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  • 5 sinais de que sua empresa precisa investir em background check

    5 sinais de que sua empresa precisa investir em background check

    Os 5 sinais de que sua empresa precisa investir em background check são mais comuns do que se imagina. No mundo corporativo atual, a segurança e a confiabilidade dos processos institucionais são essenciais para evitar riscos e prejuízos.

    Muitas empresas ainda negligenciam a importância do background check, deixando de realizar uma verificação de histórico criteriosa antes de contratar novos funcionários ou fechar parcerias estratégicas. 

    Essa falha estrutural pode resultar em contratações equivocadas que aumentam o turnover e impactam diretamente os resultados da organização, riscos de fraudes internas, problemas com parceiros e fornecedores, riscos de não conformidade com normas e regulamentos e impacto reputacional negativo de acordo com avaliações de clientes insatisfeitos. 

    Mas afinal, o que é Background Check e por que realizar na minha empresa? 

    Background check é o nome dado ao processo de verificação de informações/histórico de pessoas, empresas, bens, imóveis ou até veículos. O termo, em português, significa “checagem de antecedentes” ou “verificação de antecedentes”.

    Com um mercado cada vez mais regulado e exigente, a verificação de histórico tornou-se uma ferramenta indispensável para empresas que desejam garantir maior segurança corporativa, evitar processos trabalhistas e mitigar riscos financeiros. 

    Implementar um processo estruturado de due diligence, verificação de antecedentes e avaliação de histórico profissional pode prevenir contratações inadequadas e proteger a reputação da empresa.

    Se sua organização tem enfrentado desafios como alta rotatividade, fraudes internas ou problemas com fornecedores, pode ser o momento de adotar o background check como uma prática padrão. 

    A seguir, apresentamos os cinco principais sinais que indicam que sua empresa precisa adotar essa prática o quanto antes, para garantir conformidade, eficiência e um ambiente corporativo mais seguro.

    Homem olhando notebook
    5 sinais de que sua empresa precisa investir em Background Check.

    Sinal 1: Turnover alto e custo excessivo com contratações

    Caso sua empresa esteja enfrentando dificuldades na retenção de talentos, isso pode indicar que o processo de contratação não está sendo realizado de maneira adequada.

    Uma avaliação minuciosa do histórico profissional e comportamental dos candidatos, garante que o candidato esteja alinhado à cultura e premissas da empresa. Com a ausência ou não detalhamento desses fatores, sua empresa fica suscetível a enfrentar frequentes desligamentos e contratações, o que eleva os custos operacionais. 

    Um alto índice de turnover afeta diretamente a produtividade e os gastos empresariais, ocasionando em despesas contínuas com recrutamento, treinamento e integração de novos colaboradores.

    Segundo um relatório da Gupy, uma má contratação pode gerar um custo de até R$250 mil para a empresa, levando em conta demissões precoces e a necessidade de novas seleções.

    Além dos impactos financeiros, a elevada rotatividade prejudica o ambiente de trabalho, provoca instabilidade nas equipes e diminui a eficiência operacional. Profissionais que entram e saem constantemente dificultam a formação de times coesos e comprometidos.

    Como o background check pode ajudar?

    Implementar um processo de verificação de histórico profissional e comportamental permite que o RH avalie melhor os candidatos antes da contratação, reduzindo os riscos de turnover. 

    Um processo eficaz de background check permite identificar se o candidato possui a experiência e o perfil adequados, reduzindo o índice de turnover e evitando contratações erradas.

    Esse processo inclui:

    • Checagem de experiências anteriores: confirma se o candidato realmente trabalhou nas empresas listadas e verifica sua reputação profissional;
    • Verificação de antecedentes criminais: identifica possíveis riscos relacionados a condutas inadequadas;
    • Avaliação de reputação online e redes sociais: analisa o comportamento digital do candidato, prevenindo problemas de imagem para a empresa.

    Sinal 2: Risco de fraudes internas e desvios financeiros

    A ausência de um processo minucioso de background check pode abrir as portas para a entrada de funcionários ou parceiros mal-intencionados, expondo sua empresa a riscos significativos de fraudes internas e desvios financeiros. 

    Sem uma verificação de histórico adequada, indivíduos com intenções fraudulentas podem se infiltrar na organização, aproveitando-se de falhas nos controles internos para cometer atos ilícitos que resultam em prejuízos financeiros e danos à reputação corporativa.

    De acordo com a pesquisa Vigilância contra fraudes no Brasil – Estruturas de combate e tratamento a incidências, realizada pela Deloitte, 69% das empresas identificaram ocorrências de fraude nos últimos quatro anos. 

    Esse número evidencia a vulnerabilidade das organizações diante de ameaças internas, muitas vezes perpetradas por colaboradores ou parceiros que não passaram por uma avaliação prévia adequada.

    Um exemplo emblemático ocorreu em fevereiro de 2025, quando a Polícia Federal afastou um funcionário dos Correios no Espírito Santo por envolvimento em um esquema de desvio de encomendas. 

    O servidor, em conluio com um ex-funcionário da instituição, fraudava o seguro de extravio, causando um prejuízo estimado em mais de R$1 milhão em dois anos.

    Casos como esse ressaltam a importância de processos rigorosos de verificação de histórico para prevenir a contratação de indivíduos com potencial de causar danos à organização.

    E como o Background Check pode ajudar?

    A implementação de um programa eficaz de background check atua como uma medida preventiva essencial, permitindo que o setor de RH identifique antecedentes criminais, históricos de comportamento antiético ou envolvimentos anteriores em fraudes. 

    Essa prática não apenas protege os ativos financeiros da empresa, mas também preserva sua integridade e reputação no mercado.

    Além disso, a verificação de histórico contribui para a conformidade com as regulamentações de compliance e segurança corporativa, garantindo que a empresa esteja alinhada às melhores práticas de prevenção de fraudes e due diligence

    Ao adotar uma abordagem proativa na avaliação de candidatos e parceiros, a organização minimiza os riscos associados a fraudes internas e estabelece uma cultura de transparência e confiança.

    Portanto, investir em processos de verificação de histórico é uma estratégia fundamental para identificar e mitigar riscos, assegurando a integridade e a sustentabilidade dos negócios.

    Sinal 3: Problemas com fornecedores e parceiros

    A falta de um processo seguro de background check e due diligence pode expor sua empresa a riscos graves ao se associar a fornecedores e parceiros com histórico de irregularidades. 

    Sem uma verificação prévia, os negócios podem firmar contratos com empresas envolvidas em fraudes, corrupção ou práticas antiéticas, comprometendo a segurança financeira e a reputação da organização.

    A due diligence é essencial para mitigar riscos e garantir que fornecedores e parceiros operem de forma transparente e em conformidade com as normas do mercado. Empresas que negligenciam essa análise podem se tornar cúmplices indiretas de práticas ilícitas, sujeitas a penalidades e até perda de credibilidade.

    Um exemplo real foi apontado em um relatório recente sobre a Shein, publicado publicado pelo Diário do Comércio. A investigação revelou que fornecedores da empresa mantinham funcionários em jornadas exaustivas de até 75 horas semanais, violando direitos trabalhistas. 

    Esse tipo de associação pode gerar repercussões negativas para qualquer empresa envolvida, afetando sua reputação e credibilidade no mercado.

    E onde entra o Background Check?

    Além de evitar parcerias prejudiciais, o background check auxilia na análise financeira e jurídica de fornecedores. 

    Empresas podem verificar processos trabalhistas, registros fiscais e antecedentes criminais para assegurar que estão lidando com parceiros confiáveis. Esse processo reduz riscos operacionais e fortalece o compliance da organização.

    A reputação corporativa é um dos ativos mais valiosos de qualquer empresa. Qualquer associação com parceiros duvidosos pode gerar danos irreparáveis à imagem da marca, afastar clientes e dificultar novas oportunidades de negócios. 

    Para evitar problemas com fornecedores e parceiros, as empresas devem implementar processos estruturados de verificação. Utilizar soluções especializadas em background check garante maior segurança e confiabilidade nas relações comerciais.

    Sinal 4: Risco de não conformidade com normas e regulamentos

    Se a sua empresa enfrenta ou já enfrentou dificuldades para se manter em conformidade com as regulamentações do setor, este é um sinal claro de que você precisa adotar a prática de background check

    Esse sinal é especialmente importante para empresas que atuam em setores como o financeiro, onde a conformidade com as regras é crucial. Instituições financeiras, por exemplo, precisam ser ainda mais rigorosas ao realizar a verificação de históricos de candidatos e parceiros de negócios. A ausência dessa prática pode resultar em penalidades severas e, o pior, danos irreparáveis à imagem da empresa.

    Ao adotar essa abordagem, sua empresa demonstra comprometimento com a ética, a legalidade e, principalmente, com a segurança no ambiente de trabalho, prevenindo problemas futuros relacionados a infrações e penalidades.

    Por que é importante?

    • A verificação de antecedentes criminais ajuda a identificar se candidatos ou parceiros possuem histórico de atividades ilícitas que possam comprometer a reputação da sua empresa;
    • E a análise de processos trabalhistas também não pode ser deixada de lado: um histórico recorrente de ações trabalhistas pode ser um sinal de problemas que podem afetar a conformidade legal do seu negócio.

    A implementação de background check é uma forma de proteger sua empresa contra riscos legais e regulatórios, promovendo um ambiente ético e em total conformidade com as leis. 

    Se você quer garantir a segurança e o sucesso contínuo da sua organização, esse é um sinal que não pode ser ignorado!

    Sinal 5: Reclamações de clientes e impacto na reputação da empresa

    Você já pensou no impacto que a contratação de um funcionário sem a devida verificação de antecedentes pode ter na reputação da sua empresa? Se não, é hora de prestar atenção a esse sinal claro de que você precisa de background check

    A falta dessa verificação pode resultar em um atendimento ao cliente deficiente, que acaba gerando um ciclo de reclamações públicas e danos significativos à imagem da sua organização.

    Funcionários despreparados ou com histórico de comportamentos inadequados podem comprometer a qualidade do serviço prestado, criando desconfiança entre os clientes. 

