empresas e organizações tratem as informações coletadas de forma segura e transparente.

    Com o crescimento da tecnologia, é necessário ter cautela e segurança com o uso dos dados pessoais. Por essa razão, a LGPD foi criada e exige às empresas que antes de utilizar e coletar dados, as empresas devem solicitar ao titular deles um consentimento prévio e tem direito também a solicitar a exclusão de suas informações.

    Nesse sentido, podemos dizer que a LGPD orienta as empresas a adotarem medidas de segurança adequadas para proteção dos dados. Tal medida é essencial, principalmente, para empresas do setor financeiro que lidam constantemente com dados pessoais e precisam garantir a segurança para seus usuários. 

    Entenda o que é a LGPD

    A LGPD, Lei Geral de Proteção de Dados, é a Lei n° 13.709/2018 e consiste em uma lei brasileira que entrou em vigor em setembro de 2020 com o principal objetivo de garantir a proteção e a privacidade dos dados pessoais dos cidadãos. Assim, ela se aplica a todas as empresas que realizam o tratamento de dados pessoais no Brasil, incluindo empresas estrangeiras que oferecem bens ou serviços no país. 

    A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)  estabelece normas e regras claras acerca da coleta, uso, armazenamento e compartilhamento de dados pessoais. Além disso, ela confere sobre como deve ou não ocorrer a transferência de dados para outros países.

    Assim, para que os dados sejam protegidos da maneira correta, a lei também estabelece e prevê sanções para as empresas que não cumprirem suas disposições, incluindo multas, suspensão de suas atividades e bloqueio de bens. Sob esta perspectiva, a LGPD é importante para proteger a privacidade dos indivíduos, garantindo a segurança dos seus dados pessoais. 

    LGPD no mercado financeiro

    Entenda o mercado financeiro 

    O mercado financeiro é um ambiente complexo e dinâmico, onde informações e dados são essenciais para tomar decisões estratégicas. Com a evolução da tecnologia e o acesso cada vez mais fácil às informações, a análise de dados e usos de dados tornou- se uma ferramenta fundamental nesse setor, não apenas para a realização de operações e serviços, mas também para garantir experiências seguras para o usuário 

    Nesse sentido, a coleta e análise de dados é uma prática comum em diversas áreas do mercado financeiro, desde análises até o uso de dados como balanços financeiros, relatórios de analistas, indicadores econômicos e dados pessoais dos usuários. Por essa razão, é indispensável para o mercado financeiro conhecer formas de tratar essas informações de maneira segura e correta. 

    Veja também: Due diligence e compliance: entenda qual é a relação 

    A LGPD no mercado financeiro 

    No mercado financeiro, a LGPD tem um papel indispensável no que diz respeito à proteção dos dados sensíveis dos clientes. Isso porque nesse setor as informações pessoais como dados bancários, dados de investimentos e informações pessoais são necessários para a realização de operações e processos. Além disso, a lei também afeta empresas de fintechs e startups financeiras, que precisam se adequar às novas regulamentações para proteger seus usuários e garantir uma experiência segura. 

    Entre as principais transformações causadas pela implementação da LGPD no mercado financeiro estão a necessidade de consentimento de forma prévia para a coleta e uso de dados, a possibilidade do titular dos dados solicitar a exclusão de suas informações e a obrigação dessas empresas em adotar medidas de segurança adequadas para proteção dos dados dos usuários. 

    Sob esta visão, a lei exige que as empresas criem políticas claras de privacidade e proteção de dados que visem manter as informações de seus clientes e públicos em segurança e confiança. Assim, para garantir a conformidade em relação a essa lei, por exemplo, as empresas devem adotar uma política de boas práticas de segurança, como criptografia de dados e sistemas de autenticação de usuários. 

    Além disso, para as empresas do mercado financeiro que decidem não cumprir com as leis vigentes, as penalidades são altas. Entre elas podemos citar os prejuízos, bloqueios financeiros significativos e até mesmo o fechamento da empresa.