    Imagine um cenário em que um colaborador, sem ética e profissionalismo, trata mal um cliente:

    Esse tipo de situação pode rapidamente se espalhar pelas redes sociais e plataformas de avaliação como o Reclame Aqui, onde a reputação das empresas é moldada pelas opiniões dos consumidores. 

    Com o acúmulo de avaliações negativas, sua empresa pode perder a confiança de potenciais clientes e até mesmo de parceiros de negócios.

    Além disso, a falta de verificação pode abrir portas para fraudes. Uma pesquisa global realizada pelo SAS revelou que 93,8% dos brasileiros têm medo de serem vítimas de fraude, e 97,8% acreditam que as empresas devem fazer mais para protegê-los.

    Ou seja, não se trata apenas de melhorar a qualidade do atendimento, mas também de proteger a sua empresa contra riscos que podem prejudicar ainda mais sua credibilidade.

    Por que escolher o background check para evitar situações como essa?

    Ao adotar um processo bem estruturado de background check, você pode evitar que indivíduos com intenções maliciosas entrem para sua equipe. O resultado? Um atendimento ao cliente mais eficiente, que fortalece a confiança e a lealdade dos consumidores.

    Investir em verificação de antecedentes é um passo essencial para garantir a excelência no atendimento e, acima de tudo, proteger a reputação da sua empresa

    No mercado competitivo de hoje, onde a voz do consumidor tem um impacto enorme, garantir a integridade e competência da sua equipe é fundamental para o sucesso contínuo e a sustentabilidade do negócio. Não deixe que uma contratação errada comprometa o que você levou anos para construir.

    Conclusão

    Se sua empresa enfrenta qualquer um desses desafios, é hora de investir em um processo estruturado de background check. Essa prática não apenas protege sua organização contra riscos financeiros e jurídicos, mas também fortalece sua reputação no mercado.

    Implementar verificações de antecedentes é essencial para garantir a conformidade com normas e regulamentos, além de assegurar a integridade nas contratações e parcerias comerciais. Ao adotar processos de background check, sua empresa demonstra compromisso com a transparência e a ética, fatores fundamentais para o sucesso sustentável.

    Existem diversas soluções de verificação disponíveis que podem ser adaptadas às necessidades específicas do seu negócio. Essas ferramentas auxiliam na análise de históricos criminais, processos trabalhistas e outras questões legais, permitindo uma avaliação mais completa de candidatos e parceiros.

    Não arrisque a segurança da sua empresa! Entre em contato com nossos especialistas e descubra como implementar um background check eficiente para o seu negócio.

  • Legislações e Compliance: Confira as principais regulamentações

    Legislações e Compliance: Confira as principais regulamentações

    As legislações são um conjunto de normas jurídicas que regem o comportamento de cidadãos e organizações dentro de um território e por isso devem ser sempre compreendidas pelo compliance.

    Por conta do aumento das exigências regulatórias, hoje existe uma necessidade de maior transparência nos ambientes coorporativos. Isso porque empresas e organizações, independentemente de seu porte ou setor, enfrentam desafios constantes para garantir que suas operações estejam em conformidade com as leis e regulamentos vigentes.

    Nos últimos anos, o Brasil presenciou uma intensificação no combate à corrupção e à prática de atos ilícitos, com operações destacando lacunas no cumprimento das legislações. Esses eventos trouxeram à tona a importância de programas de compliance, não apenas como ferramentas para evitar penalidades, mas também como um diferencial estratégico que reforça a reputação e a credibilidade das organizações.

    Veja mais em 10 Pilares para um Programa de Compliance.

    Além disso, o avanço tecnológico e a interconexão global ampliaram a necessidade de monitoramento rigoroso de processos internos e externos. A legislação passou a incluir elementos como a governança corporativa, a transparência e a gestão de riscos, exigindo que empresas adotem uma postura proativa para evitar irregularidades.

    Nesse contexto, compliance deixou de ser uma escolha e se tornou uma obrigação estratégica para a sobrevivência no mercado. Mas como estar atualizado sobre as leis vigentes e aplicáveis a sua empresa? Confira nosso artigo e saiba mais!

    O início da legislação em compliance no Brasil

    O Brasil começou a consolidar práticas de compliance a partir da década de 1990, com o fortalecimento do sistema jurídico e a criação de órgãos como o COAF. As primeiras leis específicas para compliance visavam combater a corrupção, a lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros.

    O marco mais significativo foi a promulgação da Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013), que estabeleceu diretrizes claras para a responsabilização de empresas envolvidas em atos ilícitos.

    Com o passar dos anos, a cultura de compliance ganhou força, especialmente após a Operação Lava Jato, que trouxe à tona casos de corrupção sistêmica. Esse contexto evidenciou a importância de uma estrutura de conformidade nas organizações, independentemente de seu porte ou setor.

    Um martelo de juiz repousando sobre um livro aberto, com pilhas de livros jurídicos ao fundo, representando a conexão entre legislação e compliance
    Legislações e compliance

    O que é o COAF?

    O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF) é um órgão vinculado ao Ministério da Fazenda, responsável por monitorar e prevenir crimes financeiros, como lavagem de dinheiro e financiamento ao terrorismo. Criado em 1998, o COAF atua como um ponto central no combate a irregularidades financeiras, analisando movimentações suspeitas e colaborando com outras entidades reguladoras.

    Nesse sentido, o trabalho do COAF é essencial para identificar operações incompatíveis com a legislação brasileira e alertar as autoridades competentes. Sua atuação inclui a aplicação de sanções administrativas e a criação de relatórios que orientam políticas públicas de controle financeiro.

    Legislação para compliance

    A legislação brasileira é ampla e abrange diversas áreas que impactam diretamente as práticas de compliance. Conheça algumas das principais leis e normas:

    Código de Defesa do Consumidor

    O Código de Defesa do Consumidor (CDC) estabelece direitos e deveres entre consumidores e empresas. No contexto de compliance, ele é fundamental para garantir práticas comerciais justas, transparentes e livres de abusos.

    Lei de Lavagem de Dinheiro

    A Lei nº 9.613/1998 define crimes de lavagem de dinheiro e estabelece mecanismos de controle financeiro. Essa legislação exige que empresas de setores específicos, como bancos, adotem políticas de prevenção e monitoramento.

    Lei Antitruste

    A Lei nº 12.529/2011 visa combater práticas anticoncorrenciais, como monopólios e cartéis. Sua aplicação é essencial, especialmente para compliance concorrencial, para promover um ambiente de negócios justo e competitivo.

    Lei de Acesso à Informação

    Sancionada em 2011, a Lei nº 12.527 garante a transparência e o acesso a dados públicos. No âmbito do compliance, ela reforça a importância da prestação de contas por parte de empresas e órgãos públicos.

    Lei Anticorrupção

    A Lei nº 12.846/2013 responsabiliza empresas por atos de corrupção, mesmo que realizados por seus funcionários. Ela destaca a necessidade de programas internos de compliance para prevenir práticas ilícitas.

    Lei de Conflito de Interesses

    Essa legislação define limites entre as atividades públicas e privadas de agentes públicos, evitando conflitos éticos. É uma diretriz importante para empresas que interagem com o setor público.

    Lei das Estatais

    A Lei nº 13.303/2016 regula a governança e a transparência nas empresas públicas, estabelecendo requisitos de conformidade e integridade.

    Avanços na legislação

    Nos últimos anos, o Brasil registrou avanços significativos na legislação de compliance, refletindo a evolução de práticas globais e a crescente demanda por transparência.

    Novo decreto lei anticorrupção

    Atualizações na Lei Anticorrupção reforçaram a obrigatoriedade de programas de integridade em empresas que contratam com o poder público.

    Programa Emprega+Mulheres

    O programa busca promover a igualdade de gênero e garantir ambientes de trabalho mais inclusivos. Essa medida é parte de uma legislação mais ampla voltada à responsabilidade social das empresas.

    Alteração da Lei de Defesa da Concorrência

    As mudanças visam tornar mais eficiente o combate a práticas anticoncorrenciais, incentivando mercados mais equilibrados e competitivos.

    Consequências da não conformidade e sanções administrativas

    A não conformidade com a legislação pode acarretar graves sanções, incluindo multas milionárias, suspensão de atividades, perda de licenças e danos reputacionais.

    Em casos de corrupção e lavagem de dinheiro, as penalidades podem incluir prisão de executivos e bloqueio de bens das empresas envolvidas.

    Além das sanções legais, a falta de compliance pode afastar investidores e comprometer a sustentabilidade financeira da organização.

    Como se manter em conformidade

    Manter-se em conformidade exige um esforço contínuo. Aqui estão algumas práticas essenciais:

    • Auditorias regulares para identificar e corrigir riscos;
    • Treinamentos constantes para funcionários sobre as leis aplicáveis;
    • Códigos de conduta claros e alinhados à legislação vigente;
    • Monitoramento de terceiros para evitar parcerias com empresas envolvidas em práticas ilícitas.

    Tecnologias para compliance

    As tecnologias têm se tornado aliadas indispensáveis no compliance. Ferramentas como inteligência artificial e big data permitem monitorar transações, identificar irregularidades e garantir a conformidade em tempo real.

    É o caso da nossa plataforma de background check, que foi desenvolvida para ajudar as empresas a identificarem riscos associados a pessoas, empresas e ativos.

    Com ela, é possível realizar a verificação de antecedentes e a análise de integridade de parceiros comerciais, fornecedores e colaboradores, garantindo que todas as relações de negócios estejam alinhadas com as normas de compliance.

    Além disso, nossa plataforma permite o monitoramento contínuo dessas informações, com atualizações em tempo real, possibilitando que você tome decisões mais assertivas e mitigue riscos antes que se tornem problemas.

  • O que é Compliance? Entenda, veja os tipos e como aplicá-lo

    O que é Compliance? Entenda, veja os tipos e como aplicá-lo

    Compliance é o conjunto de práticas e boas práticas adotadas por uma organização para garantir que suas operações, políticas e comportamentos estejam em conformidade com a regulamentação vigente. 

    Nos últimos anos, o termo compliance tem ganhado destaque no ambiente corporativo, sendo reconhecido como um fator essencial para o sucesso sustentável das organizações.

    Afinal, em um cenário globalizado, onde regras e exigências mudam rapidamente, estar em conformidade é crucial para evitar problemas legais e éticos.

    Mais do que isso, novos riscos que vão além da simples conformidade se tornam cada vez mais evidentes, e o compliance pode atuar como um agente essencial na gestão desses riscos.

    Mas, então, o que realmente significa compliance, e por que ele é tão importante para as empresas?

    Continue a leitura e tenha uma visão completa sobre o compliance, sua importância e como ele pode ser o alicerce de uma cultura organizacional íntegra e de uma gestão de riscos eficaz.

    Imagem de uma reunião em um ambiente de trabalho, com cinco profissionais em torno de uma mesa discutindo. No centro, uma mulher gesticula e fala enquanto os outros escutam atentamente. Um ícone digital de cadeado com círculos ao redor, simbolizando segurança e proteção de dados, está sobreposto à imagem.
    Compliance Team

    O que é compliance

    O termo “compliance” vem do verbo em inglês “to comply”, que significa “cumprir” ou “estar em conformidade”.

    Mas o que é o compliance no contexto empresarial?

    O compliance refere-se à conformidade com normas e regulamentos aplicáveis à atividade de uma empresa, seja no âmbito interno (como políticas e códigos de conduta) ou externo (como leis e regulamentações governamentais).

    Em outras palavras, compliance é o compromisso de agir corretamente e dentro dos parâmetros legais e éticos estabelecidos.

    Nesse sentido, é possível imaginar o compliance como uma espécie de “guardião” , responsável por garantir que todos os processos estejam em ordem e que seus públicos sigam padrões éticos e legais.

    Qual a importância e papel do compliance

    Entendemos o papel do compliance. Mas por que ele é importante para sua empresa?

    Existem três razões principais. Vamos conferir:

    Redução de Penalidades

    Em primeiro lugar, ao garantir a integridade da organização, o compliance evita que sua empresa sofra penalidades que podem comprometer tanto sua reputação quanto sua continuidade no mercado.

    📖 Leia também: Sanções administrativas: o que são e quais os tipos

    Diferencial Competitivo

    Em um mundo globalizado, a conformidade não é apenas uma questão de cumprir regras; é também um diferencial. Empresas que seguem padrões éticos ganham mais credibilidade e conquistam a confiança do público e do mercado, reduzindo riscos reputacionais.

    Prevenção de Fraudes e Golpes

    Por último, o compliance exige constante vigilância sobre possíveis vulnerabilidades que possam comprometer a integridade da organização. Dessa forma, o time de conformidade ajuda a prevenir fraudes, práticas corruptas e outros problemas que podem surgir na operação.

    Quais são os tipos de compliance?

    Como vimos, o compliance não se resume apenas ao cumprimento de regras e regulamentos. Ele abrange diversas áreas, cada uma com foco específico para garantir que a empresa opere de forma ética, segura e em conformidade com leis e padrões de mercado e gerencie riscos da maneira correta. Então, vamos conferir alguns dos principais tipos de compliance?


    Compliance focado em conformidade regulatória

    Como o próprio nome diz, é o compliance que busca assegurar que está em conformidade com todas as leis e normas aplicáveis ao seu setor.

    Compliance trabalhista 

    Se concentra em garantir que uma empresa esteja em conformidade com normas e regulamentações relacionadas aos direitos dos trabalhadores e às relações de trabalho.

    👉 Veja também: Compliance trabalhista: o que é e como implementar na sua empresa

    Compliance consumerista

    É a área de compliance focada em regulamentações de proteção ao consumidor. Nesse sentido, coloca a organização para respeitar os direitos do consumidor, promover transparência nas informações, assegurar a qualidade e segurança dos produtos e, acima de tudo, tratar o cliente com ética e respeito.

    Compliance em compras 

    Cuida da adoção de práticas e controles que garantem que os processos de compras e aquisições dentro de uma organização.

    Compliance concorrencial

    Esse tipo de compliance tem como objetivo evitar práticas anticoncorrenciais, como formação de cartel, abuso de posição dominante e outras condutas que possam prejudicar o mercado e os consumidores.

    ➡️ Você pode saber mais em Compliance concorrencial: o que é e quais seus benefícios

    Compliance em hotelaria

    Assegura que um hotel opere dentro dos padrões legais e regulatórios, ao mesmo tempo em que protege seus hóspedes.

    Principais legislações e compliance

    No campo do compliance, conhecer e estar atualizado sobre as principais legislações é essencial para que empresas e profissionais sigam diretrizes legais e éticas em suas operações. Por isso, separamos as principais legislações para você conhecer!

    Lei Anticorrupção

    A Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013) é uma das legislações mais significativas. Ela estabelece a responsabilidade objetiva das empresas envolvidas em atos de corrupção contra a administração pública, nacional ou estrangeira.

    Lei Geral de Proteção de Dados

    A LGPD é uma legislação recente que regula o tratamento de dados pessoais no Brasil. Ela exige que empresas adotem práticas de proteção e privacidade de dados, incluindo o consentimento do titular dos dados e medidas de segurança contra vazamentos e acessos indevidos.

    Confira mais sobre Veja como funciona a LGPD no mercado financeiro

    Código de Defesa do Consumidor

    O Código de Defesa do Consumidor (CDC I Lei nº 8.078/1990) é uma legislação para as práticas de compliance nas relações de consumo. Ele exige que empresas tratem os consumidores com transparência, ética e respeito.

    Lei das Sociedades por Ações

    A Lei das Sociedades por Ações (Lei nº 6.404/1976) regula as empresas de capital aberto e define diretrizes para a governança corporativa, transparência e responsabilidade dos administradores.

     Compliance e governança corporativa

    Compliance e governança corporativa são pilares fundamentais para a sustentabilidade e reputação das organizações. Juntas, essas áreas garantem que as empresas operem em conformidade com leis, regulamentações e princípios éticos, alinhando seus objetivos com o interesse de stakeholders e a proteção do mercado.

    Governança corporativa: A governança corporativa estabelece a estrutura de liderança e os mecanismos de controle que guiam as decisões empresariais, visando transparência, responsabilidade e equidade. 

    Compliance: Já o compliance atua como um sistema de controle interno, assegurando que todas as práticas organizacionais estejam em conformidade com as legislações vigentes e regulamentos específicos do setor. 

    Nesse sentido, uma governança corporativa eficiente facilita a aplicação das políticas de compliance, pois cria uma cultura organizacional pautada pela ética e pela responsabilidade. 

    Ou seja, juntas, elas aprimoram a confiança de investidores e clientes, além de reduzir riscos legais e operacionais.

    Compliance e ESG 

    Outra área que se relaciona com o Compliance é a parte responsável pelas práticas ESG (Environmental, Social, and Governance) que fortalece o compromisso das empresas com práticas éticas e sustentáveis..

    Essa relação acontece porque, juntos, o compliance e ESG alinham a organização com as demandas de um mercado consciente. Desse modo, ao se integrarem, a empresa consegue mitigar riscos, fortalecer a ética organizacional e agregar valor à marca.

    Quer entender mais sobre? Leia em ESG e Compliance: Entenda a relação e benefícios para sua empresa.

    Os Know Yours de compliance 

    Os “Know Yours” de compliance são práticas fundamentais que ajudam a mitigar riscos e promover integridade nos negócios.

    Esses Know Yours englobam processos como Know Your Customer (KYC), Know Your Supplier (KYS), Know Your Employee (KYE), Know Your Partner (KYP) e Know Your Business (KYB), cada um voltado para um grupo específico de stakeholders.

    • Know Your Customer (KYC): Focado na verificação de identidade dos clientes, o KYC combate fraudes e lavagem de dinheiro, garantindo conformidade com leis anticorrupção e de segurança financeira.
    • Know Your Supplier (KYS): Avalia fornecedores para evitar associações com práticas ilegais ou antiéticas, incluindo a verificação de antecedentes, certificações e práticas de sustentabilidade e compliance.
    • Know Your Employee (KYE): Previne conflitos de interesse e assegura conformidade interna ao identificar e monitorar potenciais riscos com colaboradores, desde a contratação até o acompanhamento contínuo.
    • Know Your Partner (KYP): Avalia e monitora parceiros de negócios, garantindo que estejam alinhados com os padrões éticos e legais da empresa, minimizando o risco de associação com práticas corruptas ou inidôneas.
    • Know Your Business (KYB): Focado em verificar e entender as entidades empresariais com as quais a organização se relaciona, o KYB visa confirmar a legitimidade e regularidade dessas entidades, especialmente em contextos de fusões, aquisições e investimentos.

    Compliance como protagonista na gestão de riscos

    Apesar do compliance atuar focado em manter a conformidade, ele é uma peça fundamental para o gerenciamento de riscos e pode ajudar a empresa a mitigar vulnerabilidades que vão além da conformidade. 

    Veja bem, hoje, com a dinamicidade do mercado, as vulnerabilidades que podem afetar as empresas são diversas. Nesse sentido, é necessário estar preparado para trabalhar com todos os tipos de riscos envolvidos na cadeia de valor. 

    Por isso, o compliance deve atuar como agente protagonista na gestão de riscos, ajudando a identificar e mitigar ocorrências que possam prejudicar a empresa. 

    ➡️ Quer saber como? Fale com um de nossos especialistas.

    Indicadores de compliance

    Além de exercer o papel de garantir conformidade, o compliance deve mensurar e avaliar esse trabalho. Mas como fazer isso? Por meio dos indicadores de compliance.

    Os indicadores de compliance são métricas essenciais para avaliar a eficiência das práticas de conformidade nas organizações, ajudando a identificar áreas de melhoria e a garantir alinhamento com regulamentações e normas éticas. 

    Como os principais indicadores, temos taxas de grau de risco de integridade, conformidade em treinamentos, número de denúncias e eficácia das políticas de prevenção à fraude. 

    Esses dados não apenas monitoram o cumprimento de compromissos legais, mas também facilitam a comunicação com stakeholders sobre governança e responsabilidade social.

    Vamos conferir mais sobre? Visite nosso artigo 5 Indicadores de Compliance para Avaliar a Efetividade do seu Programa

    Como implementar programa de compliance 

    Para criar um programa de compliance eficaz, comece com uma avaliação de riscos para identificar áreas vulneráveis da organização.