    A autenticação do usuário como forma de proteger os dados no mercado financeiro 

    Para garantir que a empresa continue operando de maneira eficiente, existem várias tecnologias de autenticação de usuário que as empresas do mercado financeiro podem utilizar para garantir a segurança e a proteção dos dados dos clientes. Desse modo, além da conformidade perante a legislação vigente, a empresa promove uma experiência segura e transparente para o usuário que contribui. Veja algumas dessas tecnologias:

    Autenticação de dois fatores 

    Essa tecnologia exige que o usuário compartilhe duas formas de identificação para acessar sua conta. Esses métodos podem ser uma senha e um código enviado por mensagem de texto ou um código gerado por um aplicativo de autenticação.

    Tokens de segurança

    Os tokens de segurança são dispositivos que geram códigos temporários. Por meio desses códigos, o usuário valida suas informações pessoais e pode acessar sua conta com segurança. 

    Biometria Facial 

    Por meio da tecnologia de biometria facial,as características físicas ou comportamentais exclusivas do usuário são identificadas e validadas. Isso acontece porque a biometria facial utiliza características únicas de cada indivíduo, considerando os traços faciais, distância entre os olhos, movimento do rosto, entre outros aspectos que fazem parte da autenticação por reconhecimento facial. 

    Dessa maneira, a tecnologia identifica o usuário com uma taxa de precisão muito alta e superior às demais ferramentas. Além disso, a biometria facial ajuda a combater fraudes e golpes com muito mais facilidade, já que a identificação pelas características faciais impede a utilização de imagens, fotografias e vídeos adotados para a aplicação de golpes e fraudes de identidade.

    Assim, essa tecnologia apresenta diversas vantagens para garantir que os dados do usuário fiquem em segurança, respeitando os padrões de ética e a Lei Geral de Proteção de Dados. Ou seja, assegurando que a empresa do mercado financeiro esteja adequada e livre de sanções. 

    Para saber mais sobre essa tecnologia, acesse nosso site e confira nossa solução de validação Biométrica Contínua, responsável por validar usuários de forma contínua, utilizando a ferramenta de reconhecimento facial, com tecnologia anti-spoofing.

    Resultados da LGPD no mercado financeiro

    As instituições financeiras foram obrigadas a adotar medidas mais rigorosas para proteger as informações pessoais dos seus clientes, implementando técnicas para prevenir acessos não autorizados, vazamentos e uso indevido de dados. Com isso, é possível afirmar que a LGPD no mercado financeiro gera diversos resultados, um dos principais foi o reforço da segurança e da privacidade dos dados dos clientes e até mesmo da empresa que consegue minimizar os riscos de fraudes e golpes. 

    Além disso, a LGPD trouxe a necessidade de as empresas obterem o consentimento explícito dos clientes para a coleta, armazenamento e processamento de seus dados pessoais. Tal ação significa que as instituições financeiras precisaram rever suas políticas de privacidade, ou seja, torná-las mais transparentes e acessíveis.

    Sob esta ótica, a LGPD no mercado financeiro também tem como resultado importante o fortalecimento dos direitos dos titulares dos dados no mercado financeiro. Isso já que, agora, os clientes têm o direito de acessar suas informações pessoais, corrigi-las, solicitar a exclusão dos dados e obter informações claras sobre o uso e compartilhamento dessas informações pelas instituições financeiras. Esses direitos aumentam a transparência nas relações entre as empresas financeiras e os clientes, melhorando a reputação da instituição. 

    Em resumo podemos dizer que os resultados da LGPD no mercado financeiro foram positivos, porque  fortaleceram a segurança e a privacidade dos dados dos clientes, aumentaram a transparência nas relações comerciais e estimularam o desenvolvimento de tecnologias que ajudam a tornar seus processos mais seguros e confiáveis. Por isso, a conformidade com a lei LGPD precisa ser levada a sério por sua empresa que precisa se adaptar às novas exigências legais e investir em tecnologias de autenticação do usuário e proteção de dados.