    Desenvolva um código de conduta claro e implemente treinamentos regulares para garantir que todos compreendam as políticas. Estabeleça canais de comunicação seguros, como linhas de denúncia, para relatar preocupações.

    Além disso, crie um sistema de monitoramento e auditoria para avaliar a eficácia do programa, promovendo ajustes conforme necessário e assegurando um compromisso contínuo com a conformidade e a ética.

    Vantagens do Compliance para Sua Empresa

    Implementar um bom compliance em sua empresa pode trazer para ela diversos benefícios. Veja os principais!

    • Mitigação de riscos: Reduz riscos legais e financeiros.
    • Cultura de conformidade: Promove integridade e ética organizacional.
    • Fortalecimento da reputação: Melhora a imagem da empresa no mercado.
    • Redução de custos : Reduz os riscos e por consequência custos.
    • Conformidade: Garante adesão a regulamentações e normas.
    • Benefícios competitivos: Facilita o acesso a novos mercados.
    • Ambiente seguro: Contribui para um ambiente de trabalho mais seguro e engajado.

    Gostaria de se especializar nessa área? Conheça alguns cursos de compliance!

    O que um analista de compliance faz?

    Um analista de compliance é responsável por garantir que uma empresa esteja em conformidade com leis, regulamentações e normas internas. Ele atua monitorando, analisando e implementando políticas e procedimentos que asseguram que todas as operações estejam dentro dos padrões exigidos.

    Qual a lei do compliance?

    No Brasil, a principal legislação que fundamenta o compliance é a Lei Anticorrupção (Lei nº 12.846/2013), que responsabiliza empresas por atos de corrupção contra a administração pública. Ela incentiva a implementação de programas de integridade para prevenir e detectar irregularidades. Além disso, o compliance também é apoiado por normas como a LGPD e regulamentações específicas de setores.

    Quais são as 3 fases do compliance?

    As três fases do compliance são prevenção, detecção e resposta.

    Como somar o compliance à gestão de riscos?

    Para somar o compliance à gestão de riscos, é essencial integrar práticas de conformidade nas avaliações de riscos, garantindo que os requisitos legais e regulatórios sejam considerados nas análises. Além disso, utilizar ferramentas e processos que alinhem as duas áreas pode otimizar a eficácia das estratégias de gestão de riscos.

  • Due Diligence: Entenda o que é e como  implementar

    Due Diligence: Entenda o que é e como implementar

    Due Diligence ou diligência prévia é o nome dado ao processo de análise de informações sobre uma pessoa ou empresa realizado previamente. Isto é, um processo  importante para realizar antes de concretizar novas parcerias. 

    No cenário atual, onde a dinâmica das empresas é marcada por alta competitividade  e as regulamentações estão cada vez mais rigorosas, investir em processos que te ajudem a mitigar problemas é fundamental.

    Nesse sentido, surge a due diligence. Essa uma estratégia interessante para você que deseja identificar e antecipar riscos relacionados a empresas. 

    Continue sua leitura para entender o que é esse processo e como implementá-lo em sua empresa.

    O que é due diligence

    Também conhecida como diligência devida ou prévia, a due diligence refere-se ao processo cuidadoso de identificar e antecipar riscos antes de concretizar novas parcerias. 

    Ou seja, quando há a possibilidade de surgir uma nova parceria comercial, a due diligence te ajuda a entender os riscos envolvidos nessa negociação.

    Nesse sentido, é possível dizer que a due diligence faz parte de um processo de gestão de riscos e compliance e, tem como etapas, auditorias, análises e previsões e, também, identificação de oportunidades.

    Equipe de profissionais analisando documentos e gráficos durante um processo de due diligence para avaliar a viabilidade de uma parceria estratégica.
    Due Diligence em processo

    Qual o objetivo da due diligence?

    A due diligence deve acontecer antes de uma negociação sobre parceria efetivamente ser concretizada.

    Sob essa visão, podemos dizer que esse processo tem como objetivo avaliar terceiros. Isto é, entender os riscos relacionados a parceiros, fornecedores, colaboradores e ativos. 

    Um exemplo prático do uso da due diligence é a situação de fusão ou aquisição. Nesse caso, a devida diligência ajuda a entender os pontos e riscos deste processo.

    Quais os principais tipos de diligência prévia

    A due diligence pode ser classificada em diferentes tipos, dependendo do foco e do objetivo da análise. Veja os principais tipos!

    Due diligence trabalhista

    Esse tipo de due diligence visa identificar possíveis passivos e riscos relacionados às relações de trabalho, incluindo a conformidade com a legislação trabalhista, contratos de trabalho, políticas internas e obrigações previdenciárias.

    Due diligence jurídico

    Durante essa análise, são examinados documentos e contratos relevantes, como estatutos sociais, acordos comerciais, licenças, autorizações e registros de propriedade intelectual.

    Due diligence financeiro

    O principal objetivo dessa prática é avaliar a saúde financeira da organização, assegurando que os dados apresentados nas demonstrações financeiras sejam precisos, completos e estejam em conformidade com as normas contábeis vigentes.

    Due diligence imobiliário

    Esse tipo busca garantir que todas as informações relevantes sobre o imóvel estejam claras e corretas, minimizando riscos e protegendo o comprador ou investidor de problemas futuros.

    Due diligence e antifraude

    Refere-se ao processo de investigação detalhada e avaliação de uma empresa, transação ou indivíduo para identificar e mitigar riscos de fraude.

    Leia também: Conheça 5 métodos de Prevenção à Lavagem de Dinheiro

    Devida diligência e compliance

    Para o compliance, a due diligence exerce um papel fundamental. Isso porque, ao realizar investigações detalhadas sobre novos parceiros, a empresa assegura que todas as suas relações comerciais estão em conformidade com as normas legais e éticas. 

    Além disso, a devida diligência garante que as decisões empresariais sejam baseadas em dados precisos e análises criteriosas, reduzindo a exposição a riscos que possam comprometer a sustentabilidade e a reputação da empresa

    Como realizar a due diligence? 

    Realizar uma due diligence eficiente é fundamental para garantir a segurança em transações comerciais, como fusões, aquisições e parcerias estratégicas.

    Esse processo envolve a análise minuciosa de aspectos financeiros, legais, operacionais e até reputacionais de uma empresa ou ativo, com o objetivo de identificar riscos ocultos e assegurar que todas as informações relevantes sejam conhecidas antes de uma tomada de decisão.

    A seguir, explicaremos os principais passos para conduzir uma due diligence de forma eficaz, minimizando riscos e protegendo os interesses do seu negócio.

    Passo 1: Ter um código de ética e políticas de integridade

    Para iniciar a implementação da due diligence, é importante ter em sua empresa uma política e normas bem estabelecidas sobre processo de gestão de riscos.

    Passo 2: Criar e desenvolver um programa de integridade

    Baseada nas normas e políticas, o próximo passo é estruturar um programa de integridade. Nele, todas as normas da política serão colocadas em prática.

    Passo 3: Investir em tecnologias e processos de análise de riscos

    Para realizar a due diligence é importante utilizar tecnologias e ferramentas que otimizem o processo e minimizem erros.

    Passo 4: Realizar a avaliação de terceiros

    Como vimos anteriormente, é essencial realizar a due diligence de terceiros. Isto é, antecipar riscos que parcerias, fornecedores, colaboradores e ativos podem representar para sua empresa.

    Veja também: Know Your Employee (KYE): qual a importância para o seu negócio

    Passo 5: Realizar monitoramento contínuo e auditorias

    Mesmo realizando a antecipação dos riscos, você pode e deve manter o monitoramento das parcerias, mapeando riscos que possam surgir.

    Por que KYC e os outros “Know Your” estão relacionados a devida diligência?

    O conceito de KYC, junto com outros processos “Know Your” (Know Your Partner, Know Your Employer, Know Your Suplier e Know Your Business) está diretamente relacionado à due diligence porque ambos visam garantir que as partes envolvidas em uma transação ou relação comercial sejam confiáveis e estejam em conformidade com as normas legais e regulatórias.

    No caso do KYC, o objetivo é conhecer profundamente seus clientes, verificando sua identidade e histórico, a fim de prevenir problemas como lavagem de dinheiro, financiamento ao terrorismo e fraudes. Processos como Know Your Partner e Know Your Supplier seguem a mesma lógica, mas são aplicados a parceiros comerciais e fornecedores, assegurando que essas relações sejam transparentes e éticas.

    Esses mecanismos fazem parte da due diligence, pois ajudam a realizar uma análise criteriosa das partes envolvidas antes de fechar qualquer acordo. Assim, ao coletar e validar informações precisas, as empresas conseguem identificar riscos ocultos e evitar problemas futuros, protegendo sua reputação e evitando sanções legais.

    Qual a diferença da due diligence e investigação?

    A principal diferença entre due diligence e investigação está no foco e no propósito de cada processo. 

    A due diligence é uma análise preventiva, realizada antes de transações comerciais. Já a investigação é uma análise reativa, geralmente conduzida quando já há suspeitas de irregularidades, fraudes ou má conduta.

    Ou seja, enquanto a due diligence busca prevenir problemas, a investigação visa descobrir e solucionar questões que já ocorreram.

    Vantagens da due diligence para sua empresa

    As vantagens do processo de due diligence são inúmeras e fundamentais para a segurança e sucesso de transações comerciais. Algumas das principais são:

    1. Identificação de riscos ocultos: O processo permite detectar problemas financeiros, legais, operacionais e reputacionais que poderiam comprometer o negócio ou a parceria.
    2. Tomada de decisão mais informada: Com uma análise detalhada de todos os aspectos da empresa ou ativo, é possível tomar decisões baseadas em dados concretos, minimizando incertezas.
    3. Prevenção de fraudes e irregularidades: A due diligence ajuda a verificar a legitimidade das partes envolvidas, evitando fraudes, corrupção ou inconsistências documentais.
    4. Segurança jurídica: O processo assegura que a transação está em conformidade com a legislação, reduzindo riscos de litígios futuros.
    5. Valorização do investimento: Ao conhecer detalhadamente o ativo ou a empresa, o comprador pode negociar melhor os termos e garantir um retorno mais seguro sobre o investimento.
    6. Proteção da reputação: Evitar parcerias com empresas ou indivíduos envolvidos em práticas antiéticas preserva a imagem e a credibilidade da sua organização no mercado

    Background check e antecipação de riscos

    Com nossa tecnologia de background check você consegue identificar de forma prévia potenciais riscos associados a novas parcerias comerciais.

    Em poucos minutos e em tempo real, nossa plataforma gera um relatório completo e detalhado com a indicação de possíveis ocorrências e a classificação dos riscos, de acordo com seus critérios.

    Assim, você consegue tomar decisões mais assertivas e mitigar problemas legais e financeiros.

    Quer saber mais? Visite nosso site e conheça nossa plataforma.

     

  • Compliance consumerista: veja como se manter em conformidade com seus consumidores

    Compliance consumerista: veja como se manter em conformidade com seus consumidores

    O compliance consumerista é uma área do programa de compliance que é responsável por garantir a conformidade nas relações desenvolvidas com os consumidores de uma empresa.

    Uma prova da importância do compliance consumerista é que em caso de algum processo judicial por conta de problemas com clientes do seu negócio, os tribunais costumam avaliar o seu comprometimento com o programa de compliance consumerista a fim de tirar conclusões acerca da relação de credibilidade e confiança entre a sua empresa e o consumidor.

    Ou seja, este programa de conformidade gera valor não só para os clientes, mas também para diversos outros setores sociais.

    Se você quer entender melhor como evitar riscos relacionados a problemas com a clientela de sua organização, leia este artigo!

    O que é compliance consumerista?

    Compliance consumerista

    O compliance consumerista é a parte responsável por gerir os riscos comuns na relação de sua empresa com os consumidores.

    Este conjunto de práticas e políticas, além de evitar riscos, assegura que os seus clientes estejam adequadamente amparados por leis que garantem seus direitos.

    Nesse sentido, podemos dizer que ele engloba um conjunto de práticas e políticas que ajudam a manter a conformidade com leis que garantem o direito do consumidor. Além disso, o compliance consumerista pode e deve olhar para situações de riscos, ajudando a empresa a lidar melhor com possíveis ameaças e assim a reduzir danos.

    Sintetizando: o compliance consumerista atua justamente na garantia da integridade dos direitos de quem compra um produto ou contrata um serviço.

    Importância do compliance consumerista

    O compliance consumerista será o melhor aliado da sua empresa na garantia de confiança entre seu negócio e a clientela. Com políticas e ações que deixem claro o respeito da sua organização pelas normas que regem os direitos dos consumidores, você tende a garantir o respeito e a confiança não só dos clientes, mas de todos os stakeholders.

    No caso do Brasil, a principal lei de garantia dos direitos dos clientes e estabelecimento de obrigações das empresas é o Código de Defesa do Consumidor (CDC). Se manter em conformidade com este código é uma das principais maneiras de garantir o compliance do seu negócio nesta área.

    Além disso, também pode se tornar um dever da área de compliance consumerista da sua empresa conscientizar os consumidores a respeito dos seus direitos, incorporando, assim, uma cultura de confiança mútua.

    Atribuições do compliance consumerista?

    Entre as principais funções do compliance consumerista, estão:

    Proteger os consumidores:

    A sustentação de um programa bem planejado e executado de compliance consumerista oferece amparo legal aos clientes do seu negócio, oferecendo mais confiança aos compradores do seu produto ou serviço.

    Gestão de reputação da sua empresa:

    O estabelecimento de um plano de compliance consumerista garante o fortalecimento da sua empresa perante o público, acionistas, colaboradores e diversos outros stakeholders. Desta maneira você pode evitar riscos reputacionais que, além de manchar a imagem do seu negócio, também podem se refletir nas finanças da sua organização. A ausência do compliance consumerista pode acarretar em problemas públicos de irregularidades com os consumidores da sua empresa e criar obstáculos na garantia de autoridade da sua marca.

    Prevenção de riscos legais:

    Ao se manter de acordo com as leis de consumo vigentes para a sua área de atuação, o seu negócio previne riscos regulatórios, multas, processos judiciais e outros tipos de penalidade ocasionadas pelo desvio de funções legais. Desta maneira, você pode evitar prejuízos financeiros e reputacionais.

    Principais leis sobre consumo no Brasil

    Além do Código de Defesa do Consumidor que, como já mencionamos, é a principal maneira de garantia da conformidade consumerista da sua empresa, algumas outras leis para ficar atento são:

    Constituição Federal de 1988

    Uma das provas de que o compliance consumerista não pode ser ignorado é que a Constituição Federal de 1988. O principal documento constitucional do Brasil inscreve a defesa do consumidor como um dos direitos fundamentais dos cidadãos brasileiros. O artigo que garante este direito é uma cláusula pétrea, ou seja, não pode ser alterado e nem eliminado por emendas.

    Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)

    Esta lei é responsável por um conjunto de regras para a coleta, tratamento, armazenamento e compartilhamento de dados de terceiros. Ao violar a privacidade de qualquer indivíduo, as empresas se colocam em risco legal e estarão sujeitas a julgamento por violação jurídica.

    Lei do Superendividamento

    Esta lei garante que consumidores que assumam sua impossibilidade de arcar com dívidas contraídas não sejam obrigados a comprometer o necessário para sua sobrevivência. A lei obriga as empresas a deixarem claro todos os custos, taxas e encargos que possam elevar o custo final do produto ou serviço adquirido pelos clientes. Esta é uma lei que também deve ser respeitada em um programa de compliance consumerista.

    Com um programa de compliance bem estruturado, a sua empresa pode se manter atualizada sobre a criação de novas leis de consumo ou atualizações das leis atuais e garantir que seu negócio se mantenha em conformidade.

    Como implementar um programa de compliance consumerista?

    A implementação de um programa de compliance consumerista é um processo que pode ser realizado por meio da adoção de algumas etapas. Veja as principais etapas:

    Mapeamento de riscos

    Antes de começar a implementação, a sua empresa deve fazer um mapeamento completo dos riscos e práticas atuais da sua empresa em relação às leis de defesa do consumidor. Isso dará uma noção de medidas que precisam ser tomadas com certo senso de urgência.

    Desenvolvimento de procedimentos internos

    O estabelecimento de procedimentos internos para definir padrões de conduta ao lidar com consumidores oferecerá uma noção geral a todo o público interno. Implementar procedimentos específicos para atender aos clientes e proteger dados e maneiras de lidar com reclamações, garantirá que toda a organização esteja a par das práticas adequadas.

    Capacitação e contratação de colaboradores

    Depois de adotar medidas para deixar o público interno a par das mudanças, é importante que sejam promovidos treinamentos com todos os colaboradores. Em específico os que lidam com os consumidores, a fim de mostrar na prática como a empresa deseja conduzir a relação com os clientes.

    Auditoria contínua

    Ao realizar auditorias internas com frequência, você garante que todos os procedimentos estão sendo seguidos à risca. Desse modo, você consegue diminuir o risco de desvios de conduta que possam causar problemas de conformidade para o seu negócio.

    Atualização constante do programa

    Após a implementação completa do programa, você precisa encontrar maneiras de manter as diretrizes atualizadas, buscando renovações nas leis e problemas práticos nas suas soluções. Desta maneira, sua empresa garante a eficiência de todo o trabalho implementado.

    Tecnologias que podem facilitar na adoção do compliance consumerista

    Soluções de gestão de relacionamento com o cliente (CRM)

    As soluções de CRM facilitam o agrupamento e a organização dos dados essenciais dos clientes. Desta maneira, você pode monitorar com mais clareza as informações sobre os seus consumidores e garantir que todos os dados estejam sendo usados somente para fins autorizados por lei. 

    Além disso, esta solução cria um histórico de interações com os clientes e facilita na realização de auditorias internas para verificar se as ações dos colaboradores estão em conformidade com as leis.

    Ferramentas de monitoramento de redes sociais

    As plataformas de monitoramento de redes sociais possibilitam o rastreamento sobre o que os consumidores dos seus produtos e serviços estão dizendo sobre o seu negócio. 

    Desta maneira, você pode identificar possíveis violações dos direitos dos clientes e facilitar a manutenção da conformidade consumerista.

    Leia também: “O que é Know Your Customer (KYC) e qual sua importância?

    Soluções de Background Check

    Com soluções de background check, a sua empresa pode aprimorar seu processo de Know Your Customer (KYC). Ou seja, consegue identificar com quem está se relacionando de maneira completa, identificando possíveis riscos na parceira.

    Isso te ajuda a evitar e proteger sua empresa, reduzindo danos e gastos significativos que podem afetar sua organização. 

    Se interessou e quer saber mais? Conheça nossa solução de Background Check clicando aqui.

  • Big data: A importância dos dados para suas decisões

    Big data: A importância dos dados para suas decisões

    Big Data é o nome dado ao conjunto de dados que têm maior variedade, volumes crescentes e velocidade.

    Com a complexidade empresarial atual, a tomada de decisões baseada em dados se tornou um diferencial competitivo muito importante.

    Por essa razão e por conta da grande quantidade de informações geradas diariamente, o conceito de Big Data tem ganhado destaque como uma ferramenta poderosa para coletar, analisar e interpretar esses dados em larga escala.

    Ao integrar essas análises nos processos de decisão, as organizações podem tomar medidas mais precisas e informadas, otimizando operações e melhorando a experiência do cliente. Então, continue a leitura e entenda como a análise de Big Data pode beneficiar sua empresa!

    O que é Big Data?

    Big data é um conjunto de informações com uma complexidade tão alta a ponto de não poderem ser processados e analisados utilizando métodos simples.

    De modo simplificado, são dados presentes em servidores e empresas que podem ser acessados. Ou seja, que estão disponíveis na rede mundial de computadores e pode ser acessado remotamente.

    E como esses dados são gerados? De maneira contínua no nosso dia a dia. Toda ação que executamos ao navegar na internet, por exemplo, gera informações.

    Como surgiu o conceito

    Por ser algo tão tecnológico, associamos o conceito de Big Data como algo muito recente, mas a verdade é que já armazenamos dados faz tempo.

    Pense em como os cadastros eram feitos antigamente ou em bibliotecas. Tudo isso já era armazenamento de dados.

    Acontece que, hoje, esse processos ganha nome de Big Data graças a Doug Laney. O mesmo responsável pelos 5 V’s que vamos entender mais abaixo!

    Os 5 V’s do Big Data

    Como vimos na definição, o big data é caracterizado por alguns Vs.

    Eles são: Volume, Velocidade, Variedade, Variabilidade e Vínculo.

    O volume refere-se aos mais de 2,5 quintilhões de dados produzidos diariamente que produzem um alto volume de informações.

    Em seguida, temos o V de Velocidade. Isso porque esses dados seguem um fluxo de alta velocidade. Isto é, a todo tempo tempos novos dados sendo trabalhados e atualizados.

    O próximo V é Variedade. Os dados podem aparecer de diferentes formas, cores, tamanhos, layouts.

    Já o V de variabilidade refere-se a capacidade dos dados de crescerem constantemente, mas, paralelo a isso, esses elementos mudam e não são necessariamente consistentes.

    É preciso criar vínculos e conexões entre os dados para que eles possam ser analisados corretamente

    Como utilizar os dados em sua empresa?

    Os dados são essenciais para sua empresa, pois te ajudam a entender melhor situações, tendências e comportamentos. Assim, com essa visão, você consegue tomar decisões mais assertivas e reduzir riscos e prejuízos que incertezas poderiam causar.

    Leia também: Análise de riscos: o que é e em quais momentos utilizar

    Além disso, sua empresa pode se beneficiar desses dados conquistando vantagens como:

    Otimização de processos operacionais

    As análises baseadas em big data podem auxiliar também na identificação de falhas de eficiência em processos corporativos. Desta forma, as organizações podem corrigir as falhas e reduzir gastos financeiros.

    Análise de mercado

    Graças à quantidade de dados em série, as empresas podem monitorar seus concorrentes e identificar as mudanças demandadas em suas áreas de atuação.

    Mitigação de riscos

    Com os dados você consegue identificar rapidamente vulnerabilidades e trabalhar para solucioná-las, antes que se tornem prejuízos

    Além disso, ao fechar novas parcerias comerciais, você pode utilizar esses dados para realizar um Know Your Partner eficiente e reduzir problemas.

    Automação de processos

    Por fim, uma das principais vantagens do big data é ter a possibilidade de automatizar processos.

    A importância dos dados para a Gestão de riscos

    Como os dados te ajudam a ter uma melhor visão sobre o cenário de sua empresa, por consequência, eles são essenciais para a gestão de riscos.

    Isso porque, ao analisá-los é possível identificar riscos e vulnerabilidades de forma ágil e assertiva.

    Com isso, você consegue tomar providências para mitigar ou até mesmo anular possíveis riscos.

    Big data e compliance

    Provavelmente você deve estar se perguntando: Utilizar esses dados pode causar alguma implicação legal?

    Se você acessa esses dados seguindo as regulamentações e leis como a LGPD, você não precisa se preocupar.

    Até porque, ao utilizar o big data de forma correta, você consegue desempenhar um papel melhor na manutenção da conformidade de sua empresa com as leis e regulamentações vigentes.

    Como implementar soluções de big data na sua empresa

    O processo de implementação de soluções de big data pode ser complexo e exige o cumprimento de etapas importantes:

    Definição de objetivos

    Entenda quais são os problemas a serem solucionados com o big data e estabeleça metas claras. A definição de objetivos mensuráveis permitirá que você avalie o sucesso com o decorrer do tempo.

    Avaliação de infraestrutura

    Antes de implementar estas soluções, analise sua infraestrutura tecnológica para se certificar de que ela é capaz de comportar estas soluções. Caso encontre problemas em sua estrutura interna, defina a melhor forma de solucioná-los levando em conta as soluções a serem implementadas.

    Desenvolva uma estrutura de dados

    Antes de aplicar a solução, encontre as fontes de dados que possuem relevância na atuação do seu negócio e defina onde as informações serão armazenadas. Além disso, preze sempre pela qualidade deste material, fazendo varreduras de dados irrelevantes para otimizar o seu armazenamento.

    Monitoramento e gerenciamento de dados

    Defina processos para monitorar o desempenho dos sistemas de forma contínua e implemente práticas eficientes de gestão de dados. Isso garantirá a segurança e eficiência das suas informações.

    Avalie os resultados

    Sempre examine o desempenho das soluções e seu impacto nos processos internos. É importante que sua empresa colete o feedback dos profissionais envolvidos para manter a eficiência na implementação.

    Acesse nosso site e conheça soluções que utilizam grandes quantidades de dados para gerir riscos empresariais.

  • Governança e compliance: conceito, diferenças e desafios

    Governança e compliance: conceito, diferenças e desafios

    Governança corporativa e compliance são duas práticas que precisam andar de mãos dadas quando uma empresa busca garantir um futuro sólido e responsável. Apesar de possuírem focos diferentes, ambos se complementam, promovendo integridade e equilíbrio dentro dos negócios.

    Com o avanço tecnológico contínuo e com o aumento gradativo da importância da sustentabilidade e da responsabilidade social, as empresas precisam ter uma estratégia bem definida tanto para compliance, quanto para governança corporativa.

    Neste artigo iremos discutir sobre o que são os dois conceitos, suas diferenças e os desafios nas suas implementações.

    O que é governança corporativa?

    Governança e compliance

    Governança corporativa é o conjunto de práticas, políticas e processos pelos quais uma empresa é dirigida e controlada. Por meio do estabelecimento de estruturas e regras que conduzem as decisões e ações dos executivos e diretores, a governança atua com o fim de otimizar os processos administrativos de uma organização, pensando sempre em soluções estratégicas para tornar os processos internos mais eficazes.

    Algumas das funções da governança corporativa são:

    Definição de estrutura e responsabilidades

    Estabelecimento de uma estrutura para a definição de responsabilidades e hierarquias dentro de uma empresa.

    Tomada de decisões estratégicas

    Definição e revisão frequente das estratégias empresariais, incluindo objetivos a longo prazo e definição de planos de ação a longo, médio e curto prazo.

    Supervisão e monitoramento

    Supervisionar a atuação dos executivos para manter as operações alinhadas com os objetivos e princípios da empresa.

    O que é compliance?

    Compliance, derivado do verbo inglês “to comply”, diz respeito ao conjunto de disciplinas e práticas que garantem que uma organização esteja em conformidade com leis, regulamentos, normas e políticas internas. Esta prática tem o objetivo de prevenir, detectar e responder às condutas inapropriadas, diminuindo riscos jurídicos e reputacionais.

    Um programa de compliance funcional geralmente possui:

    Código de ética e conduta

    Diretrizes claras sobre comportamentos esperados e aceitáveis.

    Políticas e regras internas

    Normas que regulam as atividades e processos da empresa.

    Treinamento e educação contínua

    Programas de capacitação para garantir que os colaboradores sigam as normas de conformidade.

    Qual é a diferença entre governança corporativa e compliance?

    Apesar de serem práticas que se relacionam, governança corporativa e compliance possuem diferenças que você precisa entender:

    A governança corporativa está ligada à estrutura de uma empresa e nos processos de tomada de decisão dentro de uma organização. É ela quem irá estabelecer as diretrizes para a gestão com o fim de criar um valor sustentável e proteger os interesses dos acionistas e outros stakeholders.

    Já o compliance, como mencionamos acima, tem um foco na conformidade com leis, regulamentos e normas. Os seus objetivos são claros e diretos: assegurar que a empresa e seus funcionários sigam as regras e prevenir condutas inadequadas, evitando assim possíveis riscos regulatórios.

    De que forma os dois conceitos se relacionam?

    Mesmo sendo conceitos distintos, as duas práticas são altamente complementares. Se colocadas em prática da maneira correta, elas ajudam a garantir que uma organização funcione de maneira ética e em conformidade com as leis e regulamentos vigentes.

    Algumas das situações em que a governança corporativa e o compliance podem atuar de maneira conjunta são:

    Cultura organizacional

    A governança corporativa é responsável por promover uma cultura de ética e integridade dentro da organização, enquanto o compliance pode ter a função de promover programas de treinamento para garantir que todos os colaboradores sigam os princípios éticos estabelecidos pela governança.

    Auditoria e monitoramento

    Enquanto a governança corporativa implementa os processos de auditoria para avaliar a eficácia dos processos da empresa, o compliance trabalha ao lado da auditoria para identificar áreas de risco e desenvolver estratégias de correção, garantindo assim que as decisões da governança sejam respeitadas.

    Gestão de riscos

    O papel da governança, neste caso, é identificar, avaliar e gerenciar os riscos que uma empresa corre, sejam eles financeiros, jurídicos ou reputacionais. Já a área de compliance focará diretamente nos riscos legais e regulatórios, trabalhando para garantir que a empresa não viole normas e regulamentos.

    O uso de ferramentas automatizadas no processo de gestão de riscos pode diminuir consideravelmente o tempo gasto na checagem de possíveis ameaças. Para conhecer nossas soluções, acesse o nosso site.

    Medidas para fortalecer a governança corporativa e compliance

    Algumas das ferramentas que as empresas podem adotar para ajudar no fortalecimento das práticas de governança corporativa e compliance são:

    Softwares de gestão de riscos

    Com a automatização na verificação de pessoas e empresas, as organizações podem adquirir mais agilidade, segurança e transparência na hora de contratar, escolher seus parceiros e seguir as regulamentações de mercado

    Auditorias internas

    Os processos de auditoria auxiliam a melhorar a eficácia de práticas de governança por meio do monitoramento e tratamento de possíveis ameaças.

    Consultoria externa

    A contratação de consultorias com profissionais experientes pode ajudar na implementação e no aprimoramento das práticas de governança corporativa e compliance.

    Tendências atuais em governança corporativa e compliance

    Acompanhando as constantes evoluções tecnológicas, as práticas de governança e compliance estão em adaptação contínua. Algumas das tendências atuais para essas áreas são:

    Sustentabilidade e ESG (Ambiental, Social e Governança)

    Com um foco cada vez maior em práticas de sustentabilidade e responsabilidade social corporativa, as empresas têm sido cada vez mais avaliadas de acordo com seu desempenho em critérios de ESG.

    Regulamentações rigorosas

    Com leis e regulamentações cada vez mais rígidas, tem crescido a necessidade de que as empresas adotem práticas mais sólidas de governança e compliance, com o fim de evitar riscos regulatórios e problemas de conformidade.

    Adoção de ferramentas automatizadas

    O uso de inteligência artificial nos programas que substituem o trabalho manual repetitivo tem se tornado uma forte tendência nestas áreas. Um exemplo claro são as soluções de background check, que realizam checagens de antecedentes de possíveis parceiros de forma instantânea, deixando os usuários cientes de possíveis riscos.

    Para conhecer e testar as nossas soluções, entre em contato com um dos nossos especialistas e agende um teste na nossa plataforma.

  • Auditoria interna: Entenda como implementar esse processo

    Auditoria interna: Entenda como implementar esse processo

    A auditoria interna é uma ferramenta essencial para garantir que uma empresa esteja operando de maneira eficiente, ética e em conformidade com as regulamentações. 

    Por isso, é preciso entender como funciona esse processo, seus benefícios e como implementá-la de forma eficiente na sua organização.

    Continue a leitura e veja como garantir que você tenha todas as informações necessárias para entender e aplicar essa prática.

    Entenda o que é uma Auditoria Interna 

    A auditoria interna é um processo independente, objetivo e sistemático de avaliação e consultoria, projetado para  melhorar as operações de uma organização. 

    Sob essa visão, é possível dizer que a principal função da auditoria interna é ajudar a organização a alcançar seus objetivos, por meio de uma abordagem estruturada para avaliar e melhorar a eficiência dos processos de gestão de riscos, controle e governança.

    Ou seja, um processo fundamental para assegurar que uma empresa esteja operando de maneira eficiente, ética e em conformidade com as regulamentações. 

    Auditoria Interna

    Os principais objetivos da Auditoria Interna

    Os principais objetivos da auditoria interna incluem:

    • Avaliar a eficácia dos controles internos: Isto é, garantir que os processos e procedimentos internos sejam seguidos corretamente.
    • Identificar riscos: Detectar potenciais ameaças as operações da empresa, isto é, entender e avaliar os riscos por meio do processo de KYP.
    • Garantir conformidade: Verificar se a empresa está em conformidade com as leis e regulamentações aplicáveis.
    • Melhorar processos: Ao receber os resultados, é importante implementar melhorias para aumentar a eficiência operacional.

    Leia também: Riscos Regulatórios: Entenda o que são e como evitá-los

    Qual a importância da Auditoria Interna?

    A auditoria interna é importante, pois é a responsável por apresentar e oferecer os instrumentos e recursos necessários para que sua empresa identifique e corrija problemas antes que se tornem críticos.

    Isto é, ela ajuda sua organização a cumprir com as regulamentações e normas e, também, contribui significativamente para a melhoria contínua dos processos internos. 

    Auditoria Interna e Compliance

    A auditoria interna desempenha um papel muito importante na manutenção da conformidade com as leis e regulamentações.

    Ela ajuda a identificar áreas de não conformidade e a implementar medidas corretivas, protegendo a empresa de penalidades legais e danos à reputação.

    Outro ponto, é que ela ajuda o Compliance a olhar para demais riscos, além da conformidade. Isto é, riscos associados a pessoas, empresas e ativos.

    Veja os tipos de Auditoria Interna

    Existem vários tipos de auditoria interna, cada um focado em diferentes aspectos da operação da empresa:

    • Auditoria financeira: Avalia a precisão e integridade das demonstrações financeiras.
    • Auditoria operacional: Examina a eficácia e eficiência dos processos operacionais.
    • Auditoria de conformidade: Verifica a aderência às leis, regulamentos e políticas internas.
    • Auditoria de TI: Avalia a segurança e eficácia dos sistemas de tecnologia da informação.

    Como realizar uma Auditoria Interna? 

    Para elaborar uma auditoria interna é preciso seguir algumas etapas que são bem definidas para avaliar e melhorar os processos internos. Confira as principais! 

    01. Planejamento da auditoria

    No planejamento, os auditores internos definem a estrutura da auditoria, identificam os processos a serem revisados e estabelecem um cronograma. Eles também se reúnem com os responsáveis da área para entender melhor os riscos e controles específicos.

    02. Execução da auditoria

    Durante a execução, os auditores coletam e analisam dados, realizam entrevistas e observam os processos em ação. Eles testam os controles internos para verificar sua eficácia e documentam suas descobertas.

    03. Relatório de auditoria

    Por fim, após a execução, os auditores elaboram um relatório detalhado. Este relatório inclui: os problemas identificados durante a auditoria, consequências em potencial e ainda realizam recomendações e indicam pontos de melhoria para serem trabalhados.

    04. Monitoramento contínuo

    Além dessas etapas, é preciso realizar um acompanhamento constante. Nele, os auditores devem verificar se as recomendações foram implementadas e se os problemas identificados foram resolvidos, garantindo que a auditoria tenha um impacto duradouro.

    Vantagens de realizar Auditorias Internas

    Os benefícios de uma auditoria interna bem conduzida são muitos:

    • Melhoria da governança corporativa: Fortalece a supervisão e a responsabilidade.
    • Identificação e mitigação de riscos: Ajuda a evitar perdas e danos.
    • Eficiência operacional: Identifica oportunidades para melhorar a eficiência e reduzir custos.
    • Conformidade: Garante que a empresa esteja cumprindo todas as leis e regulamentos aplicáveis.

    Ou seja, a auditoria interna é uma ferramenta indispensável para qualquer organização que deseja operar de maneira eficiente, ética e em conformidade. Implementá-la de forma eficaz pode parecer desafiador, mas os benefícios superam em muito os esforços.

    Com um processo bem estruturado e o uso de tecnologias modernas, a auditoria interna pode transformar a maneira como uma empresa gerencia seus riscos e oportunidades.

    Quer saber mais sobre? Visite nosso site e fique por dentro!

  • Compliance no setor hoteleiro: Boas práticas para minimizar riscos em seu hotel

    Compliance no setor hoteleiro: Boas práticas para minimizar riscos em seu hotel

    Compliance no setor hoteleiro: Conheça as principais práticas de compliance que podem ajudar a reduzir riscos associados a pessoas e parceiros no mercado de hotéis e hospedagens.

    Você deve estar se perguntando: O que compliance tem a ver com a hotelaria?

    Mas aposto que você já se deparou com uma notícia dessa: “Assaltantes alugam apartamento por temporada e fazem reféns em prédio em Copacabana”.

    Pois é, essa é a questão que vamos explorar neste artigo. Afinal, o setor hoteleiro e de hospedagens se destaca por lidar constantemente com riscos associados a pessoas.

    Sejam novos hóspedes ou colaboradores, os hotéis precisam estar preparados para identificar e realizar a devida diligência em relação a seus parceiros, garantindo assim que nenhuma ameaça comprometa sua conformidade.

    Mas quais práticas podem trazer mais segurança e minimizar riscos para esse setor?

    Neste artigo, vamos detalhar como o compliance pode transformar a gestão hoteleira, garantindo não apenas a conformidade com leis e regulamentos, mas também promovendo uma operação mais eficiente e segura.

    Como o compliance se aplica ao setor hoteleiro?

    No setor hoteleiro, o compliance vai além da simples garantia de que todas as operações e atividades estejam alinhadas com padrões éticos. Ele se configura como uma ferramenta estratégica para implementar iniciativas que minimizem os riscos associados a todos os parceiros do hotel.

    Ao adotar práticas de compliance adequadas, é possível identificar e mitigar ameaças e riscos ocultos relacionados a hóspedes, inquilinos e colaboradores. Esses riscos podem comprometer a conformidade da empresa com as legislações vigentes.

    Compliance no setor hoteleiro

    A importância do compliance para o setor

    A importância do compliance no setor hoteleiro não pode ser negligenciada. Além de evitar multas e penalidades legais, trabalhar o compliance nesse setor ajuda a construir uma reputação de confiança e segurança, essencial para atrair e reter clientes. Isso, especialmente em um mundo onde a transparência e a responsabilidade são cada vez mais valorizadas.

    Nesse sentido, é possível dizer que os hotéis que investem em compliance estão um passo à frente dos demais. Ou seja, já conseguem reduzir riscos e custos desnecessários e, ainda, atrair melhores clientes para sua organização. 

    Mas quais são as melhores práticas de compliance para esse setor?

    Algumas das principais boas práticas incluem a implementação de programas de treinamento para colaboradores, a realização de auditorias internas regulares, a adoção de políticas e procedimentos claros e transparentes, a gestão de riscos eficaz, a proteção de dados pessoais, a prevenção de fraudes e corrupção, e a promoção de uma cultura de ética e integridade.

    Todavia, além disso, existem 3 principais práticas que vão ajudar muito no sucesso das ações. Veja a seguir!

    1 – Garantir a segurança e a privacidade dos hóspedes

    Para essa primeira prática, o primeiro passo é garantir que a verificação do hóspede (Know Your Customer – KYC) seja realizada por meio de um fornecedor de confiança que respeite as leis e diretrizes vigentes. Além disso, o tratamento dos dados dos hóspedes deve seguir rigorosamente a LGPD.

    2 – Realizar due diligence em fornecedores e parceiros?

    Por falar em fornecedores confiáveis, um hotel tem diferentes tipos de fornecedores que devem passar por um processo rigoroso de due diligence. Essa avaliação abrangente visa identificar e mitigar quaisquer riscos que possam comprometer a segurança da empresa e seus públicos, além de assegurar que todas as operações estejam em conformidade com os padrões de qualidade estabelecidos.

    3 – Identificar as principais fraudes no setor hoteleiro e estudar como combatê-las

    Realize uma análise aprofundada do mercado e identifique as principais ameaças e vulnerabilidades que podem afetar seu hotel. Com base nessa análise, desenvolva planos de ação específicos para mitigar riscos e prevenir fraudes e golpes.

    Leia também: Combate a fraude: Como minimizar riscos em sua empresa

    Principais vantagens do Compliance para hotéis

    Os benefícios do compliance para hotéis são diversos. Primeiro, desenvolver um programa de compliance no hotel, ajuda a evitar problemas legais e financeiros, como multas e processos judiciais. 

    Outro ponto, é o melhor aproveitamento e eficiência operacional. Isso acontece porque, ao padronizar procedimentos e minimizar erros, o compliance consegue reduzir riscos reputacionais, aumentando a confiança dos clientes, que se sentem mais seguros ao saber que o hotel segue rigorosamente todas as normas e regulamentações.

    Redução de riscos

    Um dos principais benefícios do compliance é a redução de riscos. Ao seguir regulamentações de segurança e implementar políticas rigorosas, os hotéis conseguem prevenir incidentes e problemas que podem afetar a segurança dos hóspedes. Além disso, o compliance ajuda a proteger os dados dos clientes, garantindo que informações pessoais e financeiras estejam seguras.

    Confira também: O que é Know Your Customer (KYC) e qual sua importância?

    Diminuição de custos operacionais

    Ao evitar multas e penalidades, reduzir a ocorrência de erros e fraudes, e melhorar a eficiência dos processos, os hotéis podem economizar significativamente. Ademais, um ambiente de conformidade que promova uma cultura de segurança e de responsabilidade pode levar a práticas mais econômicas e sustentáveis.

    Como implementar o compliance no meu hotel?

    Para implementar o compliance no setor hoteleiro é necessário seguir algumas etapas. Comece com uma avaliação completa das áreas de risco e das regulamentações aplicáveis e, em cima disso, desenvolva políticas claras e procedimentos específicos para cada área.

    Além disso, nenhuma estratégia de compliance é eficaz sem o envolvimento e a capacitação dos funcionários. Por essa razão, é importante investir nos treinamentos regulares para garantir que todos entendam a importância do compliance e saibam como aplicar as políticas no dia a dia.

    Outro ponto essencial, é investir em tecnologias e soluções que aprimorem os resultados dos objetivos de conformidade. Nesse sentido, soluções de gestão de riscos são excelentes para identificar vulnerabilidades sobre pessoas, empresas e fornecedores previamente. Assim, seu hotel consegue garantir que nenhum desses públicos coloque em risco sua conformidade.

    Por fim, o compliance não é uma tarefa única, mas um processo contínuo. Sob essa visão, é importante realizar auditorias regulares com o objetivo de assegurar que todas as políticas e procedimentos estejam sendo seguidos corretamente. Para isso, estabeleça um cronograma de auditorias internas e use os resultados para fazer melhorias contínuas.

    Conclusão

    A implementação de compliance no setor hoteleiro é uma estratégia essencial para garantir a segurança, eficiência e conformidade nas operações. Além de proteger contra riscos legais e financeiros, o compliance melhora a confiança dos clientes e promove um ambiente de trabalho mais seguro e eficiente.

    Investir em compliance é, sem dúvida, uma decisão inteligente que traz benefícios significativos a longo prazo. Quer saber mais sobre? Visite nosso site e conheça nossas soluções!

  • Lei Anticorrupção: Entenda o que é e como estar em conformidade

    Lei Anticorrupção: Entenda o que é e como estar em conformidade

    A Lei Anticorrupção, oficialmente denominada Lei nº 12.846/2013, é uma legislação brasileira sancionada em 1º de agosto de 2013, com o objetivo de responsabilizar empresas e outras entidades por práticas de corrupção cometidas em seu benefício.

    A Lei Anticorrupção é um marco importante para empresas que buscam operar de maneira ética e transparente. Mas você sabe no que essa lei realmente implica? Como ela surgiu e quais são suas principais disposições? Continue a leitura e vamos entender os pontos essenciais sobre a Lei Anticorrupção!

    O que é a Lei Anticorrupção?

    A Lei Anticorrupção brasileira, sancionada em 2013, é uma legislação que visa responsabilizar empresas por atos de corrupção cometidos em seu benefício. Diferente de outras leis, que focam principalmente em punir indivíduos, a Lei Anticorrupção coloca as empresas no centro da responsabilidade, impondo penalidades severas para práticas corruptas.

    Lei Anticorrupção

    Como surgiu a Lei Anticorrupção?

    A criação da Lei Anticorrupção foi motivada por uma série de situações de corrupção que impactaram o Brasil nos últimos anos. Antes de sua implementação, o Brasil enfrentava dificuldades para punir adequadamente empresas envolvidas em atos corruptos. 

    Sob essa dificuldade, o governo se baseou em legislações internacionais, como o Foreign Corrupt Practices Act (FCPA) dos Estados Unidos e o UK Bribery Act do Reino Unido, criando a Lei Anticorrupção que reforça a integridade no setor corporativo brasileiro.

    Quais condutas são puníveis na Lei Anticorrupção?

    A Lei Anticorrupção prevê punições para diversas condutas ilícitas, incluindo:

    Suborno: Oferecer ou prometer vantagem indevida a agentes públicos.

    Fraude em licitações: Manipular o processo de licitação pública.

    Manipulação de contas: Falsificar documentos ou registros para encobrir atos corruptos.

    Obstrução de investigações: Dificultar ou impedir a investigação de atos corruptos.

    Isso porque essas práticas não apenas implicam na ética da empresa, mas também colocam em risco a confiança pública nas instituições.

    Veja também: Entenda o que é Know Your Partner (KYP)  e como ele pode ajudar sua empresa

    O que é o Decreto 11.129/22

    O Decreto 11.129/22 é um regulamento que detalha a aplicação da Lei Anticorrupção, especificando os passos para a investigação e sanção de empresas envolvidas em práticas corruptas. Nesse sentido, este decreto cumpre um papel crucial para garantir que a lei seja aplicada de maneira adequada, proporcionando objetividade sobre os processos e responsabilidades envolvidos.

    Leia também: LGPD no mercado financeiro

    Quais são as sanções previstas pela Lei Anticorrupção?

    As sanções previstas pela Lei Anticorrupção são bem severas e desenhadas para desincentivar práticas corruptas e promover um ambiente de negócios mais íntegro. Veja as principais!

    Multas pesadas

    Podem chegar a até 20% do faturamento bruto anual da empresa.

    Publicação da decisão

    Isto é, tornar pública a decisão condenatória, causando riscos reputacionais. 

    Proibição de contratar com o poder público

    Isso significa que as empresas condenadas podem ser proibidas de participar de licitações públicas por um determinado período.

    Qual é a relação da Lei Anticorrupção com os programas de compliance?

    A Lei Anticorrupção está ligada aos programas de compliance. Isso porque o programa de compliance pode ajudar a prevenir atos corruptos, identificar violações e mitigar riscos.

    Sob essa visão, empresas com compliance eficientes podem ter suas penalidades reduzidas em caso de infrações, desde que demonstrem cooperação e interesse para corrigir práticas ilícitas.

    Além disso, um programa de compliance estruturado é capaz de prever riscos de vulnerabilidade à legislação. Assim, antes que ocorra algum acontecimento grave, os responsáveis podem identificar e solucionar os problemas de corrupção encontrados. 

    O que quer dizer Acordo de Leniência?

    O Acordo de Leniência é uma ferramenta que permite a redução de penalidades para empresas que colaborarem com as investigações. Para se qualificar para um acordo de leniência, a empresa deve admitir sua participação em atos corruptos e fornecer informações que ajudem a identificar outros envolvidos.

    Ou seja, funciona como um “acordo de delação” para empresas. Isso incentiva a cooperação em troca de sanções mais leves.

    Confira também: Sanções Internacionais: O que você precisa saber

    Qual o impacto da Lei Anticorrupção nas empresas?

    O impacto da Lei Anticorrupção nas empresas é significativo. As organizações precisam adotar medidas preventivas rigorosas, como programas de compliance, para evitar práticas corruptas. Além disso, a lei trouxe uma maior conscientização sobre a importância da ética nos negócios, incentivando empresas a manterem altos padrões de integridade.

    Agentes envolvidos e responsabilidades

    Vários agentes estão envolvidos na aplicação e cumprimento da Lei Anticorrupção. Confira os principais agentes: 

    Empresas

    Devem implementar programas de compliance e garantir a conformidade com a lei.

    Agentes públicos

    Responsáveis por investigar e sancionar práticas corruptas.

    Auditores e Compliance

    Ajudam as empresas a identificar riscos e desenvolver medidas preventivas.

    Agentes envolvidos e responsabilidades

    Procedimentos de investigação

    Os procedimentos de investigação sob a Lei Anticorrupção incluem várias etapas importantes. Primeiramente, há a coleta de evidências, que envolve a reunião de documentos, testemunhos e outros materiais relevantes para a investigação. 

    Além disso, são realizadas auditorias internas, que podem ser conduzidas tanto pelas próprias empresas quanto por auditores externos contratados para garantir imparcialidade e rigor.

    Outro aspecto fundamental é a colaboração com as autoridades, onde as empresas são incentivadas a cooperar plenamente com as investigações em andamento, o que pode resultar na mitigação de penalidades caso a colaboração seja considerada significativa.

    Esses procedimentos são essenciais para garantir que a investigação seja minuciosa e justa, estabelecendo uma base sólida para a aplicação eficaz da lei.

    Comparação com legislações internacionais

    Comparada a outras legislações internacionais, a Lei Anticorrupção brasileira tem semelhanças com o FCPA dos Estados Unidos e o UK Bribery Act. Todas essas leis buscam responsabilizar empresas por práticas corruptas, mas há diferenças nas sanções e nos mecanismos de aplicação. 

    Por exemplo, enquanto o FCPA foca em subornos a autoridades estrangeiras, a Lei Anticorrupção brasileira abrange uma gama mais ampla de condutas ilícitas.

    A Lei Anticorrupção representa um avanço significativo na luta contra a corrupção no Brasil. Sua aplicação rigorosa e a exigência de programas de compliance robustos mostram que o país está comprometido em promover a integridade e a transparência nos negócios. 

    Assim, fica claro que, para as empresas, a conformidade não é apenas uma obrigação legal, mas uma oportunidade de construir uma reputação melhor e aumentar a confiança do mercado.

    Quer conhecer outras legislações como essa e manter a conformidade? Acompanhe nossos conteúdos e visite nosso site!